O leitor escreve
O leitor escreve
Praça Nossa Senhora de Salete
As entidades de arquitetos IAB e ASPEA, signatárias deste documento, vêm expressar sua indignação pela absurda intervenção, ora em curso, operada pelo Poder Público Municipal, na Praça Nossa Senhora de Salete em Curitiba. Por razões não expressas, de forma arbitrária e sem consulta à sociedade, a administração municipal está executando o fechamento de parte desta praça e alterando seu uso para esportes e estacionamento, para um local destinado originalmente, como área cívica.
Este espaço de Curitiba foi definido pelo Plano Agache em 1943, como um dos Centros Funcionais da cidade. Posteriormente, em 1951, o governador Bento Munhoz da Rocha Neto contratou a equipe do arquiteto David Azambuja para projetar o atual Centro Cívico, dez anos antes da construção de Brasília, já apresentava o ideário da arquitetura moderna. Este conjunto foi contemplado ainda, pelo projeto do renomado paisagista Roberto Burle Marx, nunca implantado em sua totalidade.
No momento em que o Brasil se preocupa com a preservação da Arquitetura Moderna, a administração municipal parece não ter entendido o significado deste espaço como nosso patrimônio. Acostumados que somos, como profissionais ligados à construção da cidade, a discutir e conceituar o espaço público como um bem inalienável da comunidade, nos é completamente impossível compreender as origens e intenções desta infeliz intervenção.
Centros Cívicos são, acima e antes de tudo, locais de expressão de cidadania, sejam comemorações cívicas, homenagens ou manifestações de qualquer teor. Ao reunirem o conjunto de edifícios que abrigam as várias instâncias da gestão da sociedade, estas áreas concentram valores simbólicos, constituído pela praça central, o coração deste conjunto, como elemento agregador e articulador das diversas leituras e perspectivas que nos educam como cidadãos. Assim são os Centros Cívicos; outros espaços públicos tem outros usos e outras características.
Quais as razões da transformação, então? A Administração Municipal não mais desejaria um Centro Cívico em sua plenitude? Passados cinquenta anos as autoridades parecem ainda não ter compreendido sua importância. A transformação deste espaço público, em praça poliesportiva cercada é motivo de indignação por parte das entidades de classe dos arquitetos, IAB e ASPEA.
Por que fechar um espaço com medo de manifestações públicas, não necessariamente contrárias ao poder estabelecido? Será que cercar um espaço com grades cala a opinião destes manifestantes? Não nos convencem os argumentos usados para que esta intervenção torne-se válida, como o do senhor prefeito, de que o espaço já estava descaracterizado pela construção do anexo do Tribunal de Justiça, ora, um erro não justifica outro.
A sociedade curitibana evoluiu, juntamente com toda a sociedade brasileira, aprendendo a manifestar seus direitos de cidadania e a participar dos destinos de sua cidade, por esta razão reforçamos nossa indignação com a atitude do poder público municipal e nos unimos a todos aqueles que protestam democraticamente contra esta intervenção e acreditamos profundamente que a principal mensagem que um cidadão pode dar à sua coletividade e aos seus governantes é que: a cidade não tem dono.
- INSTITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL - DEPARTAMENTO DO PARANÁ e ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE ESCRITÓRIOS DE ARQUITETURA, Curitiba
Transportes coletivos
Londrina é carente no setor de transportes. O táxi é caro, fruto do alto custo dos insumos não permitindo a prática de uma tarifa menor, porém, é de alta qualidade. Os ônibus urbanos são ótimos e com funcionários de alto gabarito. No entanto, falta organização, as filas não são respeitadas e os coletivos estão sempre superlotados. Surge o mototáxi, uma alternativa para que não usa táxi ou ônibus. Já que se fabricam motos, porque não utilizá-las para o trabalho? Apenas não aprovo uma possível briga dos taxistas contra os mototaxistas. Foi aprovado uma regulamentação e o sr. prefeito certamente sancionará, ou irá arrumar briga com milhares de pessoas favoráveis a este serviço?
Vamos por partes nas irregularidades. A moto oferece riscos? Oferece. Todos os táxis estão padronizados conforme a lei? Não. As empresas de transporte coletivo estão legais? Não, o contrato de permissão já venceu e é preciso licitar e abrir espaço para novas empresas operarem em Londrina. Isto poderia melhorar a qualidade e baratear os serviços. Então, vamos dar as mãos. Existe mercado para todos e ninguém pode manter monopólios. O povo precisa trabalhar, é necessário ter alternativas mais viáveis. Queremos qualidade, quantidade e bom atendimento. Entenderam?
- MOISÉS DOS SANTOS, Londrina
IPTU dos idosos
Em 1999 utilizei este espaço para pedir melhores condições para os nossos idosos aposentados em relação ao pesado fardo do IPTU. Naquele momento clamei ao prefeito, aos vereadores e a todos para que intercedessem pelos nossos sofridos aposentados, que como já é de conhecimento ganham os míseros trocados da Previdência Social. Seria injusto obrigá-los a pagar este pesado imposto.
Felizmente não falei em vão e agora sim, nossos aposentados poderão respirar mais aliviados. Nossos legisladores corrigiram a forma de cobrança do IPTU, incluindo-se aí os aposentados. Espero que no ano que se inicia muitos outros erros cometidos pelos nossos legisladores sejam corrigidos e sancionados.
- LUIZ FURTADO, Londrina
A garota do refrigerante
A respeito da reportagem Tios atacam sukitinhas pela Internet, publicada no último domingo, gostaria de observar: tenho 28 anos e não sou tio ainda e estou na área de marketing há 10 anos. Considero de mau gosto e excessivamente tendenciosa a mencionada propaganda. Basta lembrar-se que quem fornece a grana para o(a)s aborrecentes (feios estes termos, não?) tomarem este refrigerante são os tios e tias. Bater de frente com um público que decide e influencia é no mínimo um fraco desempenho da criação e no máximo desespero para não perder a conta. Elevar o share de um produto à custa do pré-conceito é desespero e apelação. Nem todos podem comprar um carro top de linha ou zero. Só nos falta criar um propaganda, provocando quem só tem condições de comprar o famoso fuca bala e chamá-los de manés. Nota zero para o pré-conceito na propaganda. Sou contra a censura, mas devo perguntar: onde estão os órgãos de ética na propaganda?
- PAULO ROBERTO, São Paulo
Correção
No caderno especial IPVA - PARANÁ - 2000 que circulou com a edição de ontem, o valor da Ufir indicado na página 8 refere-se a 1999 e não a 2000. O valor correto (válido a partir de janeiro) para o cálculo do imposto é R$ 1,0641. Os leitores também podem recorrer à Folhaweb, site da Folha na Internet, para cálculo rápido interativo.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





