O leitor escreve





Vaia (1)
Em todas as atividades da vida humana, as opiniões, gosto, preferências são diversificadas. Cada um pensa e age diferente. Falo isso, pensando na Seleção do Pré-Olímpico. Enquanto uns vaiam, outros aplaudem, uns agem com a emoção, outros com a razão. Quem está certo? Não sei, alguém sabe? O ideal é não aplaudir demais e não vaiar muito, pois ambos podem ser fatais. Eu, particularmente, não vaio. Sou apaixonado por futebol e pela nossa Seleção canarinho. Procuro sempre fazer uma crítica construtiva, isso quando faço. Apoiarei sempre a Seleção. Apesar de lá existirem ‘‘uns malinhas’’ tipo Fabiano, Fábio Jr., Fábio Aurélio e um tal de ‘‘Luxa’’
- ARI BATISTA DA CRUZ, Campo Mourão
Vaia (2)
É preciso ter olhos para o futuro. Antes da Copa do Mundo, esse episódio das vaias aconteceu, prejudicando os jogadores. A contrapartida foi dada pela torcida pernambucana que contribuiu para reerguer moralmente a Seleção, motivando a CBF a prometer que caso o Brasil fosse campeão, Recife seria a primeira cidade brasileira a ser visitada. O que aconteceu com a famosa imagem do Romário com a bandeira brasileira na janela do avião. Até hoje Recife é priorizada para os jogos de futebol da Seleção brasileira. Londrina e por consequência nossa região estão perdendo uma oportunidade de ouro. A imprensa tem papel fundamental.
- CLAUDIO SILVA, Apucarana
Vaia (3)
Londrina se preparou para o Pré-Olímpico, a cidade se enfeitou e recebeu de braços abertos a Seleção. Veio o primeiro jogo contra o Chile e o Estádio do Café ficou superlotado. O Brasil acabou não jogando nada e levou uma sonora vaia. No segundo jogo aconteceu o mesmo episódio. No último jogo, contra a Venezuela, o time melhorou e ganhou de 3 a 0. Mas a torcida, sedenta de gols, tornou a vaiar o time que irá aplaudir em Sydney.
Acho que inconscientemente o londrinense quando vaia a Seleção está na realidade protestando contra outras coisas, como a corrupção dos órgãos públicos, o aumento da tarifa dos ônibus coletivos e do pedágio etc.
Então, vamos fazer um pacto com Luxemburgo e seus meninos: vamos lotar o estádio no próximo jogo e dar dez minutos de vaia para estas impunidades. Depois, vamos apoiar os nossos garotos olímpicos. Afinal, Londrina não pode entrar para a história como a cidade que torceu contra o ouro olímpico que esses garotos trarão ao Brasil. Quem viver, verá.
- ANTONIO JOSÉ SANTIAGO, Londrina
Porte de arma
Parece brincadeira, mas este é o assunto do momento. Como é do conhecimento geral, tramita no Congresso um dito projeto de lei proibindo a venda ou porte de armas de fogo por cidadãos comuns. Alegam nossos ‘‘competentes representantes’’ que, com a proibição do comércio de armas, a violência estaria com seus dias contados.
Será essa a melhor alternativa? Certamente que não. Sabendo que pessoas comuns não podem mais possuir armas, estaria esse projeto beneficiando os delinquentes, pois estes teriam a calma e a certeza de encontrar suas vítimas desarmadas, facilitando suas condutas criminosas.
Outro item que merece destaque é quanto ao tipo de armamento que os bandidos atualmente utilizam, ou seja, enquanto estão querendo proibir a venda de revólveres (22, 32, 38), os marginais desfilam nas cidades com seus fuzis, ARs 15, 357, submetralhadoras, bazucas e até granadas, armas que sempre foram proibidas por lei.
Isso sem falar nos milhares de empregos que serão extintos, devido ao fechamento de indústrias de armas e munições, lojas especializadas e estandes de tiro. Já que a idéia é acabar com a violência, proponho o seguinte: estatisticamente, nossas estradas matam ou mutilam pessoas mais do que qualquer arma, praga, vírus ou guerras entre marginais. Então, vamos criar uma lei proibindo o comércio e uso de ‘‘veículos’’, aí sim, acabaremos com a violência e mortes diárias.
Desculpe essa idéia sarcástica, mas, em um país de corrupção, CPMF, ‘‘Sérgios Nayas’’, pedágios, funcionários fantasmas, ‘‘Comurbs’’ e ‘‘AMAs’’, este tipo de lei é o máximo que podemos esperar de nossos legisladores. Infelizmente.
- RÔMULO FABRÍCIO ANTUNES, estudante, Londrina
Jogadores de futebol
Coisa terrível é ter que ouvir entrevistas concedidas por jogadores de futebol. Eles têm a incrível capacidade de responder sempre da mesma forma, as mais variadas perguntas. Sabemos que ficam enclausurados por longos períodos e, que, para combaterem o fastio e a solidão, procuram passar o tempo, jogando carteado, sinuca, lendo revistas em quadrinhos etc. Ao conquistarem a fama, são obrigados a ficar expostos na mídia, solicitados com frequência a conceder entrevistas com muitas explicações.
Então por que não procuram aperfeiçoar-se através de técnicas de como ‘‘falar em público’’ e outros recursos existentes, aprendendo forma e postura de expressar-se com desenvoltura, a fim de dizerem clara e articuladamente o que pensam? O novo século é chamado de o ‘‘século do conhecimento’’, mormente em função dos avanços tecnológicos, principalmente no campo da comunicação.
Façam dessa ociosidade temporária, o trampolim para o sucesso pessoal, a fim de melhorar ainda mais o êxito profissional. O futebol só acaba para o atleta e não termina para o ex-jogador, desde que esteja preparado para o exercício de novas funções. O campo é vasto e o ‘‘mundo do futebol’’ está ficando bastante diversificado. Um exemplo: Ricardinho, do Corinthians. Ele não é só admirado pelo seu potencial futebolístico, ele é reconhecido também pela maneira de dizer algo, sempre acompanhado de conteúdo. Sabe dizer o que pensa, porque sabe pensar com inteligência.
Os jogadores de futebol, na sua esmagadora maioria, não perguntam, apenas sinalizam que entenderam (?). Eles só agem por ‘‘comandos’’. São facilmente enganados, usados e depois descartados, para, finalmente, serem definitivamente abandonados. Sem o poder de argumento, desaparece a importância do questionamento.
- CLAUDINÊ DE OLIVEIRA, Apucarana
Correção
- A indústria de móveis Azulbrás, de Arapongas, não irá se transferir para Guarapuava, como informou reportagem publicada ontem em Folha Cidades. A Azulbrás irá construir uma nova unidade em Guarapuava. Leia reportagem em Folha Cidades de hoje.
- O gerente da transportadora paraguaia Nuestra Señora de Assunción, Valmir Zago, corrige informação contida na reportagem ‘‘Polícia prende seis por roubo de carga’’, publicada ontem em Folha Cidades. Zago disse que suspeita de motoristas que são contratados para fretes e não de funcionários da própria empresa como cita a reportagem.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup