O leitor escreve





Pedágio (1)
Caro José Eduardo Andrade Vieira (superintendente da Folha de Londrina/Folha do Paraná): apoiamos iniciativa contra absurdos pedágios no Paraná.
- SANCLE DE SOUZA WALDEMAR, Vila São Vicente, Paranaguá
Pedágio (2)
A Constituição Federal vigente, em seu artigo 5º, consagra o princípio da isonomia, segundo o qual todos são iguais perante a lei. Este princípio basilar numa verdade dogmatizada, estabelece a ampla e livre liberdade de locomoção em todo o território nacional, não podendo o cidadão sofrer óbices de qualquer tipo por ilegalidade ou abuso de poder. Isonomia, no sentido estrito, significa Estado dos que são governados pela mesma lei. Deixando de qualquer identidade com o paradigma legal, a concessionária de malsinada cobrança de pedágio instalada no município de Jataizinho, agindo sob o manto do poder, com todos os asseclas, usando a mão de ferro e tirania absoluta, numa ditadura caracterizadora de todos os matizes, fez fechar todas as estradas alternativas que dão acesso à BR-369.
Assim, a população de Assaí por exemplo (que é a mais próxima), sem falar em toda a região, terá compulsoriamente que passar pela praça de pedágio, pagar a tarifa que lhe é imposta e ainda ficar na expectativa da mirabolante alta prevista de 116% sobre o preço atual. Tudo isto ainda sob a discriminação de que quem reside em Jataizinho paga a menor, ou seja, R$ 0,50, os demais arcam com o custo total do valor cobrado. O que é pior, até hoje não fizeram ou realizaram uma obra sequer.
A propósito, quando se necessita de uma duplicação, fazem pintura de faixa na pista e roçagem de mato nas laterais. Quando se faz necessária a construção de um viaduto, fazem quebra-molas, como é o caso recente da Av. Brasília, em Londrina. A população, que já pagou para construir a estrada, agora paga para usá-la, e se vê sem vez e sem voz, órfã de pai e mãe, sem lenço e sem documento. As concessionárias só arrecadam. Assim, numa vigorosa hipérbole de glosador resta dizer: ‘‘Pedágio rende mais para as concessionárias do que várias Serra Pelada no auge do ouro.’’ Pobre da população.
- ANTONIO FRANCISCO DA SILVA, advogado, Assaí
Pré-Olímpico (1)
A empresa Xgraf, de Londrina, tem considerações a fazer sobre a reportagem ‘‘Mascote que une Belinati e Ronaldo acaba esquecido’’ publicada pela Folha no dia 23, na parte que se refere ao ‘‘impostor’’, ‘‘uma figura parecida com o mascote e que acabou adotada na campanha de algumas empresas e veículos de comunicação’’, conforme o texto. A Xgraf é a empresa que criou o mascote oficial do Pré-Olímpico. A empresa é especializada em comunicação visual, atua há cinco anos em Londrina e conta com profissionais com mais de 15 anos de experiência na área. Quando Londrina foi anunciada como uma das sedes do Pré-Olímpico, a empresa criou e desenvolveu um projeto de sinalização para a divulgação do evento. O mascote foi desenvolvido respeitando-se os traços e os elementos gráficos da marca do Pré-Olímpico que já estava pronta – flor com argolas olímpicas. A Xgraf cedeu à organização do Pré-Olímpico os direitos de utilização e reprodução do mascote e também viabilizou o projeto de parceria com várias empresas de Londrina e região.
- JOSÉ CARLOS DE CASTRO, diretor de criação, Londrina
Pré-Olímpico (2)
A reportagem sobre o boneco que associaria a imagem do prefeito Antonio Belinati ao jogador Ronaldinho, e que seria chamado de ‘‘Belinaldo’’, deixou claro que o bonequinho nem chegou a ser finalizado, ficando apenas na idéia de seu criador. Porém, faltou na notícia um detalhe extremamente importante: o boneco não foi confeccionado por ordem expressa do próprio prefeito, para quem o Torneio Pré-Olímpico é uma festa de toda a cidade de Londrina e não um meio de promoção pessoal.
- HIRAM MEDEIROS DE HOLANDA JÚNIOR, assessor de Comunicação do prefeito Antonio Belinati
Maradona
O ex-jogador Diego Maradona voltou a ocupar as principais manchetes dos jornais esportivos, protagonizando o drama das drogas. Na realidade, o drama de Maradona sintetiza uma tragédia cultural do nosso tempo. Vivemos numa época de insatisfações. As chamadas ‘‘falsas necessidades’’, necessárias para fazer funcionar a máquina do consumismo em todo mundo, levam as pessoas a desejar sempre mais daquilo que podem alcançar, em ânsias de superar limites, de serem sempre os melhores, o número um em tudo que fazem. Esse estímulo ao ‘‘ter mais’’, ao ‘‘ostentar cada vez mais’’ força o ser humano a lutar por projetos nem sempre correspondentes com aquilo que realmente o torna verdadeiramente feliz.
Na corrida pelo sucesso, vale tudo. Dada a largada, fica difícil se libertar dessa nova escravização. É preciso se comportar dentro das regras da fúria mercadológica, para não ser vítima da lógica do descartável. Em suma, é preciso estar sempre em evidência. Sejam políticos ou artistas, jogadores de futebol e até líderes religiosos. O mercado exige constância de vitórias, e não aceita fraquezas e fracassos.
O ex-jogador de futebol sofre com a idade que já tem, perto dos 40 anos. Já não possui a mesma força, o mesmo vigor atlético, o mesmo pique dos 20 anos. Mas precisa continuar sendo o número 1 de seu país. Quer estar nos gramados, fazendo delirar a galera com suas jogadas geniais. Então, ele se deprime por não ser mais o que foi. Por não saber o que fazer, o que ser, porque na realidade, não se encontrou interiormente.
A questão não é apenas procurar recuperar-se de sua saúde física, mas, o que é mais importante, de sua saúde mental. Não será preciso reconhecer que não é necessário mais tanto sofrimento por não ser o número 1? Não será a hora de viver sem ansiedade? O importante é Maradona descobrir a luz interior, que vem da pessoa que é, e não do que a mídia quer que ele seja. Despojando-se das vaidades temporais, e sendo simples, humano, e talvez mais solidário com aqueles que sofrem e precisam do seu afeto. Maradona poderá encontrar um sentido de vida, onde somos mais felizes, não quando queremos demais para nós mesmos, mas quando sabemos compartilhar com os demais aquilo que temos de melhor.
- VALMOR BOLAN, São Caetano do Sul (SP)
Acento
Por favor, parem de escrever campus com acento circunflexo! Isso torna o jornal mais confiável de se ler.
- LUCIA KAZUKO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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