O leitor escreve





Museu
Sempre fico triste quando vejo a imprensa mundial dizer que os irmãos Wright são os pais da aviação, sem nada citar sobre Santos Dumont. Há pouco, a ‘‘Time’’ elegeu as personagens do século, sendo que no capítulo de aviação deu o prêmio para os irmãos Wright. A reportagem sobre o Parque do Iguaçu, publicada no caderno Cidades da Folha, do último sábado, traz uma grande idéia do hoteleiro Jamil Nakad, de criação do Museu Santos Dumont em Foz do Iguaçu. O museu poderia ser a chance de os estrangeiros que visitam as Cataratas do Iguaçu conhecer o que é ocultado do mundo. Poderiam incluir na visita ao parque uma passagem obrigatória pelo Museu Santos Dumont. Sei que a Folha sempre teve iniciativas de brasilidade e aí está uma grande oportunidade para iniciar uma campanha pela criação do Museu no prédio da União no Parque Iguaçu.
- HENRIQUE LIMA, Curitiba
Incidente
É interessante constatar o interesse do PT, manifestado por meio do ilustre deputado José Genoino, não só no incidente político causado pelo almoço de apoio ao brigadeiro Brauer, mas em aspectos ligados à segurança nacional. Na década de 70, segurança e desenvolvimento constituiam o binômio que dava sustentação a toda política e estratégia dos governos militares. A Escola Superior de Guerra era o local onde civis e militares se reuniam para debater suas idéias e propostas para harmonizá-las em ações consentâneas com as doutrinas que davam sustentação ao citado binômio. É surpreendente que seja um líder do PT que manifeste preocupações como a da possível interferência do Ministério da Defesa da Espanha em assuntos militares e estratégicos do Brasil. É óbvio que esses assuntos devem ser ventilados e debatidos. O que causa espécie, no entanto, é que seja um líder do PT que o faça.
A psicologia, porém, tem uma explicação contundente para tudo isso. Basta lembrarmos que no referido almoço oferecido ao brigadeiro Brauer, falou-se em ‘‘fuzilamento de FHC’’. Reina, portanto, na Aeronáutica uma grande insatisfação contra FHC. E isso faz lembrar o diálogo entre uma senhora que listava seus convidados para uma festa e a organizadora do evento.‘‘Não esqueça de colocar fulana na lista’’, dizia ela. Ao que a organizadora respondeu: ‘‘É a décima vez que a senhora me lembra disso. Ela deve ser muito sua amiga, não é? Tendo a ilustre anfitriã respondido: ‘‘Nem a conheço. Mas sei que é inimiga de sicrana, que detesto, e sou obrigada a convidá-la’’.
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo (SP)
1999
Para analisarmos a situação de um país, é necessário verificarmos a situação geral da população, e com uma taxa média de desemprego de 20% (índice do Dieese), falta de atendimento à saúde, falta de investimento em casas populares, aumento da cesta básica e taxas públicas. Não há como dizer que o ano foi bom, a criminalidade nunca esteve em níveis tão altos, ocasionados justamente pelo desemprego e falta de incentivo governamental em colocar as pessoas no mercado de trabalho. Portanto, sem emprego, sem segurança, sem habitação, sem assistência médico-hospitalar, tudo isso significa que tivemos um péssimo ano de 99.
- OSVALDINO FELIX SOARES, Maringá
Sincretismo
Trabalho em pequena empresa juntamente com mais 17 pessoas. Nesses microuniversos encontramos adeptos de diversas religiões. Católicos, carismáticos ou não, evangélicos, espíritas, umbandistas, todos coexistem pacífica e respeitosamente há décadas e jamais presenciei qualquer discussão ou desentendimento de caráter religioso embora todos estejam trabalhando e evoluindo espiritualmente. É possível a convivência fraterna entre irmãos de diferentes correntes religiosas, desde que não exista a nódoa do sectarismo e a imprudência do fanatismo. Com um pouco de boa vontade pode-se encontrar um denominador comum, pois todas as religiões têm códigos de moral muito semelhantes e que uma vez respeitados podem nos conduzir a uma pacífica e muito proveitosa harmonia para a construção do reino de Deus aqui na Terra. Afinal, somos todos irmãos pela filiação divina e já é tempo de se comportar como tal se, em dois mil anos, a gente não conseguir aprender isso vamos aprender quando?
- SILVÉRIO DA SILVA, Londrina
Igreja
A nossa Igreja depende inteiramente da graça de Deus, vive debaixo dessa graça e nela persevera. Sem o Senhor Deus, todo esforço é vão, mas com a atuação d’Ele, tudo é possível! Em segundo lugar, é uma igreja que leva a sério a comunhão com Deus e entre os seus membros; lê a Bíblia, estuda-a diligentemente; ora com eficácia e perseverança. Entoa louvores com cânticos, hinos, salmos – mas, principalmente no dia-a-dia, cada membro testemunha com prazer o nome do Senhor Jesus Cristo e a mensagem do Reino de Deus.
Entre os irmãos e irmãs há camaradagem, carinho, espírito de perdão, um leva a carga do outro e todos são solidários entre si. As reuniões são um bálsamo, não um peso. Também é uma Igreja ‘‘sem donos’’, pois somente Jesus Cristo é o Senhor dela. Nem o pastor, conselho, fundadores, líderes... ninguém, mas ninguém mesmo a manipula, a domina ou cria o seu grupo especial.
Uma Igreja que cresce é aquela em que seus membros ‘‘vestem a camisa’’ na hora dos problemas e das crises, não arredam o pé, mas em oração e amor, unem-se para resolver os problemas e fazê-la mais forte ainda. Uma Igreja que cresce é aquela que aprendeu a repartir, é altruísta e doadora. Não considera nada como seu, mas tudo pertence ao Senhor e ela é uma administradora fiel, generosa, que um dia dará conta de tudo. Uma Igreja que cresce vive a Palavra de Deus, caminha no poder do Espírito Santo, testemunha sobre o Senhor Jesus e atua no mundo, participando da transformação de uma sociedade em crise, como sal da terra e luz do mundo.
- LUCIMAR MANOEL VIEIRA, reverendo em Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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