O leitor escreve
Educação
Não vemos coerência na condução dos planos deste governo. Fala-se na prioridade à educação para que o País possa crescer. Citou-se a Coréia do Sul, onde 90% da população tem diploma de segundo grau, enquanto que no Brasil os detentores do segundo grau não chegam a 30%. Sabendo-se que a educação de um povo é o principal ingrediente para o desenvolvimento econômico e social, ao mesmo tempo é estudada edição de medida provisória para criação de organização social na área da educação. Leia-se, com isto, privatização do ensino público.
Privatizar o ensino é torná-lo, ainda mais, inacessível à maioria da nossa população. Por esta razão não vejo coerência nos planos do governo para consolidar um crescimento estável e desejável por toda a população. Incoerência, ainda maior, é pensar que uma legião de desempregados e subempregados possam ter recursos para custear o ensino pago pelo seu próprio bolso, quando não se tem, nem mesmo, o suficiente para o pão nosso de cada dia. Nessas condições o trabalhador vai continuar analfabeto. Universidade, então, nem pensar. Organizações sociais, agências executivas, unidades autônomas, são palavreados que se está querendo impingir ao povo, sem que saibamos os efeitos maléficos e trágicos que representam este estado de coisas.
- JOÃO AMBRÓZIO DE OLIVEIRA, Londrina
Perda de talentos
Quando as empresas precisam preencher vagas em seus quadros funcionais, fazem anúncios usando os meios de comunicação mais apropriados, com a intenção de alcançar o maior número de interessados. Quanto maior for esse número, melhor será a escolha do funcionário pretendido. Entretanto, o que se vê são anúncios, editais e convocações com exigências absurdas, que eliminam grande número de possíveis concorrentes, entre os quais, com certeza, perdem-se grandes talentos. Essa prática é usada em todos as empresas brasileiras.
Como exemplo, citamos anúncios afixados nos ônibus da Empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina, oferecendo vagas de Auxiliar Administrativo, com os seguintes requisitos: Segundo Grau completo, do sexo feminino, idade mínima de 25 anos e um ano de experiência. É um anúncio comum, como tantos outros. Mas, analisando os requisitos exigidos, verificamos que o grau de escolaridade é necessário. É a partir do 2º Grau que o indivíduo tem alguns conhecimentos administrativos. A descrição do sexo não tem consistência. Essa função pode ser exercida em toda sua plenitude por elementos de ambos os sexos. Esse requisito elimina sumariamente 50% de possíveis concorrentes do sexo oposto, sem nenhum objetivo para a empresa. É questionada também a exigência da idade mínima de 25 anos, quando a maioridade do cidadão é alcançada aos 21.
Além de inconstitucional, este requisito está também impedindo uma multidão de jovens inteligentes, entre 21 e 25 anos, de um direito sagrado da competição. O pior, com prejuízo da própria empresa, pois entre esses candidatos pré-eliminados podem estar os melhores administradores do Brasil. Ninguém pode afirmar que uma pessoa de 25 anos é mais responsável do que outra de 21 sem antes examiná-la criteriosamente. A inteligência, as aptidões funcionais, as habilidades e outras características que o elemento possa ter, são reveladas através de testes e não de experiências passadas. Aliás, um ano de experiência com péssimo desempenho da função, elimina hábeis e exímios futuros profissionais. É isto justo? Empresas que não fizeram tais exigências descobriram grandes talentos profissionais, que jamais serão demitidos para que possam submeter-se a novas aventuras e caprichos de anúncios e editais como esses.
- NELSON ARAUJO DE OLIVEIRA, Londrina
Que bom seria
Natal, luz, brilho, risos. Clima de festa. Será mesmo de festa? Ou é só o clima? Gostaria que tudo fosse verdade para todos. No entanto, muitos nem se lembram que é Natal. Ou preferem mesmo esquecer! Que bom se todos estivessem com esse espírito de festa. Se todos os corações batessem livres e festivamente. Como seria o Natal se na mesa do favelado houvesse peru? Se os trombadinhas e abandonados se reunissem para a santa ceia. Que bom, se todo sapatinho na janela amanhecesse com um presente. Para dar asas ao sonho e à imaginação, tão distantes hoje. Se os asilos, neste dia, estivessem vazios. Se não existissem tantos lutando contra a morte, no leito dos hospitais. E se os que amam não estivessem separados. Aí sim, seria uma bela festa. Seria o Natal, data magna da união. Da confraternização. Mas, onde? Como?
- CLARICE MACHADO, Londrina.
Nosso Natal
Nosso Natal é cheio de presentes, alegria e mesas fartas e regadas à base de batidas deliciosas. Enquanto na periferia estão casebres sem pintura e com prateleira e armário vazios porque as campanhas políticas terminaram. Agora é a hora de cada leitor dizer a um amigo que é bom procurar, em cada cidade em que residimos, a Sociedade de São Vicente de Paula ou os Vicentinos para colaborar com eles a fim de que venha a acontecer um Natal que alegre o Cristo, que tanto espera pela nossa boa vontade. Façamos isso para que um dia possamos ter aparência do povo de Deus. Se você fizer alguém feliz hoje, provavelmente amanhã também será muito mais feliz. Escutar as palavras de Cristo é muito bom, mas pô-las em prática é muito melhor porque estaremos fazendo a vontade do nosso Pai eterno.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã.
Professor
Foi com indignação que vi na TV propaganda do Sindicato dos Professores, paga por você, professor sindicalizado. Ela conclamava alunos e professores a votar contra o PROEM. A APP usa dinheiro do professor, não em seu benefício, mas contra ele que, preocupado, deseja melhoria para a droga de ensino que está aí. Será que esse trabalho que a APP faz é bom? Segundo ela é, pois na eleição passada não houve oposição. Esse trabalho considerado bom contraria 80% ou mais dos professores que desejam mudanças no ensino, para tentar melhorar o atual. Com esta posição da APP fico duvidando que o trabalho da instituição é bom e questiono: Vale a pena contribuir com ela?
- DOMINGOS MARCONATO, professor em Londrina
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