O leitor escreve





Fórum das rodovias (1)
Excelente e extremamente oportuno o posicionamento do ex-ministro da Agricultura e ex-senador José Eduardo Andrade Vieira, superintendente da Folha de Londrina/Folha do Paraná a respeito da privatização das estradas do Paraná. Mais uma vez, como é de seu feitio, José Eduardo se manifesta sobre uma causa paranaense que todos os cidadãos, como ele propõe no seu artigo (‘‘Fórum das rodovias’’, página 3 de ontem da Folha) devem defender.
É verdade que vivemos um pesadelo nas estradas, pelo equívoco lamentável que o governo cometeu em optar pela alternativa, com o único objetivo de arrecadar dinheiro – ‘‘com volúpia’’, conforme observa José Eduardo – através do pedágio. O governo pouco ou nada se importa com as nefastas consequências de um projeto feito às pressas, de cima para baixo.
O pedágio existe desde os primórdios da civilização, quer seja nas passagens de barco pelos rios, no tempo do Império Romano ou nas primeiras vias de deslocamento das populações. Não é uma coisa inventada pelo governo paranaense ou pelo Brasil. O sistema, no entanto, deve ser, hoje, moderno, estabelecido com o necessário retorno em benefícios aos que fazem uso das estradas – quais sejam estradas bem cuidadas, pistas duplas, pavimento esmerado.
O nosso governo não poderia ‘‘vender’’ as nossas estradas, como bem diz José Eduardo, e agora, para consertar, deveria rever imediatamente os conceitos. É nisso que os cidadãos podem participar, no proposto Fórum das Rodovias feito pelo ex-ministro da Agricultura. Concordamos plenamente com isso. Chega de apenas pagar, pagar, pagar. E não ter benefícios.
De nossa parte, podemos contribuir de forma decisiva: na atividade da avicultura, temos milhares de caminhões transitando diariamente nas rodovias paranaenses, levando e trazendo progresso, enquanto os postos de pedágios, parados no tempo e no espaço, apenas fazem recolher o nosso sofrido ganho. Na avicultura paranaense, são 30 mil pessoas trabalhando diariamente. Apenas isso – não nos referindo aos caminhões de impostos que já recolhemos – confere-nos peso, expressão e representatividade para discutirmos o assunto.
- PAULO FERREIRA MUNIZ, empresário, Londrina,
Fórum das rodovias (2)
Em boa hora José Eduardo Andrade Vieira analisou, comentou, sugeriu e criticou com propriedade o que está acontecendo com as rodovias paranaenses. É uma lástima! Se a sociedade organizada e o povo em geral não se movimentarem, o transporte rodoviário em nosso Estado tornar-se-á inviável ou então arcaremos com todos os financiamentos e despesas das concessionárias sem retorno de benefício algum; pagaremos um alto pedágio e as rodovias continuarão na mesma. Se já pagamos pedágio, que tem um fim específico, a manutenção e construção de rodovias, por que devemos pagar o IPVA e outros impostos que geram renda para esse mesmo fim? Não estamos sofrendo uma bitributação? Que dizem a respeito disso nossos advogados tributaristas?
O alto pedágio que pagamos ou vamos pagar não está sendo suficiente para os fins previstos e ainda deixando um gordo lucro para as concessionárias? Devemos nos unir e movimentar a sociedade civil organizada: sindicatos, defensorias públicas, empresários do setor de transporte ou não, agricultores, estudantes, profissionais liberais, enfim todas as categorias que visam o bem comum de nossa gente, já tão sofrida, e o povo em geral, pois hoje todos nós dependemos direta ou indiretamente do uso das rodovias. Especialmente em nosso Estado, em que o transporte rodoviário é deficiente, o aéreo é de custo muito alto e o hidroviário é nulo. Vamos nos movimentar.
- ANTONIO LUQUES ANTUNES, advogado, Londrina
Pedágio
A respeito da notícia ‘‘Lerner e transportadores discutem hoje pedágio’’, publicada ontem: não só os transportadores, mas representantes da população deveriam ser convidados para discutir os preços, pois nós cidadãos paranaenses, usuários, também temos direito de opinar. A democracia paranaense está cada vez mais longe da população, temos que pagar pela decisão do governo, e simplesmente calar a boca! Na próxima eleição para governador, com certeza, seremos lembrados, daí eles lembram que existe ‘‘democracia’’.
- AGNALDO B. NUNES, Cornélio Procópio
Elis
Em 19 de janeiro de 1982, o Brasil perdeu uma das maiores vozes de todos os tempos, a cantora Elis Regina. Apenas uma vez, Elis escrevera qualquer poesia, porém, esta nunca fora cantada, por ela mesma achar desnecessário. Seu principal instrumento, como ela mesma afirmava, era a música aliada à voz. Ela era um músico, que se utilizava da voz para chegar ao público. Portanto, cantora e intérprete, não compositora, como está neste prezado jornal.
- MARCO DIAS, historiador, Curitiba
Descaso
No início de novembro notei que a árvore existente em frente à minha residência, em Londrina, mostrava indícios de estar morrendo. Leigo no assunto, apesar de tentar alguma coisa, nada consegui. Liguei então para a Comurb e expliquei a situação, mas me informaram que eu deveria ir pessoalmente lá, munido de xerox da RG, fazer um requerimento e dar entrada no protocolo. Assim o fiz, em 16 de novembro, conforme o protocolo nº 30.112, pedindo vistoria na árvore, pois ela precisava ser avaliada sob o risco de morrer. Entretanto, até hoje, 18 de janeiro, não apareceu nenhum filho de Deus no local para a vistoria. Apesar de eu ter ligado cinco ou seis vezes para os telefones 379-7900 e 339-6416 reclamando e explicando que se tratava de urgência, pois quem sabe poderíamos salvar aquela árvore. Acredito que a árvore morreu. Se tivesse havido um pouco mais de atenção por parte do órgão municipal responsável nós a teríamos salvo?
- MAURO GRANADO, Londrina
Armas de fogo
Afinal, vota-se ou não se vota aquele ridículo projeto de lei, que tramita no Congresso, que proíbe comércio legal de armas de fogo e estabelece o arbitrário confisco e vai trazer o comércio legal de armas de forma, a tão anunciada paz, com a felicidade de todos e o fim da violência no País?
- FÁBIO BUENO VINHOLO, Londrina
Equívoco
Lendo hoje (ontem) a Folha, vi a chamada da primeira página sobre a notícia do Pré-Olímpico. ‘‘Argentina e Paraguai, em Cascavel: vitória portenha no grupo B’’. Cabe-me informá-los que todo portenho é argentino, mas nem todo argentino é portenho. Por exemplo: ‘‘Brasil e Chile, em Londrina: vitória nordestina no grupo A’’.
- ORLANDO FOGAÇA, Londrina
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