O leitor escreve





Estrada do Colono
O fato de seres humanos estarem tentando impedir que fechem a Estrada do Colono é apenas mais uma prova do egoísmo ímpar desta espécie que pensa ser especial. Na tentativa de manter tal estrada aberta, estas pessoas que acampam não prestam a mínima atenção para o que está em volta deles: a mãe natureza. Só com muita educação este país vai aprender a respeitá-la e a viver em harmonia.
- LEANDRO VOLOCHKO, Londrina
Ano 2000
Já passamos o primeiro mês do ano 2000. Agora vem fevereiro, e como será o restante deste ano? Não faço uso do horóscopo, porque não acredito. Podemos iniciar afirmando que a lei que fará alguém feliz neste ano 2000 é ‘‘amai-vos uns aos outros como eu vos amei’’. Este mandamento tão difícil de colocar em prática, sempre nos questiona. Hoje é necessário crer no amor, no perdão, não apenas na palavra do amor, pois é mais oca e vazia no formigueiro. Quando a palavra se tornar verdade e ação, podemos começar a construir um mundo novo e melhor. Sem que a palavra amor se torne realidade, nada mudará na história. A civilização do amor depende de cada um de nós. E ainda nos conceda a graça de perseverarmos na vida e no bem.
Neste ano 2000, apenas teremos felicidade se praticarmos o amor. Poderão vir planos econômicos excelentes, as bolsas poderão reagir favoravelmente, os negócios poderão ter êxito, mas se não tivermos o verdadeiro amor à vida será vazia e a felicidade será só aparente. Deus coopera com aqueles que com Ele cooperam.
Hoje está se iniciando uma religiosidade muito perigosa que diz que Deus resolve tudo, que Jesus faz tudo por nós, resolve todos os problemas, que distribui bênçãos à vontade e que nós não necessitamos de participar em nada. Jesus exige a nossa fé e nossa participação. ‘‘Sem mim nada podeis fazer’’, afirmou Cristo. Mas Ele desejou a nossa participação, por isto nos concedeu a liberdade, se quisermos poderemos ser felizes. Também isto depende de nós e de nossa participação da vida do amor e da graça. A fé sem obras é morta. Quer a nossa adesão, nossa cooperação e boa vontade para que os problemas sejam resolvidos.
O ano 2000 será feliz para nós, se de verdade lutarmos para que os direitos das pessoas sejam respeitados. Somente curando velhas feridas seremos capazes de abrir novos horizontes em que o sol da verdade e do amor possa brilhar. O ano 2000 será como nós queremos que seja de fato.
- PADRE NATALÍCIO JOSÉ WESCHENFELDER, Palmas (PR)
Semáforos
Para que tanto semáforo na cidade? O trânsito de Londrina é complicado, com certeza. O sistema viário adaptado para atender ao caos em que se transformou as vias públicas de acesso em Londrina não atende à demanda de veículos. Ao invés de gastar dinheiro e tempo para instalar semáforos caros em esquinas que não necessitam destes equipamentos deveriam planejar a criação de novas vias de acesso para facilitar o ‘‘desenrosco’’ no trânsito lento da cidade.
- MAURO JANENE COSTA, estudante, Londrina
Rodovias
Dia desses saí de minha cidade, localizada ao Extremo Noroeste, com destino à região de Londrina. Ao adentrar a rodovia me assombrei com um péssimo asfalto para se trafegar. As ‘‘panelas’’ que tomaram conta do mesmo me fez lembrar as histórias que meu avô contava, daquela época que não havia asfalto onde um pequeno percurso levava-se dias para ser percorrido.
Os carros vinham em ziguezague em minha direção, até parecia que os motoristas estavam alcoolizados. Mas são as manobras que os tornam verdadeiros pilotos para se livrarem dos buracos. Mais alguns quilômetros, alguns buracos e lá está uma carro parado no acostamento, com dois pneus estourados, mal dá para entender a quem o motorista está xingando, tenho certeza que não era eu.
Quando me aproximo de Paranavaí, ocorre uma espantosa mudança, aquele asfalto imperfeito transforma-se em uma pista perfeita bem sinalizada e fiscalizada. Aliviado e tranquilo segui minha viagem. Alguns quilômetros a frente me deparei com um posto de pedágio. A partir daquele momento passei a entender o porquê da mudança da qualidade da pista.
No momento em que paguei a taxa (do pedágio) me lembrei de uma faixa que li em um dos jogos da Seleção: ‘‘Pedágio é roubo’’. Mas pedágio bem aplicado e bem calculado não é roubo, mas sim um mal necessário. Porém, há regiões do Estado, como o Extremo Noroeste que não comportam pedágio, mas nem por isso podem ser esquecidas e abandonadas pelo nosso governo.
- FRANCISCO A. BONI, estudante, Santa Cruz de Monte Castelo
Programas locais
Objetivando ampliar a veiculação de programas voltados para a cultura local e regional, o senador Antero Paes de Barros elaborou o Projeto de Lei de nº 202/99, que propõe introduzir modificações na lei nº 4.117 de 27 de agosto de 1962 (Código Brasileiro de Telecomunicações). Com tal iniciativa, o senador estabelece o percentual de 50% do tempo, nos horários nobres, para que as emissoras de rádio e televisão transmitam, obrigatoriamente, programação de caráter cultural local e regional. No projeto é entendido como horário nobre aquele compreendido entre 6 e 18 horas para a rádio e entre 18 e 22 horas para televisão. A relatora do projeto, senadora Luzia Toledo, apresentou substitutivo estipulando o prazo de dois anos para que as emissoras de rádio e TV se adaptem às mudanças, sob pena de multa.
O parlamentar argumenta que atualmente a ‘‘facilidade sempre crescente da telecomunicação propiciou a criação de um circuito nacional de televisão, transformando as emissoras regionais em meras repetidoras daquelas sediadas nas capitais, especialmente no Rio e São Paulo’’. Segundo ele, ainda, tal sistemática vem retirando dos espectadores a oportunidade de pensar a sua própria comunidade, hábitos e tradições. É importante que a cultura local e regional recebam uma maior destinação de tempo nos horários nobres, contudo o percentual de 50% é de difícil implantação e inclusive aprovação no Congresso.
Talvez um percentual menor do que o proposto pelo senador Antero Paes de Barros, e maior que o hoje utilizado pelas empresas de comunicação possa chegar ao denominador comum que viabilize, por um lado o interesse econômico das empresas de comunicação, e por outro, o de atender aos princípios insculpidos na Carta Magna de defesa da sociedade brasileira.
- PAULO GOMES JÚNIOR, procurador do Estado em Foz do Iguaçu
Correção
- Por problemas técnicos, o título da reportagem de capa da Folha2 de hoje está sendo publicado incorretamente. O certo é ‘‘Holofotes sobre os porões’’.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]