O leitor escreve





Cabide de empregos
Ao poucos os brasileiros vão sentindo firmeza nos seus representantes, municipais, estaduais e federais. Talvez porque a mídia esteja fazendo uma cobertura no sentido de moralizar a sociedade. Chega de maus políticos, de maus empresários. Em se tratanto de Brasil queremos o que há de melhor para nossos concidadãos que honestamente lutam em benefício da pátria. Ficamos contentes quando, aos poucos, altos figurões estão sendo punidos, como manda a lei.
Aqui no Paraná, exemplarmente, está havendo um enxugamento na Assembléia Legislativa: 400 ‘‘servidores’’ já foram demitidos nos últimos três meses e mais 700 servidores com estabilidade serão dispensados através do Plano de Demissão Voluntária (PDV). Certamente mais de 1.000 servidores estiveram ociosos em anos anteriores, o que prova a incompetência de maus políticos, responsáveis pelo ‘‘cabide de empregos’’.
Precisamos de centenas, milhares de políticos que tomem iniciativas como tomou o deputado Nelson Justus atual presidente da Assembléia Legislativa do Paraná. Outros políticos têm tomado iniciativas que com certeza hão de contribuir para o bem comum. Parabéns a todos.
Com o enxugamento de servidores da Assembléia Legislativa, haverá sobra de caixa. A sobra de caixa deve ser aplicada em algo racional, não em bobagens. Seria ideal – também exemplar – que fosse devolvida ao Poder Executivo para ser revertida em obras públicas, como educação. Dinheiro público dever ser muito bem administrado, jamais esbanjado.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Cultura
Gostaria de parabenizar este jornal, em especial a jornalista Elisa Marília Carneiro, pela reportagem ‘‘Tradição Chinesa’’ (dia 9) em que, num país em que a cultura é desprezada e relegada a telenovelas, atores mambembes tentam mostrar formas inusitadas e interessantes de arte, como Jorge Miyashiro tenta levar a crianças a cultura milenar chinesa.
- ALEXANDRE LAFRANCHI JUNIOR, Rolândia
Povo nordestino
Devemos nos sensibilizar com as angústias e os sofrimentos do povo nordestino, flagelado por terríveis secas que estão levando milhões de pessoas à miséria, à fome e à morte. A sociedade deve ser solidária, e o governo precisa sair do estado de inércia e desenvolver projetos concretos e permanentes, que levem gradativamente à superação definitiva do secular problema da seca do Nordeste, se não erradicar, pelo menos minimizar esse sério problema.
Infelizmente, sentimos que o governo não tem interesses em resolver este problema. Ele se serve da famigerada ‘‘indústria da seca’’ e da corrupção eleitoral através da compra de votos em troca de pequenos favores de tempo de seca e de eleição. A sociedade deve assumir o compromisso de somar esforços com as instituições públicas e privadas. As instituições conjuntamente com sociedade devem promover constantes campanhas de solidariedade comedidas emergenciais, que possam aliviar a fome e a sede, até que se supere a calamidade. Faz-se necessário a participação dos jornais, do rádio e da televisão, neste esforço conjunto de se despertar a consciência nacional para a grande solidariedade.
Não devemos medir esforços nas ações filantrópicas de servir os necessitados. Aos que têm mais lembramos de distribuir com justiça. Aqueles que têm pouco, aprendam de nossos pobres, a edificante lição do ‘‘repartir com quem tem menos ainda’’. As causas da seca não apenas naturais. Existem as humanas, que devem ser erradicadas: as constantes agressões aos mananciais de água da região, como os rios São Francisco e Parnaíba, bem como às reservas florestais e outras fontes de vida para a população.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Lei de Incentivo à Cultura
Lendo a Folha 2 do dia 10, fiquei sabendo que a vereadora Elza Correia vai entrar com um pedido de informações sobre o processo de análise dos projetos inscritos na Lei de Incentivo à Cultura. Este gesto é muito louvável, tendo em vista a falta de transparência com que a comissão de avalição dos projetos culturais vem conduzindo seus trabalhos. Quero lembrar também, que esta falta de transparência, faz com que esta lei caia em descrédito junto aos artistas sérios desta cidade e ao empresariado em geral. Eu e muitos colegas artistas até deixamos de apresentar projetos, em repúdio a atual conduta desta comissão de avaliação dos projetos culturais.
- JUAREZ REZENDE ARAÚJO, diretor teatral, Londrina
Nepotismo
Gostaria de comentar e parabenizar o projeto da deputada federal Zulaié Cobra (PSDB-SP), sobre nepotismo. Dá vergonha saber que existem deputados contra, porque Ele e muitos, prefeitos e senadores praticam com frequência, deixando pessoas capacitadas sem oportunidade de trabalho. Sabemos que muitos parentes deles estão aptos para o cargo, mas não precisa exagerar e abusar do poder público.
- CICERO ROGÉRIO SANCHES, vice-prefeito de Ribeirão do Pinhal
Batuque na Caixa
O Projeto Batuque na Caixa, coordenado pelo Instituto Cultural Arte Brasil, agradece o apoio de João Milanez e da Folha de Londrina/Folha do Paraná durante o ano que passou, realizado através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, através da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura Municipal, com captação de recursos da Caixa Econômica Federal, Sonkey Instrumentos e Equipamentos Musicais e Condomínio Serra Verde. Nossa gratidão é extensiva também aos nossos parceiros, professores, amigos, imprensa e toda a comunidade de Londrina. Apoio como este tornou realidade o sonho de cerca de 300 crianças e jovens da cidade. A Arte Brasil tem a felicidade de divulgar a aprovação, pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de dois projetos sob sua responsabilidade: Batuque na Caixa (ano II), CD e documentário Arte Brasilis. Reiteramos o objetivo de captar recursos junto à comunidade de Londrina.
- ALDO MORAES, diretor, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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