O leitor escreve
O leitor escreve
Paz no ano 2000
Estamos entrando no último ano do século XX, a despeito das divergências matemáticas preciosistas. Com raras exceções, não o vivemos todo, mas sabemos que foi um centenário vertiginoso, que mudou a humanidade mais do que o havia feito nos anteriores 1900 anos. O planeta Terra botou gente pelo ladrão, aumentando sua população em mais 4 bilhões de seres, entre 1927 e a década de 80, chegando ao limiar do novo milênio com mais de 6 bilhões, intensificando a fome e a miséria no mundo.
O frenético desenvolvimento da ciência, da tecnologia e das comunicações, principalmente na segunda metade desse século, contribuíram para o recrudescimento do individualismo, do egoísmo, a despeito da possibilidade de cada habitante deste Planeta estar mais perto do outro, em virtude do avanço dos vasos comunicantes da aldeia global. A globalização perversa não diminuiu a distância entre os ricos e os menos favorecidos, excluídos do processo de distribuição de renda, e acima de tudo de recursos básicos, entre elas casa, comida, saúde e educação.
No nosso país vivemos o eterno dilema entre crescer e chegar perto dos grandes, permitindo a mais de 160 milhões de almas que vivam dignamente, ou sucumbir à inércia e ao anestesiamento impostos pelas nossas precariedades competitivas, que impedem o desenvolvimento sustentado. O Rio Grande do Sul, em recente pesquisa da Assembléia Legislativa, botou a boca no trombone, estabeleceu como prioridades a saúde, o emprego e a educação, questões fundamentais a serem enfrentadas com seriedade e afinco pela sociedade e governantes no século XXI. Estes também continuam sendo os desejos dos brasileiros em geral.
Num estágio de desenvolvimento em que a um toque do mouse do computador, do controle remoto da televisão ou do telefone celular, que nos disponibiliza em qualquer recanto, podemos acessar Tóquio ou Nova York. Nada justifica que tantos continuem tão desamparados. Resta saber se a nossa esperança, semente dos bons augúrios, será mantida firme em 2000, Ano Internacional da Paz, pomba branca que esperamos se espraie entre os povos, diminuindo a discórdia, as desavenças, as disputas e trazendo ao coração de todos nós a certeza de que também temos que fazer a nossa parte para tornar este País e este mundo melhores. Feliz 2000 para nós todos.
- VILSON ANTONIO ROMERO, jornalista, Porto Alegre
IPVA
Gostaria de parabenizar nosso querido governador Jaime Lerner, que encontrou nos veículos paranaenses uma fonte inesgotável de riqueza para os cofres do Estado: pedágios nas rodovias. Mas não há nenhum sinal de obras de duplicação. Muitos trechos estão piores que os de rodovias não privatizadas. Terceirização de multas nas estradas. A indústria da multa também leva seu quinhão. E agora por último, e como presente de Natal, antecipação de IPVA. Obrigado, senhor governador. Lembraremos disso nas próximas eleições.
- ELCIO ALVES DA LUZ, Curitiba
Dificuldades na música
Sou músico e trabalho com música há mais de dez anos e atualmente sou professor do curso de Música, da UEL, e Educação Artística na Unopar. Tenho atuado como regente frente a corais de Londrina e região há cerca de seis anos. O último em que trabalhei foi o da Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura.
Trabalhei frente a este coral pouco mais de um ano, entrei em julho de 1998. A secretaria estava montando um coral a partir de um projeto aprovado na Lei Municipal de Incentivo à Cultura. O projeto acabou, não houve novo projeto, e o coro passou a funcionar em 1999 sem o dinheiro do projeto. A secretaria queria que o coral continuasse, porém era impossível a contratação de pessoal. O regente (eu) receberia cachê, e os cantores não receberiam nada (eram todos cantores amadores).
Na apresentação de junho eu já estava sem receber, depois entramos em recesso para o FML, e desde então não vi a cor do dinheiro! Houve um acordo verbal, pelo qual eu receberia os cachês atrasados em outubro, porém, já estamos terminando o ano, e toda vez que ligo (aliás, ligo do telefone de minha mãe, pois o meu já foi cortado por falta de pagamento eles não costumam esperar tanto!), o pessoal da Fazenda diz que não há verba.
Talvez seja por isso que tanta gente boa vá embora de Londrina. Quantos músicos já não foram para outros lugares, quantos atores, artistas em geral? Por que precisamos sair daqui para conseguir viver, ou mesmo sobreviver de nossa arte? Será que tomamos o caminho errado? Será que está errado querer viver de arte aqui? Ou teremos que pagar o altíssimo preço de passar o resto de nossos dias mendigando e implorando para que possamos mostrar nosso trabalho?
- ANDRÉ LUIZ GONÇALVES DE OLIVEIRA, Londrina
Futebol paranaense
É incrível como os cartolas do futebol são criativos. Como se não bastasse tudo o que ocorre no tapetão, as viradas de mesa, os gatos. No ano que vem será que teremos que assistir a um campeonato paranaense com uma fórmula de disputa inédita e ridícula? Foi proposto pelo Clube dos Nove (clubes do interior) após uma 1ª fase com turno e returno o cruzamento olímpico do 1º X 2º colocado, 3º X 4º... 7º X 8º, fazendo com que o 1º colocado leve desvantagem em relação ao 5º, por exemplo. Será que os dirigentes não entendem de futebol ou acham que isto é em benefício do futebol paranaense? Tudo para que um time do interior chegue a final. Mas nem mesmo o mais fanático torcedor de um time do interior esperava por esta. Como querem que o torcedor vá ao estádio com coisas absurda como esta? Infelizmente, como o que acontece no futebol é reflexo da situação do nosso País, é difícil acreditar que em um futuro breve teremos um campeonato bem organizado, com credibilidade e clareza.
- RICARDO AUGUSTO GORNE VIANI, Londrina
Boas-festas
A Folha de Londrina/Folha do Paraná agradece e retribui os votos de Boas-festas dos vereadores londrinenses Antenor Ribeiro, Celio Guergoletto, Osvaldo da Infibra, Sidney Soyza, Salvador Francisco, Luiz Carlos Tamarozzi, Alvair de Souza; escritor Luiz Edgard Bueno, Agência Folha, Pado S/A, Walter F. Lafemina (Secovi), Suporte Comunicação, Sesc Londrina, Sindicato Rural do Paraná, Irina Ratcheva, Imobiliária João de Barro, deputado federal Hermes Parcianello e família, Projeto GeNorP, Hotéis Deville, Farage Kouri, Prefeitura de Cambé, Coral Unicanto, Mimgs Distribuidora de Jornais e Revistas Ltda, Ana Paula de Carvalho, Márcia Campos, Ada Gomes, Guido Orgis e Paulo Rogério de Souza (Stampa News Consultoria/Grupo Consult, de Curitiba), Comaves/Grupo Sumatra/Paulo Ferreira Muniz, de Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





