O leitor escreve





Pré-Olímpico pela TV (1)
Algo está errado. Esse Pré-Olímpico foi pago por nós, moradores de Londrina. Ridículo o que a prefeitura está fazendo (obrigando a empresa de TV a cabo a suspender a transmissão dos jogos do Brasil para Londrina). O Estádio do Café tem mais ou menos 40 mil lugares. A população de Londrina chega aos 500 mil. Os assinantes da Net somam um número aproximado de 21 mil. Fico pensando se estes 21 mil farão tanta diferença no número de pessoas que vão ao estádio. O prefeito deveria ter noção das coisas. Quantas mulheres, mães, filhos pequenos, ou pessoas que não podem ou não querem ir ao estádio ficarão a ver navios. Fica aqui minha revolta pré-olímpica de Londrina. Grande vergonha.
- HENRIQUE GAMBARO VIEIRA, Londrina
Pré-Olímpico pela TV (2)
É uma lástima que a Net Londrina tenha concordado com o prefeito Antonio Belinati no caso da suspensão da transmissão dos jogos do Brasil para a cidade. Estão esquecendo daqueles assinantes que obrigatoriamente não podem ir ao estádio, por razões de trabalho, estudo ou outros compromissos, mas que gostam de futebol. A decisão é antipopular, portanto ditatorial. Eu até achava, quando o assunto veio à tona, que o prefeito Belinati não ia ‘‘entrar nessa’’. Mas ele acabou tomando uma atitude contraditória àquela relacionada ao tal do ‘‘Belinaldo’’, boneco que ele impediu – acertadamente – que fosse produzido na cidade. Aplaudi a decisão. Mas lamento profundamente, como assinante da Net, aficionado pelo futebol, mas infelizmente sem poder ir ao estádio, que a operadora, atendendo a um pedido infeliz do prefeito, tenha determinado a suspensão.
- FÁBIO TALHARES MENDONÇA, Londrina
Pré-Olímpico pela TV (3)
A Net está fazendo cortesia com o chapéu dos outros. Suspender a sua programação normal para atender ao desejo do prefeito Belinati é uma politicagem feia. A Net não precisa disso. E também não precisa fazer média com o prefeito. Quer dizer, eles viraram e mexeram e acabaram prejudicando os assinantes, para serem simpáticos ao prefeito. Ora bolas!
- MARÇAL JOSÉ MACIEL, Londrina
Déficit inaceitável
O depoimento prestado nesta segunda-feira pelo ex-secretário da Fazenda do Município de Londrina, Ismael Mologni, à CEI da Câmara nos força a fazer pelo menos dois questionamentos fundamentais: se já não bastassem as denúncias de desvio de dinheiro público, estimadas em mais de R$ 30 milhões pelo ex-diretor da Comurb em depoimento à Promotoria Pública, agora somos obrigados a ‘‘engolir’’ a informação de que a prefeitura trabalha há cerca de 36 meses com um déficit mensal entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões? Usar o dinheiro da venda das ações da Sercomtel para cobrir esse déficit não seria uma forma totalmente indevida de cobrir a má condução administrativa do município?
Para as duas perguntas, na nossa avaliação como cidadãos e representantes dos interesses da comunidade produtiva, a resposta só poder ser uma: não. Isso é inaceitável. A competência política do governo municipal não justifica a incompetência administrativa. Seria absurdo aceitar que um patrimônio construído ao longo dos últimos 30 anos seja utilizado para suprir a incapacidade de administrar corretamente as contas do município.
Será que a sociedade não precisa ser indenizada quando isso ocorre? No caso da iniciativa privada, quando a empresa é mal administrada e passa a ser deficitária, o empresário é levado a abrir mão de seu patrimônio, de sua casa, carro ou outro bem, para cobrir o déficit. No caso do cidadão comum, quando ele e a esposa perdem o controle de suas contas e entram em déficit – e não corrige rapidamente – acaba perdendo o que tiver de patrimônio, seja uma casa popular, um carro usado ou uma televisão. E ainda corre o risco de ter o crédito suspenso no comércio ou mesmo tendo que devolver algum bem material que comprou. Enfim, tem a vida completamente comprometida por não controlar seus gastos.
Por que o poder político, mesmo sendo assumidamente deficitário, como ocorre com a Prefeitura de Londrina, deve ser preservada? O dinheiro da Sercomtel não pode servir para tapar o rombo mensal e calar o senso de cidadania do londrinense. Agora, com o dinheiro da Sercomtel chegando ao fim, o que ocorrerá com Londrina?
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil)
Derramamento de óleo
Na semana passada, os jornais de todo o País veicularam a notícia do derrame de óleo na Baía de Guanabara, no Rio. Incrível. A Petrobras, empresa que há tantos anos atua no mercado petrolífero e trabalha com tecnologia de ponta, aparentava ter uma preocupação com o fator segurança. No dia 24, a Folha publicou notícia em que a empresa se compromete a retirar o óleo em prazo mínimo de um mês.
Que contraste. Num país onde ocorreu um dos eventos ecológicos mais expressivos e abrangentes do mundo – ECO 92, quando mais de 100 países participavam – e até a Constituição concede algumas páginas sobre o assunto, é incrível ocorrer um acidente acarretando grave ameaça ao equilíbrio ambiental numa área tão conhecida e visitada.
A diretoria da Petrobras falhou na condução da empresa no que diz respeito à segurança e preservação do meio ambiente. O compromisso de cuidar deste patrimônio nacional é de todos. A sociedade, fiscalizando as empresas em seu desempenho e preocupação com regiões naturais; as empresas, gerando riquezas e produção com observação e incentivo aos cuidados com rios, florestas, animais silvestres, o oceano em sua amplitude – vida animal e vegetal. A Petrobras tinha condições suficientes para evitar este desastre. A sociedade estará acompanhando os trabalhos de limpeza da área prejudicada. Que isto não se repita mais.
- LUCIANA MARQUES DA SILVA, Londrina
Seleção da Colômbia
Com relação à nota publicada na coluna ‘‘Militão Repórter’’ de ontem, gostaria de esclarecer o seguinte: 1) O trabalho da Seleção da Colômbia é muito sério e merece respeito; 2) A alimentação da equipe colombiana de futebol foi programada desde novembro de 1999; 3) O chef de cozinha do hotel é muito atencioso, ativo e disposto para cumprir o cardápio solicitado; 4) Na Colômbia, como no Brasil (Londrina), respeitamos as atividades dos profissionais e jamais nos precipitamos, sem confirmar, a respeito de qualquer ação incorreta e muito menos desconhecida.
- LUIS J. FERNÁNDES, médico da delegação da Colômbia
Correção Ao contrário do que foi publicado na edição de ontem na Folha Cidades, na notícia ‘‘UEL abre transferência externa’’, no ano passado foram abertas 25 vagas na 3ª série matutina do curso de Administração de Empresas, e não 21 vagas. Na 2ª série matutina foram abertas 19 vagas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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