O leitor escreve
O leitor escreve
Problemas futuros
Existem, em Londrina, muitas edificações públicas de rara beleza e funcionalidade. Dentre elas, destacamos o Colégio Estadual Professor Vicente Rijo, do qual muito nos orgulhamos. Porém, em sua volta destaca-se mal cuidada calçada, quebrada e esburacada, onde estamos todos, à mercê de acidentes, ao nos deslocarmos à igreja, à feira, ao próprio Colégio. Para que não venhamos a lamentar futuros prejuízos, bem como possamos evitar maiores despesas, onerando os cofres públicos, lhe pedimos que não olhe somente para os megaprojetos, dando melhor atenção aos pequenos benefícios que nos encherão de satisfação e alegria.
SUZANA SANTOS, Londrina
Universitários
Você que passou no vestibular integra agora o grupo dos 12% de privilegiados que cursam universidade no Brasil. Ao ler ou ouvir seu nome na lista dos aprovados, a alegria circulou mais forte no organismo todo, mas esta sensação você não pode deixar que o tempo apague. Os esforços somados aos compromissos de alargar as fronteiras do saber vão abrir novas perspectivas.
Parabéns calouros. A aprovação de várias dezenas de companheiros do Hospital Nossa Senhora das Graças vestibular 2000 também fez crescer a nossa felicidade. E quando o dia da Colação de Grau chegar, estaremos juntos novamente para ouvir de vocês: Eu cresci, me formei e me realizei, cumpri tudo aquilo que me prometi.
Portanto, aproveite a ocassião e faça mais um teste: leia o que está escrito dentro de você, penetre na sua mente, ouça o coração, Consulte a razão, os sonhos, as diretrizes que podem lhe conduzir à realização plena. Depois, passe tudo a limpo, abrace os nossos votos de felicitações e mãos à obra. Bons estudos, aluno universitário.
- DULCIMAR DE CONTO E DINÁ FARIA, Curitiba
Ensino médio
Na reportagem publicada sexta-feira no caderno Folha Cidades, da Folha de Londrina/Folha do Paraná, sobre a escassez de alunos no período noturno em escolas de Campo Mourão, observamos que a edição induziu o leitor a compreensão parcial dos fatos, já que houve grande ênfase a um enfoque crítico e foi destinado um espaço mínimo para a apresentação de fatos verdadeiros e positivos. Faltou a compreensão global e um julgamento mais apropriado.
Nos últimos anos, as matrículas na 1ª série do ensino fundamental vêm decrescendo no Paraná. Em 1997, eram 258 mil alunos nas redes estadual, municipal e particular. Em 1998, o número caiu para 254 mil e, neste ano, não passou de 235 mil. Os dados são do Censo Escolar, promovido pelo MEC e pela Fundepar. As matrículas refletem a realidade da população, segundo a assessora de indicadores educacionais da Secretaria de Estado da Educação, Maria Luiza Marques Dias. Se a cada ano diminui o número de crianças que entram na escola, é natural que isso se reflita, anos mais tarde, no volume de alunos nas demais séries.
Em 1970, havia no Paraná 2 milhões de crianças na faixa de cinco a 14 anos, o que representava 30% da população total do Estado. No ano 2000, esse grupo representa 19,4% da população. O bem-sucedido Projeto Correção de Fluxo, acusado na matéria de prejudicar o ensino médio noturno, destina-se a jovens que estão com defasagem idade-série, preparando o aluno para entrar no ensino médio. A intensa procura pelo ensino médio diurno nos colégios de Campo Mourão prova que a Correção de Fluxo não tem nenhuma relação com a baixa procura pelo ensino noturno.
A existência de Centros Estaduais de Educação Básica para jovens e adultos (Ceebja) também em nada altera a procura pelo ensino médio noturno. Os alunos dos Ceebjas são pessoas que perderam a oportunidade de concluir o ensino médio.
A idade mínima para ingresso no Ceebja é 16 anos. Como esta é a idade com que o aluno deveria estar concluindo o ensino médio regular, fica claro que ele está com distorção idade-série e passou, portanto, a fazer parte de um público-alvo diferente. Assim, não é verdade que a escola noturna é vítima do supletivo, como mencionado na reportagem. Ao contrário: o supletivo traz de volta à escola pessoas que estão fora da idade escolar e que, de outra forma, não teriam oprtunidade de concluir seus estudos. Em Campo Mourão, estima-se que apenas 50% dos jovens de 15 a 19 anos estão na escola.
- MARIELA DE CASTRO SANTOS, Chefe da Assessoria de Comunicação Social e Secretaria de Estado da Educação
- NR: Em síntese, todas estas argumentações constam na matéria publicada pela Folha, que ouviu a chefia do Núcleo Regional de Ensino de Campo Mourão sobre o esvaziamento das escolas no período noturno.
Vencimento dos deputados
Comovido, diante das manobras dos nobres deputados buscando fórmulas para aumentar seus vencimentos, irrisórios, na linguagem do deputado Inocêncio de Oliveira, venho, em socorro aos ilustres representantes do povo, propor um pacto a toda a população brasileira. Unamo-nos numa grande e incansável cruzada em prol do aumento dos vencimentos dos deputados, garantindo-lhes, inclusive, a isenção de sentimento de culpa e o direito a não serem criticados, com uma única condição sine qua non: áficam os vencimentos dos parlamentares atrelados ao ganho do trabalhador brasileiro, com idênticas garantias e benefícios. Dessa forma, toda vez que os deputados conseguirem um ganho real para os trabalhadores, receberão em igual proporção o mesmo ganho nos seus vencimentos. Se ao trabalhador forem pagos jetons para comparecerem ao trabalho, aos deputados que comparecerem à sessões parlamentares também serão pagos jetons.
Afinal, quem paga os vencimentos dos deputados não são os trabalhadores? Nada mais justo que empregadores (trabalhadores) concedam aos seus empregados (os deputados) os mesmos direitos, com os vencimentos em igual proporção. Além do mais, não se estaria praticando nada de novo ao modus vivendi dos doutos parlamentares. Não estão eles já acostumados aos acordos do é dando que se recebe? Dêem ao povo e o povo lhes dará e, com certeza, todos os aplaudirão. E olhem que isto dá voto! Sendo assim, lutemos pelo aumento dos vencimentos dos deputados!!!
JOSÉ LAURINDO PETRI, Ibiporã
Transporte em Curitiba
Sobre reportagem relacionada ao reajuste dos salários dos motoristas e cobradores nesta Folha, o presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba (Sindimoc) esclarece:
Em nenhum momento o presidente do Sindimoc Denilson Pires ameaçou que categoria de motoristas e cobradores vai entrar em greve. Qualquer manifestação neste sentido precisa do apoio de toda a categoria, porém, isto tem primeiro que ir para votação em assembléia e só acontece como último recurso, depois de esgotadas todas as alternativas de negociação. Outra coisa divulgada na reportagem é de que o presidente do Sindimoc chamou à imprensa para ameaçar os patrões. Não é verdade. A entrevista foi para falar sobre segurança no transporte coletivo e discussão salarial da categoria.
- DENILSON PIRES, Presidente do Sindicato dos motoristas e cobradores de curitiba á(Sindimoc)
- NR: O presidente do Sindimoc afirmou durante a entrevista coletiva, na quinta-feira passada, que a proposta apresentada naquele momento era o máximo a que o Sindimoc chegaria, indicando acirramento das negociações. A assembléia da categoria, na sexta-feira, teria, conforme Pires, condições de deflagar a greve. Se não houver resposta, a assembléia pode deliberar pela paralisação, afirmou, na presença de quatro repórteres. A afirmação de que a entrevista coletiva teve tom de ameça aos patrões é análise do repórter, em virtude do tom do discurso de Pires.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





