O leitor escreve
O leitor escreve
Pré-Olímpico (1)
Sou torcedor, vou ao estádio e torço pela Seleção Brasileira, mas o futebol que tenho visto é um futebol lento, com muitos erros nos passes e nas finalizações. Gosto muito do trabalho do técnico Luxemburgo, porém creio que ele escolheu mal os jogadores ou escolheu visando o chamado futebol de resultado onde se joga pouco futebol e conquista-se os pontos e o campeonato, como nas copas de 94 e 98.
Gostaria de dizer ao Luxemburgo que o seu trabalho fora do campo está muito bom, mas quando eu vou a um estádio ou assisto a um jogo de futebol pela televisão ou quero ver jogo, quero ver futebol bem jogado, um espetáculo. Se quisesse ver resultado assistiria os gols da semana aos domingos, leria a classificação e as estatísticas do time no jornal e escutaria a coletiva dos jogadores pelo rádio, porque não há razão de perder o meu tempo indo ao estádio ou assistir pela televisão a um futebol de resultado.
Outra coisa que não entendo e que gostaria que Luxemburgo me respondesse é como uma mesma equipe num período de tempo muito próximo pode jogar bem em Santa Catarina e mal em Londrina?
- DANILO SANTOS, Londrina
Pré-Olímpico (2)
Agora sei por que em Londrina o esporte não vai pra frente. Os organizadores do Pré-Olímpico não entenderam que os salários da maioria que vai ao estádio não aumentou. Assim como tudo na nossa economia, os preços aumentam, mas nosso salário não. Para eu ir a um jogo na segunda, ao invés de desembolsar R$ 30,00 terei que desembolsar R$ 42,00. Para os organizadores e para o prefeito, que entram de graça, esse preço pode ser bem baixo pelo salário que recebem. Mas eu não sou político e nem marajá. Por isso, se realmente houver esse aumento de preço, com certeza não irei aos jogos.
E podem ter certeza que muita gente não vai. Portanto, o que sempre acontece aqui em Londrina, é que em qualquer competição, o interesse de quem organiza não é para que lotem os estádios para a participação dos londrinenses.
Organizadores: tomem cuidado pra essa final não ser um fiasco. O público já está sendo pouco pelo baixo rendimento da Seleção. Imaginem se na final o Brasil perder o primeiro jogo. Talvez umas 1.000 pessoas vão ao estádio, que são os torcedores de costume, que vão ver o Londrina. É revoltante, pois estão estragando o Pré-Olímpico e dificilmente a Seleção vai voltar aqui em Londrina.
- STANGER PEREIRA DA SILVA, Londrina
Luxemburgo (1)
Quanto às declarações do técnico da seleção brasileira Wanderley Luxemburgo no jornal Folha de S.Paulo, de ontem, classificando o paranaense de bairrista, fica claro que este senhor tenta desviar a atenção das medíocres partidas realizadas pelo seu time nesse Pré-Olímpico. Ele deveria se preocupar em arrumar o seu esquema tático que é sofrível. Jogar com três volantes (limitados) contra a Venezuela é dose excessiva para um torcedor. O paranaense não aceita gato por lebre. Londrina investiu muito para ter um bom espetáculo. O torcedor paga por ele: se for ruim, tem que vaiar mesmo. Desça do pedestal, Luxemburgo. Quem faz o show são os jogadores e não o técnico. Saia do centro do palco. Seja mais humilde.
- THADEU CASTELLO BRANCO E SILVA, engenheiro civil, Curitiba
Luxemburgo (2)
Pobres as declarações de Luxemburgo, estampadas ontem na Folha de S.Paulo contra os paranaenses. O que este senhor não sabe é que este Estado é construído por uma gente que trabalha e muito. Trabalha tanto que está oferecendo a ele, e a todos os seus artistas, uma acolhida digna de nota. Muito disto pago com dinheiro público. Não somos, senhor Luxemburgo, pessoas que contam com uma estrutura nababesca para, quando muito, apresentar um futebol mediano. Não vivemos de prêmios ou tampouco de patrocínios estrangeiros. Tudo que temos é fruto do nosso trabalho árduo e diário. E assim deveria ser toda comitiva da seleção: trabalhar mais e falar menos. Esquecer prêmios e também os altos salários. Só querer receber alguma coisa se porventura conseguirem uma medalha. Mas será pedir muito... jogador pode ficar sem prêmio. E o técnico? Será que nosso grande técnico fica sem o seu grande salário mesmo a Seleção jogando mal?
- SERGIO ROBERTO MALUF, analista de sistemas, Curitiba
Esclarecimento
Tendo em vista matéria veiculada no prestigiado jornal Folha de Londrina/Folha do Paraná Mercado vende carne com peso adulterado no dia 28 (ontem), a Sonae Distribuição Brasil vem prestar os seguintes esclarecimentos:
Um dos procedimentos operacionais da Sonae Distribuição prevê o aferimento semanal do setor de informática, junto com um técnico autorizado pelo Immetro, das balanças para pesagem de carne homogeneizada. Esse procedimento ocorreu no último dia 26 de janeiro de 2000, sendo aprovada (a balança) pelo técnico do Inmetro e colocada posteriormente em funcionamento normal. Somente após isso é que as bandejas de carne moída foram pesadas e colocadas à disposição do público, quando o cliente citado na referida matéria percebeu a diferença de peso. Diante disso, a Sonae esclarece que a empresa trabalha sob rígidos controles de qualidade e serviços, o que torna infundada a hipótese de haver adulteração em relação a pesagem do produto supracitado por descuido humano ou má-fé.
Após receber essa informação, o equipamento foi imediatamente retirado do sistema operacional e está sendo averiguado e substituído, se for constatado falha técnica, já que desde o início foi aprovado pelos órgãos competentes.
A Sonae destaca que não houve, em momento algum, descumprimento ao Código de Defesa do Consumidor, uma vez que o cliente Robson de Oliveira Coelho recebeu do assistente da gerência da loja todos os esclarecimentos sobre os fatos e pagou pela mercadoria o preço correto, como prevê o código. A empresa se coloca à disposição do público para o ressarcimento de valores que por ventura tenham sido pagos incontentamente neste produto, nesse dia.
- CESAR BOULOS, diretor de marketing da Sonae Distribuição Brasil, Porto Alegre
Correção
- Por falha técnica, o roteiro gastronômico de Curitiba foi publicado ontem na Folha 2 sem a devida atualização de dados.
- A notícia sobre falsificações de moedas publicada ontem na página 3 do Caderno Cidades continha um erro. Onde se lê o BC reteve R$ 197.622,00 delas (cédulas falsas de R$ 10,00)..., o correto é 197.622 unidades delas.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





