O leitor escreve





Pré-Olímpico pela TV (1)
Em respeito aos nossos assinantes, aos leitores da Folha de Londrina e em concordância com as reclamações publicadas ontem nesta seção, volto a dizer que a Net Londrina está tão indignada com o corte da transmissão ao vivo dos jogos da Seleção Pré-Olímpica (pelo Canal 43, Sportv) para Londrina, quanto os próprios assinantes.
Infelizmente nada podemos fazer ou interferir. Somos apenas uma retransmissora dos sinais do Sportv. Esta briga é contratual entre o Canal Sportv e os órgãos competentes: Prefeitura de Londrina e Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A Net Londrina foi prejudicada, assim como seus assinantes. Fizemos investimentos na área de marketing confiando nas transmissões ao vivo, conforme havia nos comunicado o Canal Sportv. Fomos pegos de surpresa e ficamos no prejuízo. Como somos apenas uma retransmissora dos sinais, não temos nem tivemos qualquer participação nas negociações. Mesmo que quiséssemos, isso não seria possível.
Resta-nos, juntamente com os assinantes, lamentar o ocorrido. Não acreditamos que os assinantes do Sportv possam ser os responsáveis pelo aumento ou diminuição do público no Estádio do Café.
- MARCO MILLIOTTI, diretor-geral da Net Londrina
Pré-Olímpico pela TV (2)
É ridículo que o prefeito, para se promover, tire de uma cidade inteira o direito de assistir à grande paixão nacional que é o futebol! O que leva o público ao estádio é um grande espetáculo e não a proibição de transmissão. O prefeito deve estar pensando que só é preciso 30 mil votos para se eleger, pois acaba de perder uma boa parte dos votos do resto da população.
- RODRIGO RODRIGUES AGUILA, Londrina
Pré-Olímpico pela TV (3)
É um absurdo a atitude ditatorial que tomou o prefeito de Londrina, ao decidir proibir, de forma bem antipática, que a Net transmitisse os jogos da Seleção ao vivo para Londrina. Atitudes como esta mostram a falta de conhecimento dos problemas causados com esta decisão. Será que o prefeito não se deu conta de que no Estádio do Café cabem pouco mais de 25 mil pessoas? Será que ele pensou nas mães que têm medo de levar seus filhos ao estádio, em função de uma eventual falta de segurança, já que, através de seu sistema de segurança pública não consegue diminuir os índices de criminalidade na ‘‘capital’’ do Norte do Estado? E nas pessoas que gostam de reunir seus amigos e familiares para assistir aos jogos juntos, ou ainda naqueles que estarão em horário de serviço? Nota ‘‘zero’’ também para a Net, que concordou com aquela atitude ‘‘ditatorial’’. O que falta em Londrina é uma concorrente para essa TV a cabo.
- BRUNO PETTEZZONI, Londrina
Vestibular
Resposta à carta ‘‘Vestibular’’, publicada dia 18 nesta seção: meu objetivo não é analisar se o último vestibular de verão da UEL foi lucrativo. Qualquer pessoa inteligente sabe que a taxa de R$ 90, multiplicada pelos mais de 20 mil candidatos inscritos, não poderia resultar em prejuízo, ao contrário do que foi insinuado nesse texto. A culpa pelo fato de muitos jovens londrinenses não conseguirem ingressar na UEL não está com a ‘‘avalanche’’ de estudantes de fora, mas com a ineficiência do ensino médio local. O vestibular é igual para todos. Se os vestibulandos daqui não conseguem bons resultados nas provas é porque o seu preparo foi inferior ao dos candidatos de outros lugares, e não porque exista uma ‘‘conspiração’’ contra os estudantes de Londrina.
Sou parte dessa avalanche a que o leitor Joel Garcia se refere. Semelhante à avalanche dos milhares de brasileiros e estrangeiros de todas as partes que um dia aqui chegaram e formaram o povo londrinense. E semelhante, também, à avalanche os muitos londrinenses afetados pela crise derivada da geada negra, que migraram para outras partes do País, em busca de melhores perspectivas.
Grandes universidades do Brasil e do mundo, como USP, Unicamp, Harvard e Sorbonne atraem avalanche de estudantes dos mais diferentes lugares. E Londrina, que se orgulha de sediar a quarta melhor universidade do País, tem que começar a se acostumar com uma UEL cosmopolita. O sonho de Joel Garcia, de ver uma expressiva elite intelectual residindo em Londrina, só se concretizará quando os universitários se sentirem valorizados pelo que são, e não pela sua origem. Quando o QI passar a contar mais que o pedigree. Então o estímulo para continuar por aqui será bastante grande.
- FÁBIO DEL PALACIO ALVARENGA, Londrina
Politicagem
É incrível como há políticos que teimam em subestimar a inteligência do povo. O vereador Renato Araújo, de Londrina, disse no fim do ano passado que nos cofres da prefeitura ainda restavam R$ 45 milhões do dinheiro arrecadado com a venda das ações da Sercomtel. É claro que pouquíssima gente acreditou nesta balela. Agora veio a se confirmar que na verdade restavam R$ 5 milhões e há boatos de que no presente momento há menos da metade deste valor.
O que pretendia o ilustríssimo vereador com a informação que deu? Valor contábil? Quem está interessado em valor contábil (dinheiro que não existe)? E a balela continua: prevê que com a arrecadação municipal deste ano, o dinheiro gasto com déficit voltará aos cofres públicos. Na verdade, o que se tentou foi ludibriar a população com jogo de palavras, e dá para perceber muito bem de que lado ele está.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
Música antiga
Agradecemos à Folha pela divulgação, realizada em 1999, dos Concertos do Projeto de Música Antiga da Divisão de Música – Casa de Cultura – UEL. O sucesso de nossas apresentações deveu-se, entre outros fatores, à excelente qualidade das reportagens apresentadas pelos repórteres do Caderno 2. Aproveitamos o ensejo para desejar aos jornalistas e responsáveis pela agenda cultural da Folha um ano cheio de novidades e muita alegria no trabalho/campo da informação. Em especial, agradecemos à repórter Jackeline Seglin, que não mediu esforços para a elaboração de várias reportagens a respeito do trabalho de música antiga em Londrina. Idem às editoras Célia Musilli e Rosane Barros pelo encaminhamento das reportagens. Felicitações pelo Ano Novo e muito sucesso nas comemorações Brasil 500 anos.
- ELIMAR PLÍNIO MACHADO, Diretor Musical do Projeto de Música Antiga, da Universidade Estadual de Londrina
CORREÇÃO A Prefeitura de Umuarama contesta os números da reportagem ‘‘Asfalto quebra nas ruas de Umuarama’’, publicada na edição de terça-feira. Segundo o secretário de Obras do município, Luis Simone, a atual administração fez até agora 415 mil metros quadrados de asfalto e não 200 mil. Simone afirma também que no ano passado foram executados 65 mil metros lineares e não 65 mil metros quadrados de pavimentação, e que apenas 150 metros apresentaram problemas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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