O leitor escreve
O leitor escreve
Contagem regressiva
Embora muitas pessoas pensem que já estão no terceiro milênio, este só chegará na virada para o próximo ano. É simples entender esta questão, quando se toma como referência o calendário gregoriano que seguimos e que nos remete ao ano 2000. Iniciando-se no ano 1, do ponto zero, que se completou na meia-noite de 31 de dezembro, terminou o primeiro século no último dia do ano 100 e começou o segundo século no primeiro dia do ano 101. Logo, o século XXI começará no primeiro segundo do dia 1º de janeiro de 2001.
Este ano que antecede o início do terceiro milênio será um espaço de comemorações, trabalho e emoções fortes, mesmo para aqueles como eu que vivem a vida nestes limites. Para nós brasileiros, o ponto alto das comemorações se concentra em abril, com os 500 anos da descoberta, que cairá na véspera de Páscoa. É também o ano do Jubileu do Cristianismo, que Roma e o mundo católico comemoram cheios de fé. Há 2 mil anos, a religião pregada pelo Filho de Deus vem sendo propagada e implantada em todo o Planeta. Ainda falta muito para a conclusão desta tarefa.
O terceiro milênio poderá e deverá ao longo de seu transcorrer trazer transformações muito mais profundas que aquelas trazidas pelo milênio que está se concluindo. Se considerarmos os avanços tecnológicos e científicos, certamente a mente humana de hoje não terá condições de projetar, nem em uma refinada ficção o que está por vir. O mundo e especialmente o Brasil estão carentes de pessoas que assumam posições e dão conta da construção de sua parte para uma sociedade mais justa e mais humana.
- WALTER DOMINGOS, Mandaguari
IPVA (1)
Sempre senti orgulho do meu Paraná, pela gente, prosperidade, governantes, belezas naturais, Cataratas do Iguaçu, Guartelá, Vila Velha etc. Pena que este ano o presentão de Natal do nosso governo envergonhou-me. Foram fundo no bolso desta maravilhosa gente, que terá de amargar com a antecipação do IPVA. Isso como se não bastasse o pedágio que arrecadam, embora não façam um palmo de duplicação de estradas, ficando a conservação não tão assim como é propalada. Some tudo isso, a indústria da multa não é educativa e sim punitiva e arrecadadora. Por tudo isto devo admitir que errei ao confiar no homem. Aliás, a Bíblia já diz: Maldito o homem que confia no homem. Tomarei mais cuidado.
- OSÉAS SOARES, Londrina
IPVA (2)
O melhor presente de Natal que recebemos foi proporcionado pelos digníssimos deputados estaduais que, a pedido do nosso governador, aprovaram a antecipação do IPVA. Assim, milhares de contribuintes vão desembolsar tal pagamento este mês. Quero parabenizar todos os nobres deputados que conscientemente votaram a dita antecipação. É assim que se trabalha em favor dos eleitores. Até a próxima eleição teremos tempo suficiente para analisar este belo trabalho feito pelos nossos políticos.
- FRANCISCO DE ASSIS MELO, empresário, Foz do Iguaçu
Fuzilamento (1)
Um deputado federal, militar de origem, propõe que nosso presidente da República, livremente eleito pelo povo, e sobre o qual não pesa nenhuma acusação grave, seja fuzilado, simplesmente porque não está de acordo com o rumo do governo. Centenas de oficiais da reserva, que frequentaram anos a fio as melhores escolas do País, aplaudem-no. Ou seja, parte da elite militar brasileira não apóia a democracia, como não aprovava a monarquia, ou o socialismo, ou qualquer outra forma de organização de governo civil. Seria interessante deixar de lado o discurso infantil e destemperado do deputado federal e realizar uma análise mais profunda de nosso sistema militar.
É bem provável que a maioria dos militares escolheu a profissão errada e, por isso, sente-se frustrada por não participar das atividades políticas, sociais e econômicas do País. Muitos deles são bem mais preparados que os civis para isso. Não está na hora de deixarem a farda e agirem em outras áreas como os demais cidadãos o fazem, respeitando as regras do jogo democrático e da economia de mercado? Imaginem só se o dono de um banco ou supermercado, que fosse à falência, ou mesmo um político que perdesse a eleição ou votação importante, saísse por aí ameaçando fuzilar o presidente?
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo (SP)
Fuzilamento (2)
Assim como o deputado Jair Bolsonaro, muitos outros não sabem tratar as diferenças de opinião ou de prioridades administrativas e políticas, a não ser com a violência da palavra ou com a ameaça da violência física. Bem faz o presidente Fernando Henrique em não responder a essas sandices. Mas o que mais surpreende é o partido ao qual ele pertence ficar sem tugir nem mugir. Nem a direção paranaense do PPB fará qualquer manifestação. Acha que é um problema do diretório do Rio? Quem cala consente? Mas o mais grave disso tudo não é o esquecimento do episódio dentro de mais alguns dias. Trata-se de mais uma prova da fragilidade partidária em termos de coerência doutrinária e de propostas de atuação política.
- NANDO PONTI, Curitiba
Bicicleta
Enquanto nossas autoridades estão decidindo assuntos relacionados à bicicleta, meio de transporte das classes operárias, pergunto quem está opinando para decidir se tem conhecimento da área (Bicicleta entra na mira da fiscalização, caderno cidades do dia 6). E os motoristas que atropelam por negligência, muitas vezes são acobertados e não respondem pelo que causaram. Há assuntos mais importantes no momento para serem decididos, e no mais a bicicleta na Europa, é veículo popularmente difundido e é nobre e bem conduzido pelas autoridades.
Desculpe-me quem está discutindo a bicicleta. Em nosso país, quem faz isso não entende do esporte mais popular do Brasil, futebol. E que o gol de bicicleta foi inventado por um brasileiro, chamado Leônidas... Infeliz é o povo que não sabe votar, ou os governantes que não sabem nem mesmo ir, e jamais voltar de bicicleta.
- ADIR ROMEO, Curitiba
Folha Top Summer
- Excepcionalmente, o suplemento Folha Top Summer circula encartado na edição de hoje. A partir da próxima semana, ele volta à circulação normal, sempre às sextas-feiras
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





