O leitor escreve





Brasil (1)
Muito se fala sobre as comemorações dos 500 anos do descobrimento, e se tem a nítida idéia que deveria ser uma data a ser comemorada. Deveria sim, ser uma data a ser esquecida, pois em 500 anos, não deixamos de ser escravos, não tivemos nossa independência e não somos um povo evoluído, nem culturalmente ou tecnologicamente.
A história do Brasil é cheia de fatos inusitados, fatos que envergonham o País desde sua tenra idade. Já na carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal com as notícias sobre o descobrimento, o remetente pedia favores para uma pessoa de sua família. Países com a mesma idade que o Brasil avançaram na história, se tornaram potências mundiais, seja pelo seu extremo desenvolvimento, caso dos Estados Unidos, ou pela sua qualidade de vida, como por exemplo o Canadá, pelo quinto ano consecutivo escolhido como o melhor lugar do mundo para se viver.
O Brasil como fonte de recursos naturais é muito mais rico que estes países. Infelizmente também temos o ‘‘jeitinho brasileiro’’. Termo simpático, mas que esconde a face da corrupção que assola o País. A impunidade é a única coisa que nunca teve índices baixos na nossa história. Ela se fez presente no Brasil Colônia, no Império, e continua presente na nossa vida mais recente. Pagamos impostos que não sabemos no que e onde os recursos são usados, caso da CPMF. Pagamos pedágio por estradas que já foram pagas e que tiveram pouco ou nada de melhoria. Nossas escolas públicas continuam formando ignorantes diplomados que são jogados diariamente em um mercado de trabalho mais exigente e afunilado. Em um País de corruptos, pessoas honestas são escravas de seu próprio caráter. A honestidade, a decência, a boa educação não são qualidades em países desenvolvidos. É uma condição de vida. Pequeno, eu escutei do meu avô, que seríamos um País do futuro. Ele já havia escutado isso de seu próprio pai. Hoje, já amadurecido tento dizer aos meus filhos a mesma coisa. Que um dia, o Brasil será o País dos sonhos de qualquer ser humano. Meu filho me fez uma pergunta: papai, nesse dia vai existir Justiça igual para todos? Preferi me calar a ter que mentir para uma criança.
- LUIZ CARLOS PIELAK, Londrina
Brasil (2)
Não obstante ainda que passados 500 anos, meu Brasil brasileiro precisamos redescobri-lo. É necessário, e cabe a todos nós brasileiros deste imenso território, preparar para nossos filhos novos caminhos. É de nossa alçada também não permitirmos que sejamos tragados por outros cidadãos que não tenham dentro do peito, no coração para ser mais claro, a logomarca deste chão chamado Brasil.
Como se não bastasse ainda perdura nos dias atuais um fato notável que se alienou ao longo destes anos: de estarmos literalmente ligados como a um cordão umbilical à ganância de capitais estrangeiros e de sermos sugados desde a época do descobrimento quando daqui se levava o nosso ouro e pau-brasil assediados que fomos sempre pela corte portuguesa e nos dias atuais pelo então vilão da história – o Fundo Monetário Internacional (FMI), enclausurando-nos num labirinto onde permanecemos de pés e mãos atados.
Mas, o Brasil tem jeito? Sim, é claro. Porém é necessário homens de verdade para virar o jogo e dar a volta por cima. Vestir esta camisa verde-amarela é uma responsabilidade nossa. É preciso implantar no coração de nossas crianças uma nova mentalidade de ver este chão com outros olhos e assumir uma nova postura de amor por este País. Chamar para si a responsabilidade de transformar este imenso território e tirá-lo do julgo desses poderosos e desavergonhados políticos que aí estão. Acorda Brasil!
- ABRAÃO FREIRE DA COSTA, Londrina
Ano 2000 (1)
Até o século passado, ninguém tinha dúvida. Mudança de século somente na passagem do 00 para o 01. Século XX começou em 1901, o XIX em 1801, o XVIII em 1701 e assim consecutivamente. Acontece que nesses anos todos, a área de marketing praticamente inexistia ao contrário desse final de século que até a religião apela para ele. Muito bem, o marketing detectou que as pessoas estão mais ansiosas para a chegada do ano 2000 do que para o terceiro milênio ou século XXI. Muitas pessoas que nunca passaram réveillon na praia estão, agora, querendo passar, os estoques de champanhe se esgotando, etc, etc.
Sinto informar que faltam ainda 365 dias para isso acontecer e o faço comparando, até pela intimidade que o nobre leitor tem, com o bom e velho jornal. Um jornal como este que o senhor está lendo, começa com a tiragem de número 1 e segue para o infinito. Imaginemos que V.Sa. seja um colecionador e deseje guardar cada exemplar, e para melhor distribuição encaderná-los de 100 em 100. Desta forma, a encadernação I saberemos que contará com os exemplares de números 1 a 100; a encadernação II exemplares 101 à 200, e assim por diante até a encadernação XX, contendo os exemplares de números 1901 à 2000. Somente começaremos a encadernação XXI com o exemplar número 2001. A mesma regra vale para a década (10 em 10) ou milênio (1000 em 1000).
Do contrário, teríamos um erro gramatical grave onde o termo década que deriva de dez, contaria com 9 anos assim como século que deriva de 100 com 99 anos e milênio que deriva de mil com 999 anos. Tal confusão teria procedência se tivéssemos começado com o ano zero, mas para começar do ano zero teríamos que ter o dia zero e o mês zero. Feliz ano 2000.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Ano 2000 (2)
Neste final de século precisamos construir uma sociedade mais solidária, mais harmônica, mais rica em valores e respeitadora dos cidadãos e das futuras gerações. O momento é de união para que todos ajudem na criação de uma nova consciência cobrando práticas ambientalmente corretas, rompendo ciclos, conceitos, valores a atitudes erroneamente consolidadas elevando, desta forma, o conhecimento e o respeito pelo nosso meio ambiente, que é o nosso meio de vida.
- LIDIA MARIA DA FONSECA MAROSTICA, bióloga, Maringá
Boas-festas
A Folha de Londrina/Folha do Paraná agradece e retribui os votos de Boas-festas: professor Paulo Cezar Basilio, Magia Filmes Produções Ltda., Companhia Siderúrgica Nacional, Therezinha da Silva, Caapsml, Jornal Gazeta do Povo, Iate Clube de Londrina, TFC Jr.- Set Engenharia, Canadá Pesquisas, Global Telecom, Banco do Brasil, Nélio Henrique Lima, Carlos Antonio Tortato e família, Celestino Segantini, Jornal Zero Hora, Penitenciária Estadual de Londrina, Agência Alemã de Imprensa, Fang Ming Di, TIM, deputado federal José Borba, Luciane Tonon, Ninger Marena.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]