O leitor escreve
O leitor escreve
Nipônicos aos 65 anos
A Sociedade dos Poetas Cantos dos Ventos Celestiais, em atividade desde outubro de 1999, representando os interesses culturais dos poetas nipo-brasileiros, sentindo-se indignada, com relação à publicação do caderno especial dos 65 anos de Londrina, pela não menção aos japoneses que aqui estiveram e enraizaram os pés, dando origem à gloriosa e atual metrópole do povo londrinense de tantas e mil culturas, vem tornar claro um legado histórico que não deve ser desprezado da memória dos pés-vermelhos.
Como não se manifestaram os representantes tradicionais da comunidade japonesa local (a Aliança Cultural Brasil-Japão e a Acel), a Sociedade dos Poetas Canto dos Ventos Celestiais vê-se na obrigação de defender os interesses negados aos descendentes-netos, em especial dos que foram os pioneiros de olhos puxados e do orgulho momentaneamente apagados.
Louve-se a preponderância dos japoneses na criação da cidade, pois foram eles os primeiros compradores dos lotes ofertados pela Cia. de Terras Norte do Paraná (CTNP), a saber: vindos num grupo de oito japoneses, de Cambará, em 16 de março de 1930, Mitsuji Ohara adquiriu o primeiro lote de terras (o de nº 5, na Gleba Ribeirão Cambé, com 15 alqueires, a de 450 mil réis o alqueire), isso em 27 de março de 1930; na mesma época, o segundo comprador foi Toshio Tan (lote nº 3, da mesma gleba, com 10 alqueires); o terceiro, Masahiko Tomita (lote nº 2, mesma gleba, com 15 alqueires).. O corretor das vendas foi Hikoma Udihara, que até 1992 servia a Cia. Agrícola Barbosa Ferraz de Cambará para, a convite de Mr. Arthur Thomas então gerente-geral, em janeiro de 1930, ingressar na CTNP; sua mais árdua tarefa foi, já amigo de Willie Davids, e montado em lombo de burros, o reconhecimento e a demarcação dos 515 mil alqueires, justo no local onde mais tarde formar-se-ia a cidade de Londrina. Hikoma Udihara, contratado como representante-geral da seção japonesa, trabalhou por 25 anos servindo a CTNP, desligando-se dela em 4 de março de 1955 e deixando para a história um legado da fundação de 31 núcleos japoneses, entre outros feitos e títulos governamentais. Somente em 1932 vieram os imigrantes de outras etnias.
E para ser uma grande história, a cidade não deve desmerecer ou discriminar os irmãos de raça e credo amarelos. O fato de ignorá-los do contexto histórico, tais como as matérias das reportagens ali conotadas, demonstra-nos como se torna fácil o expurgo de nomes de quem quer habite ou sobreviva, do mundo real ou virtual, a uma verdade imposta ou supostamente à margem dela. E a forma de assim apresentar-se, tal como foi, em especial aos que desconhecem a saga da colonização da cidade, verão, mesmo que proposital, quão perigosa é a manipulação das razões da história; no caso, dá-se a impressão de que os japoneses nunca estiveram de pisar o torrão vermelho do Norte do Paraná.
- SILVIO T. OAYAMA, advogado, Londrina
NR. A edição da Folha sobre os 65 anos de fundação de Londrina, em 10 de dezembro, não discriminou ou desprezou a comunidade japonesa na história da cidade, como quer Silvio T. Oyama. Apenas não fez referência específica aos japoneses no documento porque a pauta do assunto teve outra direção. A história dos imigrantes japoneses já foi contada inúmeras vezes em outras edições, sempre com o respeito que eles merecem. Todas as referências históricas mencionadas pelo leitor foram objeto de inúmeras reportagens ao longo dos 52 anos de existência da Folha.
IPVA (1)
É lógico que o excelentíssimo governador não está preocupado com o desgaste político e sim em sanar o rombo dos cofres do Estado. Agora eu gostaria que ele me explicasse como ficam os contribuintes que acabaram de pagar o IPVA em dezembro e já terão de pagá-lo novamente em janeiro ou fevereiro. E o governador ainda tem a coragem de dizer que será melhor para o contribuinte paranaense. Das duas uma ou ele acha que os contribuintes/eleitores são burros ou ele acha que os mesmos contribuintes têm uma máquina de dinheiro no quintal de suas residências. Acorda Paraná!
- JOÃO M. MARTIN, Londrina
IPVA (2)
Qual é a finalidade do IPVA? Se hoje as principais rodovias de acesso do Estado estão com pedágios para possibilitar pelas empresas a sua exploração e manutenção. Gostaria de convidar o governador para conhecer alternativas que aqui na Europa, estão funcionando muito bem. E no que diz respeito não temer desgaste político, ele mostra a insensibilidade do mesmo para com o povo que utiliza diariamente as estradas paranaenses.
- RONALDO JOSÉ NASCIMENTO, Lisboa, Portugal
IPVA (3)
Fiquei deverasmente decepcionado e indignado com a lei (já aprovada) da antecipação do IPVA. É lamentavel e irresponsável a atitude da Assembléia Legislativa. Para vestir um santo, deixa o outro nu. Sinto-me lesado (ainda pago o IPVA de 99 parceladamente) e indefeso diante desta lei aviltante.
- WALTER MONTEIRO DE ALMEIDA, Londrina
IPVA (4)
O Detran do Paraná sempre foi exemplo de organização em relação aos Estados mais ricos citados pelo deputado Valdir Rossoni. Entretanto agora, caímos na vala comum, com diferentes datas base para licenciamento, IPVA e seguro obrigatório. É o governo gastando mais com correspondência, com administração dos pagamentos, enfim, reduzindo a eficiência da máquina administrativa e aumentando a burocracia neste País já tão regimentado. Sem contar, é óbvio com a injustiça dos que como eu, já pagaram imposto em dezembro e pagarão novamente em janeiro. Meu Natal e férias ficaram bem magros, meu décimo terceiro foi para o governo. Valeu Rossoni!
- CLÁUDIO PERIN, Arapongas
Boas Festas
A Folha de Londrina/Folha do Paraná agradece e retribui os votos de Boas Festas de: Ywao Miyamoto, Ângela Marçal (secretária de Cultura de Londrina), Mercearia do Gourmet, Cacique, Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais de Londrina, Top Line Seguros, Banco Santos, Fiat do Brasil S/A, Lufthansa, Monte Sinai - Administração Tributária & Advocacia, SCI/Equifax, Lloyds TSB, Accesso, Estacionamento Londrina, Catuaí Shopping Center, Associação Médica de Londrina, Marson Star, deputado estadual Moysés Leônidas, Souza Cruz, Gabriel & Filho Ltda., Unati/UEL (Universidade Aberta a Terceira Idade), deputado federal Hermes Parcianello, Agência France Presse, Deputada Estadual Serafina Carrilho, TIL - Transportes Coletivos Ltda., Serasa, Suzuki Automóveis, Yamaha, Frios Aurora, Câmara Americana de Comércio de São Paulo, Sociedade Rural do Paraná, Sindicato da Construção Civil da Região Noroeste do Paraná, Irmandade da Santa Casa de Londrina, Vero Comunicação, Attachmate,
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-
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