O leitor escreve





Carteira de Trabalho
Pobre cidadão londrinense, que levanta às 4 da manhã, para enfrentar uma fila em que serão distribuídas apenas 60 senhas, às 7 horas, tendo que retornar em outro dia, se o número de pessoas exceder o número mágico estabelecido pela subdelegacia regional do Trabalho em Londrina, para o fornecimento da carteira do Trabalho e Previdência Social, direito de todo brasileiro.
Pior, ainda, quando funcionários daquela subdelegacia privilegiam pessoas que, com o maior descaramento chegam às 8 horas da manhã, não entram em nenhuma fila, nem para pegar senha e enfrentar a espera, são imediatamente atendidas em detrimento dos demais pobres mortais, contrariando o mais elementar dos direitos, de que todos são iguais, não importando a condição social, financeira ou influência política de ninguém. Ademais, a subdelegacia regional do Trabalho em Londrina, há tempo promete melhorar a performance quanto ao número daquele documento. Para uma cidade do porte de Londrina (segunda maior cidade do Paraná), 60 carteiras por dia é número bastante irrisório.
- CAROLINE GARCIA DE SOUZA, Londrina
Responsabilidade
A Lei de Responsabilidade Fiscal aprovada pela Câmara dos Deputados e em processo de votação no Senado vem ao encontro da necessidade de se proibir que governantes gastem mais do que arrecadam. Na verdade, tal legislação já deveria estar em vigor há muito tempo. Tornou-se comum, no Brasil, governar sem muita preocupação com o futuro. Cada mandatário administra as finanças públicas sem muito planejamento, preocupando-se apenas com os seus quatro anos. Assim, todo início de mandato é um sufoco, pois a administração recém-eleita recebe da anterior uma carga elevada de dívidas.
Diante dessa realidade, no meio político, a afirmação de que ‘‘o primeiro e o segundo ano de mandato é só para arrumar a casa’’ transformou-se numa regra normal de transição de exercício. Os investimentos em melhorias só serão possíveis depois que as contas estiverem equilibradas. Em muitos casos, é necessária a efetivação de novos empréstimos para que se possa honrar os compromissos firmados anteriormente. Com isso, instalou-se um ciclo de endividamento cada vez maior do poder público.
A Lei de Responsabilidade Fiscal constitui-se, portanto, numa medida para contornar essa problemática. Daqui para frente, estão previstos limites com pessoal envolvendo os três poderes (medida similar já consta na Lei Camata) e a proibição de reajustes salariais seis meses antes do final de mandato. Além disso, ficam proibidos empréstimos e novos gastos que comprometam as receitas futuras nos últimos meses da administração, restringindo a ação dos governos no ano eleitoral.
Como se vê, a partir dessa legislação, foram instaurados mecanismos que impedem o aumento da dívida pública e a transferência da conta para os sucessores. Legalmente, colocou-se um ponto final nos descasos e na falta de planejamento das administrações públicas. Só falta agora traduzir na prática as determinações da lei e aplicar as punições administrativas aos governantes que não se submeterem às novas regras. Aí é que está o problema!
- PAULO CEZAR BASÍLIO, Pinhão
Trevos
Sobre a notícia ‘‘Consórcio exige construção de trevos na 277’’, publicada dia 24: acho que o Consórcio Rodovia das Cataratas deveria se preocupar em cumprir com os seus compromissos – que aliás estão bem aquém do combinado. Ao transitar pela rodovia, no máximo o que se vê são aquelas restaurações de uns seis metros e que elas demoram dias para fazer. Seria para mostrar trabalho e continuar cobrando pedágio sem ninguém dizer nada? E agora eles vêm exigir que os proprietários às margens da rodovia construam trevos. Isso é uma piada. Concordo que seja necessária a construção desses trevos, mas que tal o consórcio cumprir com a parte dele? Afinal, estão ganhando e muito bem por isso.
- LAIRTON L. HICKMANN, Medianeira
Rússia
As coisas que fizeram me orgulhar dos russos foi derrotarem Napoleão e Hitler, defendendo sua pátria. Agora, o que estão fazendo na Chechênia, é atacar um povo livre, indefeso, que só quer sobreviver. Parem com essa história de querer caçar terroristas islamitas. Vocês estão massacrando civis, crianças e velhos. Peço que os jovens oficiais russos, que não têm compromisso com o bêbado Boris Yeltsin, derrubem essa ala suja do comando e voltem para casa, antes da Páscoa.
Cadê a Otan? Cadê a ONU? Cadê o Vaticano? Estão com medo da China? Grosny está sofrendo, e ninguém está querendo enxergar a realidade. Pobre planeta. Não deve merecer melhor destino que o traçado por Nostradamus. Bill Clinton, Al Gore, Bush, vocês têm um compromisso com o mundo, maior do que com a política interna americana. Sua Santidade Papa João Paulo II: pare os criminosos russos, em nome da humanidade e seu santo ministério.
- CARLOS ALBERTO M. LARCHER, Rondon
Litoral
Sobre a reportagem ‘‘Litoral do PR tem pouca infra-estrutura’’, publicada ontem: quanto à locomoção de uma praia para outra realmente é um absurdo o tempo de espera por ônibus. Não seria interessante a existência de microônibus que cobrassem um pouquinho a mais pela passagem, mas que passassem com maior frequência? Existe este descaso porque ainda não apareceram empresas concorrentes. Este sistema de atendimento por microônibus existe em Florianópolis há muitos anos e funciona muito bem e pelo que sei estes veículos são de particulares que têm licenciamento para funcionar no período de férias.
- ELISETE PEREIRA, Curitiba
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