O leitor escreve
O leitor escreve
Fórum das Rodovias
Caro José Eduardo Andrade Vieira: li seu artigo na Folha do dia 19, e quero parabenizá-lo por ele. Está mais do que na hora de desmistificar as ações tanto do governo federal, quanto do governo estadual (sobre a questão da privatização das rodovias paranaenses). E artigos como o seu, pelo conhecimento de causa que tem, fazem isto com precisão. Instigante a sugestão para a criação do Fórum dos Usuários da Rodovias. Com efeito, quanto mais a sociedade civil organizada participar, menos o Estado poderá fazer o que quer com os bens da Nação. Espero vê-lo mais vezes presente nestas e em outras causas que enobrecem a imprensa e seus formadores de opinião.
- DEPUTADO PADRE ROQUE, Brasília
Brasil x Chile (1)
Como milhares de outros torcedores brasileiros, não posso me calar a respeito da situação encontrada no Estádio do Café, no jogo de quarta-feira em Londrina, pelo Pré-Olímpico: o número de ingressos vendidos foi maior do que a capacidade do estádio. Torcedores que, como eu, chegaram ao estádio por volta das 20 horas, não tiveram mais como se acomodar, restando apenas os degraus da arquibancada ou assistir ao jogo em pé na parte superior do estádio.
Outra situação que me estarreceu foi a venda de cerveja em lata, oferecendo risco à nossa integridade física, perante o grande número de crianças. Com relação à comercialização de bebidas e outros, irei apenas citar como exemplo a cerveja vendida em copo (quente) pelo módico preço de R$ 2. Está claro que mais uma vez se visou o lado financeiro, deixando de lado nós torcedores e consumidores brasileiros.
Resta citar como lado positivo o policiamento, o comportamento da torcida e toda a estrutura para o bom andamento do fluxo de entrada e saída do estádio. Peço aos organizadores um pouco mais de respeito a nós torcedores, quanto ao número de ingressos, para que ele não seja maior do que a capacidade física do estádio.
- MARCELO JOSÉ GRANDI MARTINS, Londrina
Brasil x Chile (2)
Existe o ditado: Em time que está ganhando não se mexe! E quando é o contrário? Acho que Luxemburgo deveria mexer nos jogadores que não renderam o suficiente em campo.
- MARCOS JEAN A. NOGUEIRA, Londrina
Brasil x Chile (3)
Acho que o nosso técnico deve estar arrependido por não ter permitido que Denilson chegasse 5 dias antes do jogo. O time não tem criatividade, garra e como faz falta o grande craque Denilson. Acredito ser muito difícil a classificação, mas como todo brasileiro, estou torcendo muito.
- MARCOS M.P. WASSILEVSKI, Brasília
Brasil x Chile (4)
Aí seu Luxa, Denilson está fazendo falta nesse time. Faltou apoio dos laterais, principal jogada da equipe brasileira. O Brasil entrou em campo para acuar o Chile e saiu acuado. Se não acordarem, o time é um sério candidato ao 3º lugar. Cuidado, a Argentina vem aí...
- RUI CARLOS, Londrina
Funcionários fantasmas (1)
Mais essa agora, não bastasse a apatia que vive o governo estadual. Agora vamos ter PDV para funcionários fantasmas da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná. Muito bonito. Primeiro se emprega um número desnecessário de funcionários à revelia dos donos do poder. Agora vamos ter um Programa de Demissão Voluntária para funcionários caros aos cofres públicos e desnecessários, porque se fossem necessários não seriam fantasmas. O que mais não rola dentro desse Estado? Alguns deputados legislam em causa própria e não para o interesse coletivo do Estado. Até quando?
- LUIZ C. SEGANTINI, Curitiba
Funcionários fantasmas (2)
Se existe dinheiro até para pagar fantasmas, que tal arranjarem dinheiro para pagar 1/3 e as férias dos funcionários do Paraná? Preciso pagar o IPTU, o IPVA, a matrícula da escola dos filhos, o Crea, que são os fantasmas que me atormentam no início do ano. Preciso de dinheiro para exorcizá-los.
- NILSON T. S. CUNHA, Irati
Che e Maradona
A chegada de Maradona a Cuba fez-me analisar vários aspectos sobre esse genial e polêmico personagem e o seu vínculo com a famosa ilha. Ele se declarou um rebelde e concluí que ele é um rebelde sem causa. Rico, famoso, contudo envolvido numa série de confusões, Maradona infelizmente vem prestando um desserviço às pessoas, especialmente aos amantes do futebol. Ele dá péssimo exemplo aos jovens. A droga mata e se podemos tirar disso alguma lição, é a triste trajetória daquele brilhante futebolista, que figura entre os maiores da história do esporte.
Ao aterrissar em Havana, Maradona envergou uma camiseta com a foto do camarada Ernesto Che Guevara, herói da Revolução Cubana. São duas personagens intrigantes, que possuem características no mínimo interessantes. Ambos são argentinos, famosos e inconformados. Che, craque da vida, direcionou sua insatisfação para o combate à injustiça, ao capitalismo que subjuga o ser humano, escraviza e o marginaliza, bebendo a vida das pessoas.
Maradona, craque da bola, que sem exagero podemos supor, tem à sua disposição todos os bens materiais que o capital pode proporcionar, tornou-se escravo do sistema, no seu pior enfoque. Che morreu combatendo em defesa daquilo que acreditava. Maradona está morrendo por ter vivido num mundo de mentira e falsidade. Nascido na maior favela de Buenos Aires, esqueceu das injustiças ao trilhar o caminho da fama e do talento inato. Não interveio em nada na infeliz realidade da América Latina. Apenas se adaptou a ela, ignorando a miséria e a fome de milhões.
Che abdicou do diploma universitário de Medicina e a vida tranquila que isso poderia lhe proporcionar e optou pela luta armada, para transformar a realidade, ao menos para alguns. Um viveu a vida, lutando por uma idéia, que para alguns pode ser poética. Mas a vida é assim, é poesia. O outro viveu a vida que lhe foi determinada pelo sistema, que sucateia e desemprega as pessoas consideradas aposentadas ou mão-de-obra desqualificada para o trabalho. Ambos cumpriram seu papel na história.
- TITO VALLE, professor em Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





