O leitor escreve





Pré-olímpico (1)
Sou de Umuarama e estive quarta-feira em Londrina. Percorri 250 Km para assistir ao jogo de estréia da nossa Seleção no Pré-Olímpico. Adquiri um ingresso para a arquibancada especial. Foi um engodo. Paguei mais caro para assistir ao jogo, mal acomodado e ainda por cima sem acesso ao banheiro. Transmito aos organizadores minha insatisfação. Será que conseguiremos sediar a Copa do Mundo enquanto tratamos assim os que pagam para entrar em nossos estádios? Podem ter certeza: os cidadãos dos países do primeiro mundo não se sujeitam a isso.
- EGON EUCLIDES HORST, Umuarama
Pré-olímpico (2)
Eu só queria saber quem foi o ‘‘esperto’’ que achou que deveria privar todos os torcedores, não só do Brasil, de sentir a coisa mais importante de um evento esportivo internacional, o Hino Nacional. Já escutei muitas vezes o Hino Nacional Brasileiro sob vaias, mas nem por isso perdi minha nacionalidade e paixão pelo meu País. Fora que essa pessoa que não sei quem é, ofendeu a todos nós londrinenses, pois foi a mesma coisa de dizer que somos todos primatas e sem-educação.
E o pior é que ele fez esse pré-julgamento. Pois se fosse o segundo jogo e no primeiro a torcida tivesse vaiado, ele teria um argumento. Mas qual é o argumento sobre nosso povo? Será que ele esteve aqui no Estádio do Café quando o Brasil jogou amistosamente contra a Romênia? Pois se ele estivesse veria que foi tocado o hino do País dele e ninguém vaiou. Agora, com certeza se não tivessem tocado o Hino NAcional, aí sim esse cidadão, que mais uma vez digo não saber quem é, iria escutar uma calorosa vaia. Não para o Hino Nacional, mas sim pra ele.
- STANGER PEREIRA DA SILVA, Londrina
Basquete
Gostaria que neste ano a divulgação do campeonato brasileiro, principalmente do nosso time de basquete, seja melhor do que os anteriores. Faltam apenas onze dias e ninguém sabe do início do campeonato, que será no dia 30 e contra o Vasco. Fico chateada, pois até o Tubarão tem mais divulgação do que o basquete, que só nos trouxe alegria. Este jornal é bem conceituado e contamos com o apoio de vocês.
- VILDINEY DE ALMEIDA, Londrina
Matadouro
Pelo amor de Deus, coloquem alguns sinaleiros ou mesmo quebra-molas na Rua Bahia. Essa ‘‘pista de corrida’’, em pleno centro de Londrina, acaba de fazer outra vítima. Semana passada uma velha senhora foi atropelada naquela maldita rua. Essa senhora não é foi primeira a ser ferida. Quantas pessoas mais terão se ser sacrificadas antes que alguém faça alguma coisa? 50? 100? Se é que o total já não passou disso. Quem sabe neste ano de eleições nós, moradores das redondezas desse matadouro, tenhamos alguma sorte.
- CÉLIA MOURA DA SILVA, Londrina
Ecologia
Na sexta-feira, dia 14, participei em Rolândia da passeata ecológica ‘‘Acorda sociedade, ano 2000’’. A mídia acompanhou e noticiou. Grande foi minha surpresa e decepção com a maneira como a notícia foi colocada neste conceituado periódico. Como participante de acontecimento, verifiquei que as idéias defendidas pelos manifestantes foram ignoradas na reportagem publicada no dia 15.
Estas são as idéias essas: alertar a sociedade para a participação responsável de todos (cidade e campo); alertar para a função social e econômica do lixo; alertar para a ameaça ao meio ambiente que um aterro sanitário pode significar se não for feito um estudo de impacto ambiental; mostar a importância de alimento saudável e preservação da água. A informação colocada como título (‘‘Agricultores pedem apoio à população contra aterro’’) é incorreta. Como leitora deste jornal, fiquei bastante preocupada com essa maneira de divulgação. Como podemos ter esperança que uma sociedade acorde para assumir suas responsabilidades, se a sociedade é mal informada?
- MARIA DE LOURDES CORRÊA BASTOS, Rolândia
NR. A reportagem do evento foi registrada pelo jornal na medida de sua importância; a informação constante do título foi produto de verificação; as idéias sobre ecologia, genéricas, frequentemente são abordadas pela Folha e não foram ignoradas.
Pena de morte
Quando Moisés subiu ao Monte Sinai, uma das dez tábuas sagradas que tomou em suas mãos dizia: ‘‘Não matarás.’’ De lá para cá, muito se matou e a pena de morte não foge a esse desacato. Uma punição dessa natureza é um homicídio, um pecado, sobretudo um erro. Acatar a essa discrepância é dar ao Estado o aval de um crime. Se inserida num contexto de Brasil, onde a miséria e a marginalidade impera, a pena de morte é uma insanidade.
Os argumentos dos defensores da pena de morte são nossos conhecidos. Uns afirmam que a aprovação da lei diminuiria a criminalidade; uma espécie de guerra fria entre Estado e bandidos. Outros julgam que a pena de morte seria a única medida de esvaziar os presídios superlotados. No paredão de fuzilamento, o tiro e pronto: um a menos para dividir a cela. Há ainda os que recobram meio embaçada pela bruma do tempo a Lei do Talião: olho por olho, dente por dente. Matou? Morreu!
O problema é que essa argumentação não apresenta bases consistentes. Nos EUA, por exemplo, a pena de morte não coíbe o ato criminoso. Pelo contrário. Pesquisas indicam que após a instauração da lei no EUA aumentou a criminalidade. Quanto ao esvaziamento das penitenciárias, falar em pena de morte como solução, é ridículo. Na atual situação, aceitar a pena de morte é aplaudir o Estado, que ri da nossa cara quando vem extorquir o tributo e põe a culpa no preso pelo simples fato de viver; pelotões de fuzilamento tratando de vidas, como rascunhos inacabados, comida vencida, que vão parar o lixo sem a sensibilidade de uma análise justa. Por fim, nada mais incoerente que a Lei do Talião, de caráter vingativo e irracional. A própria história já se encarregou de sepultar tal lei que agora tentam restaurar, com o disfarce de justiça.
Além disso, em matéria de Brasil, devemos ter um pé atrás. Ou melhor, os dois. A ineficiência administrativa e ética, fruto da corrupção, aliada à pena de morte, poderia ser um convite para assassinar inocentes e absolver culpados. Por tudo isso, a reclusão por trabalho e a recuperação do preso são as melhores alternativas. Qualquer método que priorize o extermínio em massa de uma população é injusto. Nada é absoluto. Lugar de preso é na cadeia e não no caixão!
- ADRIANO SÉRGIO NUNES BRETAS, estudante, Assis Chateaubriand
Correção A respeito da notícia ‘‘Paraná vende títulos para a União’’, publicada ontem pela Folha, o secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, esclarece: foi a Banestado Corretora e não a Banestado Leasing, comandada em 1996 por Osvaldo Magalhães dos Santos, que comprou títulos podres emitidos por Pernambuco.
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