O leitor escreve





O pedreiro de Belém
‘‘Desempregado é morto por ter pedido R$ 1’’. A manchete, publicada em 1º de outubro pelo ‘‘O Estado de São Paulo’’, foi apenas mais uma dentre tantas notícias sobre a violência que marcam o cenário nacional. No caso em questão, ocorrido em Belém (PA), um pedreiro foi assassinado por um criminoso recém-saído da prisão. ‘‘Não tenho um real pra te dar, só tenho 50 centavos, mas vou te matar pra você nunca mais pedir dinheiro a ninguém’’, disse o algoz à vítima, que morreu, aos 23 anos, com três tiros e uma moeda na mão.
Pode-se achar que este é um fato menor diante das atrocidades que rotineiramente invadem o noticiário brasileiro. A violência urbana está tão banalizada que só nos preocupamos com ela quando somos direta e pessoalmente atingidos. Hoje em dia, as pessoas se protegem como podem. Os abastados blindam seus carros importados. Os remediados se trancam em condomínios que mais parecem fortalezas medievais; os mais pobres buscam guarida nos traficantes que ‘‘defendem’’ as favelas. Os miseráveis, porém, não têm alternativa que não corre o risco de mendigar.
Claro que não se deve generalizar. A violência de hoje deixou de ser seletiva. Indiscriminadamente, alcança ricos e pobres, velhos e crianças. Não tem mais critérios ou limites. Todavia, é hora de dar um basta na forma passiva com que a sociedade vem encarando o problema, especialmente nos grandes centros urbanos.
O pedreiro de Belém poderia estar vivo se estivesse trabalhando em algum canteiro de obras. Empregado na construção de empreendimento imobiliário, por exemplo, além de salário teria abrigo e alimentação. Mas eles, assim como tantos pedreiros pelo Brasil afora, era mais um entre os quase 176 mil trabalhadores da construção civil demitidos nos últimos 12 meses. Ele só não era mais um para seus amigos e familiares. De resto, apenas outro número, outro nome nos jornais.
- WALTER F. LAFEMINA, São Paulo
Educação à distância
Os avanços da tecnologia e os recursos da Internet vêm permitindo que os benefícios da educação sejam oferecidos a um número cada vez maior de pessoas. Se em 1980, quando surgiram os primeiros cursos à distância, o Correio era o único meio de interação entre tutores e alunos, atualmente o progresso tecnológico oferece desde a troca de e-mail até vídeo conferências. Segundo os estudiosos no assunto, o avanço dos cursos à distância no mundo é tão surpreendente que não tardará a superar o número da alunos matriculados em cursos presenciais.
Foi-se a época que os únicos cursos à distância eram aqueles oferecidos por escolas tradicionais no ramo como o Instituto Universal Brasileiro, atuando há quase 60 anos na área de cursos profissionalizantes livres. Atualmente, mesmo as melhores universidades estão aderindo ao ensino à distância. A Universidade Estadual de Londrina mantém um programa de pós-graduação à distância em convênio com o Instituto de Tecnologia do Paraná. A Universidade Federal do Paraná já oferece cursos de especialização de professores e capacitação de tutores em educação à distância. Em Brasília, a UnB mantém cursos em vários níveis através do Centro de Educação Aberta, Continuada à Distância. São alguns exemplos de instituições que aderiram a esta nova modalidade de ensino, favorecendo a democratização do conhecimento e as oportunidades de acesso a educação.
- ROBERTO CARLOS SIMÕES GALVÃO, Londrina
Cegueira
Passados 12 anos de promulgação da Constituição de 1988, estamos à mercê de bandidos, prefeitos omissos e desqualificados, vereadores corruptos, deputados de conduta duvidosa, polícia sucateada e uma estrutura paralela de comando sem precedentes. É nítida a percepção de que mudanças drásticas são urgentes e necessárias. Nunca houve tanto desrespeito à Constituição e aos direitos humanos. Embora a pena de morte não exista oficialmente no Brasil, esta se mostra presente de forma oficiosa e perversa. De forma indireta se mata muito mais que em todas as guerras em que estivemos presentes.
Enquanto os poderes seguem as leis e se utilizam delas para justificar as medidas adotadas, os bandidos nem sequer sabem que as leis existem e fazem o que querem. Nossos governantes não se manifestam para criar maneiras da lei ser cumprida. Se, de um lado, o governo segue e lei, ou finge seguir, deveria exigir que ela fosse cumprida por todos, em especial pelos administradores públicos, que parecem ser comandados por um cartel mafioso.
Recente alegação do presidente da República, que disse que ‘‘a sociedade está cansada de máfia’’, indica claramente que os poderes constituídos ainda não percebveram a dimensão do problema, onde está seu foco, e os efeitos devastadores que estes causam em todos o níveis de nossa sociedade ‘‘democrática’’.
- OCIMAR MARTINS, recepcionista, Londrina
Justiça
O acesso do povo à Justiça é mais uma vez tolhido em favor da ânsia governamental de arrecadar dinheiro. E quando a pessoa de baixo nível econômico requer o benefício legal da Justiça gratuita, é tratada como cidadã de segunda classe. E o pior é que esse dinheiro é mal aplicado na maioria das vezes, servindo apenas para financiar grupos estrangeiros que queiram se instalar no Paraná sem gerar qualquer benefício ao Estado. Afinal, sabe-se hoje que os melhores empregos são destinados aos compatriotas dessas empresas estrangeiras, jamais aos paranaenses. Mas as próximas eleições estão chegando para que o povo possa dar uma resposta à altura desses desmandos.
- MÁRCIO AUGUSTO NASCIMENTO, Londrina
Boas Festas
A Folha de Londrina/Folha do Paraná agradece e retribui os votos de Boas Festas de: Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Prefeitura Municipal de Araucária, Adesg Londrina, professor José Medeiros de Souto, Folha de São Paulo, Grupo Promotor do Desenvolvimento Regional (GPDR), Alysson Miranda, Arlinto Fuganti e família, Angela Farah Marçal, Transportadora Valmar Ltda., Estância do Lago - Clínica & Spa, Programa Leilões, Indústria Brasileira de Filmes (IBF), deputado federal José Janene, Master Comunicação, Transportes Coletivos Grande Londrina, OM&S Software, Universidade Norte do Paraná (Unopar), Grupo IOB, Associação Comercial e Indutrial de Londrina, ILES, A. Costa Leilões, Marcondes Advogados Associados, Marechal Empreendimentos Imobiliários Ltda., Natura, Gutenberg Máquinas e Materiais Gráficos, vereador Jairo Marcelino, O Boticário, prefeito Waltzer Donini, vereador Éde Abib, Centro de Integração de Tecnologia do Paraná, Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região/CUT, Ecovia, deputado federal José Maria Ferreira, Associação Comercial do Paraná, Max Rosenmann, Cônsul Geral da República da Alemanha, Página 1 Comunicação, M&C Marketing e Comunicação, Abelardo Lupion, Hotéis Deville, Jayro Coelho, SESC Portão, Bourbon Hotéis, Plaza Hotéis, Volvo do Brasil Veículos Ltda,
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