O leitor escreve





Salário mínimo (1)
Tenho enorme satisfação em me comunicar com uma empresa do nível da Folha. O fato que me leva a isso é referente aos diversos salários que o Brasil teve nos últimos dias. Para começar a brincadeira que Roseana Sarney propondo um salário de US$ 100 (R$ 177,00), depois de saber que seu partido deixou de ser o maior na Câmara. Agiu como uma criança, usou de suas influências para ditar uma regra que não é ela quem dita, o que me indigna não é o fato, mas o ato, e agora viu que não vai dar certo, então percebeu o rombo nos cofres públicos maranhenses.
Depois veio Vicentinho dizendo que US$ 100 não era o bastante, pregou a idéia de US$ 160, uma grande utopia, mas que merece reconhecimento. Recentemente os tucanos acabaram com a dolarização, impondo um salário um tanto menor, compreendido em aproximadamente R$ 150,00. Outro assunto que me deixa intrigado é essa mania de mandar que alguns dirigentes têm, de não se pôr no seu devido lugar, impondo-se acima dos superiores, Roseana não agiu mal, mas a sua atitude era de impor, mostrando suas garras, que na verdade não são tão grandes assim.
- MURIEL EMÍDIO PESSOA DO AMARAL, estudante, Cornélio Procópio
Salário mínimo (2)
Não entendo nem um pouco este nosso governo e seus sistemas econômicos. Veja só agora a polêmica em torno do mínimo (e quem se contenta com o mínimo, nada já é suficiente), o governo FHC diz ser impossível pagar os US$ 100, pois quebraria a previdência. Estranho, não? Pois se lembro bem, quando o Itamar saiu, deixou o mínimo a US$ 100 ou mais, depois foi para US$ 130 e daí deixou em US$ 70 mais ou menos. O maior país do Mercosul tem o menor salário mínimo? Paradoxal, não? Uma estranha antítese que faz nosso País ter que enfrentar a triste realidade de ter um salário inferior ao do Paraguai...
- MÁRCIO DICESAR BENASSI, Sertanópolis
Poluição
Indignados. É, estamos indignados, tamanho desperdício e sujeira que estamos presenciando. Basta andar pelas ruas, principalmente em frente a lanchonetes, bares, boates e ruas, enfim, quando uma lata de cerveja é jogada fora, ainda que um automóvel passe sobre ela, amassando-a. Sempre tem um catador de latinhas, que a recolhe. Agora, o que fazer com essas garrafas descartáveis que, por vandalismo, são jogadas aos montes sobre sarjetas de Londrina? Ninguém as cata. Quebradas então, menos ainda. Os pneus dos automóveis, os pés das crianças, os bueiros entupidos que o digam. Vale lembrar ao Ibama (ou a quem de dever) que a poluição dos nossos rios começa aqui, no asfalto. Mexam-se, senhores vereadores, que a poluição dos nossos dias começa aqui. Quando virá uma lei proibindo estas garrafas? Quais os destinos da nossa civilização? Triste, hein?
- LUIZ PEZARINI, Londrina
IPTU 2000
Objetiva a presente alertar os contribuintes cambeenses para o fato de que a prefeitura lançou em todos os carnês de IPTU do corrente exercício uma taxa a título de ‘‘emolumentos’’ no valor de R$ 1,30. Tal taxa refere-se aos encargos cobrados pelos estabelecimentos bancários para o recebimento dos carnês e é de responsabilidade do cedente, no caso, a prefeitura. Causou-me estranheza essa cobrança, uma vez que a grande maioria dos carnês são quitados na tesouraria da prefeitura e mesmo assim a taxa é cobrada de todos indistintamente. A responsabilidade pela cobrança é da prefeitura e esta não deve cobrar taxa alguma para receber os valores lançados. Se for de seu interesse que o pagamento seja feito na rede bancária, que pague pela contratação dos serviços.
Somente a título de ilustração, Cambé possui cerca de 25 mil imóveis urbanos e somente com a cobrança dessa taxa abusiva, o município irá arrecadar R$ 32,5 mil, levando-se em conta que todos paguem seus impostos em uma única parcela. Partindo-se da premissa que metade dos contribuintes irá parcelar seus pagamentos em nove parcelas, esse valor salta para R$ 162,5 mil. Portanto, reclame. A cobrança desse valor ao final das contas torna-se um valor expressivo. Contribuinte cambeense, não aceite essa cobrança abusiva, reclame. Dirija-se à prefeitura e exija a emissão de um novo carnê sem a cobrança dessa taxa, que é abusiva e ilegal.
- WILSON SERGIO BONI, Cambé
Habitação
Certas normas de financiamento deixam o mutuário em transe. A execução como é feita, causa um terrível desconforto. Não seria bem a execução, mas as causas advocatícias. Tenta-se um acordo conforme o exemplo abaixo: acordo para liquidação da dívida no agente financeiro de 14 anos R$ 13 mil. Até que aí não está tão catastrófico. Porém a dívida de condomínio para quitação constitui, ao cidadão, uma afronta para a cidadania. Vende-se um apartamento para uma segunda pessoa e não é feita transferência. Essa segunda pessoa fica 10 anos sem pagar o Condomínio. Nesse período a dívida é repassada para três advogados com endereços diferentes. Proposta do acordo: Dr. X – R$ 5,5 mil; Dr. Y – R$ 8,5 mil com atraso das prestações do banco incluídos e Dr. Z – R$ 10 mil.
Resumindo: R$ 24 mil só para liquidar à vista, o ‘‘condomínio de ouro’’, com um valor mais ou menos de R$ 120 mensais. O valor do imóvel é de R$ 24 mil. Aí está o abuso. A moeda nesses 10 anos mudou. Ora para liquidar a dívida sai por R$ 37 mil. Daí o titular que não passou a transferência fica com o nome no Seproc porque o segundo proprietário não pagou as prestações. E o banco sabe que o Seproc é o ‘‘cartão da vida civil da pessoa’’. Quero dizer que com o nome na praça devido ‘‘ao pecado mortal financeiro’’ você está excluída da cidadania.
Eles dificultam a vida para quem não tem condições. Como a pessoa ‘‘quer trânsito livre na praça’’ às vezes entra no rodízio financeiro. Eles arrocham para que o indivíduo pague porque o nome no Seproc é um atraso onde quase tudo se compra financiando. Roubo descarado. Mesmo que se tenha condições não entre nessa em nome do Seproc. É pura escravidão capitalista. E a execução demora a sair. Se não chegarem a um acordo em 10 anos você ficará ‘‘sujo ou suja’’ na praça. Vamos parar de brincar com os cidadãos de pouco poder aquisitivo.
- IRACILDA PRESTES PADILHA, pedagoga e escritora em Londrina
Filho surdo
A educação bilíngue aos surdos é considerada como a responsabilidade assumida pelos professores, intérpretes, monitores, religiosos, e principalmente pelos pais, para que eles possam obter mais aprendizagem. O bilinguismo é uma expressão clara e aberta de comunicar nas línguas, sinalizada e oralizada. Infelizmente, o empecilho que tenho visto é a comunicação agressiva de forma vã pelos pais aos filhos surdos. Isso certamente lhes causa a perda do ânimo, redução da inteligência, depressão, raiva, insatisfação, sensação de mal-estar, imoralidade, perda da sensibilidade emocional, inclusive tentativa de suicídio. A agressividade na comunicação está relacionada com a negatividade, porque não permite que a aprendizagem mude o surdo.
Os pais de hoje não têm a menor idéia de que os filhos viverão na situação comunicativa com eles, pois a falta de perspectiva demonstra como a falta de valorização moral. É necessário perceber e valorizar a comunicação. O aprendizado faz com que o surdo mude. Conforme Hans-Jurgen Frass, ‘‘se uma criança pequena não fizer a experiência de ser amparada ou apoiada, ela não se tornará capaz de aprender’’.
O fato é que a criança surda agredida pelos pais pode transformar-se em adulto agressivo, causando muito conflito, perturbação na consciência, devido a falta da disciplina, informação dos pais, diálogo aberto. Devido a essa falta, os surdos podem ficar presos em seus pensamentos nostálgicos, traumáticos e depressivos. Acredito que os pais são considerados como os primeiros a desempenhar o papel de guia na educação comunicativa bilíngue. Ao valorizar a força dos surdos, vão acabando com empecilhos. Dessa forma pedem perdão aos surdos agredidos. Esta é única solução para agressividade. Sou surdo mesmo! Agressividade gera agressão; ignorância gera ignomínia.
- FÁBIO LUIZ VEDOATO, seminarista, Londrina
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