O leitor escreve





Villas-Bôas (1)
A Folha do dia 1º, coluna de Cláudio Humberto, de Brasília, revela que a Fundação Nacional do Índio (Funai) demitiu, via fax, o sertanista Orlando Villas-Bôas, de 86 anos, que dedicou sua vida à causa indígena e ajudou a criar a própria Funai, em 1967, além de publicar 13 livros sobre os índios brasileiros. A justificativa: contenção de gastos.
Esta é a realidade de nosso Brasil-500 anos! Alguém que se tornou monumento à causa do irmão indígena é descartado de suas funções por contenção de despesas e porque ficou velho. Investir em um monumento vivo, dando-lhe a devida honra e o destaque de quem se dedicou durante toda vida em benefício de seu semelhante, para nossas autoridades, é despesa a ser contida, portanto, é elemento descartável. Continuamos a perguntar: quem fará o discernimento entre o essencial e o supérfluo?
Quem, em nossa pátria, estaria apto a distinguir o permanente do temporário? Estamos fadados a não encontrar, em nenhuma atividade do povo brasileiro, alguém que faça a distinção segura entre a história e eternidade e virão muitos anos, muitas gerações irão passar até que surjam governos que saibam fazer este discernimento, que é a valorização do ser humano e o ‘‘amor ao próximo’’, como ordenou o Mestre Jesus.
- BOANERGES DE OLIVEIRA, professor aposentado, Londrina
Villas-Bôas (2)
O presidente da Funai não conhece Orlando Villas-Bôas? Só pelo fato de tê-lo no quadro já engrandece a instituição. Demiti-lo por fax é a prova do despreparo do administrador, que usando um instrumento frio e se desfaz de um colaborador, que mesmo não sendo quem foi, deveria ser exonerado de maneira pessoal, e não como fizeram. Faltaram ética e competência. Quem fez isto não deveria ficar à frente de assunto tão importante quanto a questão indígena.
- EDUARDO REIS, Florianópolis
Pedágio
Leitor assíduo que sou da Folha, ultimamente tenho verificado as manifestações generalizadas e contrárias ao pedágio nas estradas do Paraná. Temos notado que diversas entidades de classe, políticos, partidos políticos e o próprio povo têm demonstrado sua insatisfação quanto a cobrança do pedágio e a falta de transparência de seu contrato realizado entre as concessionárias e o Estado. Na edição do dia 3, vejo a demonstração de descontentamento do jornalista Walmor Macarini quanto à privatização das rodovias que foram pavimentadas e mantidas por governos anteriores sem que se houvesse qualquer pedágio para essa finalidade.
Questiona o nobre jornalista a receita do IPVA, que não tem qualquer retorno para a manutenção dessas estradas, uma das finalidades do referido imposto. Tudo isso também estamos de pleno acordo. Feliz o nobre jornalista, como também o diretor-superintendente da Folha José Eduardo Andrade Vieira, que abraçam esta causa juntamente com demais pessoas e entidades de renome no Estado do Paraná.
Tudo que for contra a forma ditatorial imposta pelo governador Jaime Lerner para privatizar as rodovias do Estado do Paraná é de grande valia, pois tudo se deu às escuras do usuário que está comendo gato por lebre. A atitude desses senhores é uma demonstração de que o povo do Paraná ama esta terra e está preocupado com a forma de governo adotada pelo atual alcaide.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, Riberão Claro
Áustria
Com a grave crise diplomática envolvendo os países da Comunidade Européia e os EUA boicotando relações de qualquer espécie com a Áustria voltamos a refletir sobre a chama permanente prestes a implodir do fanatismo ideário xenófobo na direita tradicional européia.
O líder das 52 cadeiras parlamentares do Partido da Liberdade Joerg Haider de atitudes claras chauvinistas adota o nazismo em suas declarações públicas. Há muito tempo a Áustria é considerada apenas vítima de Adolf Hitler, hoje a idéia está mutante para um perfil claro de elites das SS, onde segundo Haider ‘‘eram homens de caráter que permaneceram fiéis as suas convicções’’ ou os campos de concentração denominado pelos austríacos de ‘‘apenas’’ ‘‘campos disciplinares’’.
Cabe aos europeus combater toda iniciativa que colocam seus caminhos nas ‘‘lamas’’ do passado, e a única maneira é através do voto nas urnas. O processo de ‘‘desnazificação’’ é trabalho para todos aqueles que desejam a paz e prosperidade. A bela e educada Áustria está novamente em evidência, mas não é para celebrar Mozart e sim para dizer ao mundo que as idéias Adolf Hitler não foram esquecidas.
- GLAUCO ANTONIO VIEIRA BORBA, Londrina
Febre aftosa e o MST
Todos os jornais têm noticiado os excelentes resultados obtidos pelo Paraná, na campanha de erradicação da febre aftosa. Graças a um trabalho de longo prazo, envolvendo diversos órgãos públicos e privados, associações rurais e comerciais, a classe produtora rural foi conscientizada da importância da vacinação e recebemos então um parecer favorável da Organização Internacional de Epizootias/OIE, com sede na França), aos relatórios de controle do rebanho paranaense. O resultado final será divulgado em maio, quando poderemos receber o certificado de estado livre de aftosa e consequentemente exportar nossa carne para a comunidade européia.
Ocorre que todo esse esforço pode ser perdido a qualquer momento, por culpa e insanidade deste malfadado grupo criminoso, o MST. Não sei quanto tempo conseguiremos esconder da OIE, que enormes rebanhos nas fazendas invadidas estão ficando sem vacina. Exemplo: na Fazenda Sete mil, em Ivaiporã, pelo menos 2 mil cabeças não foram vacinadas, nas duas últimas campanhas, porque os funcionários foram proibidos de entrar na área e os técnicos da Secretaria da Agricultura não conseguiram recolher todo o rebanho. Relatos de vizinhos indicam que lotes de animais andando livremente pelas fazenda com touros misturados a vacas e novilhas desde dezembro de 98, junto às outras 4 mil cabeças encontradas na vacinação podemos imaginar a quantidade de nascimentos sem controle sanitário. E as cabeças roubadas pelo MST, sempre noticiadas pelos jornais, aonde estarão? Será que foram vacinadas?
Isso também ocorre em outras propriedades invadidas. Não pensem que esses fatos são fortuitos ou acidentais, pois os mesmos fazem parte de um plano maior de desestabilização da ordem social e econômica, visando a tomada do poder pelo MST. Das autoridades federais e estaduais esperamos e exigimos que não deixem o Paraná perder a grande chance de prosperidade econômica, simplesmente fazendo cumprir a lei, punindo estes verdadeiros terroristas e responsabilizando seus líderes por mais este atentado contra nossa querida Pátria.
- MARCOS MENEZES PROCHET, presidente da União Democrática Ruralista (UDR/PR), Paranavaí
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup