O leitor escreve





Caso Comurb
Sobre matéria publicada na Folha de Londrina, edição do último domingo (‘‘Esquema pode ter beneficiado empresa’’, Política, página 5), esclareço que fui designado, sem vantagens financeiras, para assumir a coordenação dos festejos natalinos da cidade de Londrina no ano de 1998. O ato de minha designação foi assinado no dia 29 de outubro do referido ano. Essa coordenação, entretanto, não me deu nenhum poder ou autorização para abrir licitações para contratação de empresas para realizar obras ou compra de materiais de enfeite, ou de iluminação, ficando a sua competência com as empresas públicas do município.
Segundo registro de minha agenda, a arquiteta Kátia Moura Leite teve audiência comigo em meu gabinete, pela primeira vez, no dia 5 de novembro de 1998, e não em setembro, conforme está no jornal. Na ocasião, essa profissional mostrou-me alguns materiais sobre enfeite de Natal para que eu apontasse qual o mais adequado para a decoração. Frisei a ela que quase não havia recursos financeiro para a realização do projeto e sua execução, bem como não eram de minha alçada as licitações. Dona Kátia revelou, então, que esses procedimentos já haviam sido adotados, que ela já tinha conhecimento da empresa que iria executá-los e que a mim caberia somente opinar sobre o melhor trabalho.
Dei minha opinião sem entrar no mérito quanto à parte administrativa, pois esta, friso novamente, não era de minha atribuição e nem da empresa para a qual trabalho. A minha preocupação era a de oferecer o melhor para os londrinenses na celebração do Natal. É importante deixar claro que – conforme matéria publicada pela Folha de Londrina ontem – foi em 26 de outubro de 1998 que ocorreu a licitação que escolheu a empresa encarregada de executar este projeto; portanto, antes de minha designação para coordenador dos festejos natalinos.
E mais: Dona Kátia esteve comigo quando essa parte burocrática já estava resolvida por empresa pública do município. Os questionamentos sobre a parte contratual não impedem que se registre que esse serviço feito pela arquiteta tenha sido bom e trouxe grande contribuição para as celebrações do Natal de 1998.
- WALDMIR BELINATI, Londrina
Violência no MST
Há exatos seis meses, a agricultora Eroni Ribeiro, num ato de extrema coragem, denunciou publicamente os assassinos de seu marido, em Tamarana (PR). João Cavalheiro Vasselik (Bugrão) teria sido morto por integrantes do MST, em maio deste ano. Tudo porque, relata a viúva, ele se recusara a continuar invadindo uma área após outra, conforme o MST exigia. Vasselik percebeu que não era intenção do MST que ele tivesse seu pedaço de terra para plantar, e sim, que continuasse eternamente tomando parte da massa utilizada para fazer volume a cada invasão. Uma gente deslocada aqui e acolá conforme a estratégia. Basta algum político ou representante de ONG anunciar a visita a um acampamento (o que só acontece mediante holofotes da mídia), imediatamente o movimento providencia dezenas de crianças e idosos para impressionar.
Dona Eroni revelou também que o marido havia presenciado o assassinato do segurança Django, na Fazenda Borborema, em Tamarana, havia dois anos, logo depois de uma invasão. Vasselik decidiu deixar o movimento, depois de uma invasão, queria permanecer no assentamento, plantando. Como testemunha de um crime que era a prova cabal da violência. Os jornais noticiaram que o MST sequestrou e agrediu Celso Antonio Bakes, coordenador de assentamento em Querência do Norte. Tudo porque Bakes se recusara a continuar entregando 3% dos recursos provenientes do Procera. Acabou morto. O dinheiro era destinado a custear despesas de assentados, incentivando o plantio. Inconformado com a dissidência, novamente o MST reagiu com violência.
Isso prova que os líderes do MST agem dessa forma porque estão absolutamente convictos da impunidade, da devoção extrema de partidos de esquerda e da Comissão Pastoral e do apoio quase incondicional da opinião pública. Não respeitam a lei, não respeitam o cidadão. Até quando a sociedade vai continuar fechando os olhos para esta realidade, dando seu aval para que esse movimento invada, promova saques, destruição e morte?
- FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná
IPVA
Quem votar nas eleições futuras nos deputados que agora aprovaram a antecipação da cobrança do IPVA no Paraná, merece continuar sendo massacrado por esses parlamentares. Proponho que a Folha publique com destaque o nome desses deputados para que o eleitor possa recortar e guardar para futura revisão em época eleitoral.
- RENATO FERNANDES SILVA JÚNIOR, advogado, Campo Mourão
NR. A sugestão do leitor foi encaminhada.
Políticos
De acordo com o propalado, os vereadores, os deputados, os senadores, são os representantes do povo, ou seja o povo no poder. Aqui em Londrina, aqui no Estado do Paraná, e no Brasil, estas figurinhas são eleitas para atrapalhar e ferrar a vida do povo. Basta verificar algumas pérolas aprovadas por eles. Deputados federais: aumento do Imposto de Renda, redutor de aposentadoria, aumento de prazo de contribuição para a Previdência, invenção e prorrogação da CPMF, obstáculos para utilização do FGTS, criação do FPM e do Fundef, que tiram recursos dos municípios. Deputados estaduais: aprovação do pedágio em estradas construídas com dinheiro público, aprovação da antecipação do IPVA no Paraná (que deveria ser extinto justamente por causa do pedágio) aprovação de aumento de taxas judiciais. Vereadores de Londrina: aprovação da venda de ações da Sercomtel, patrimônio de todos que compraram linhas telefônicas no início da operadora e que eram proprietários de ações e ficaram sem elas. Pois é. Representaram e aprovaram tudo contra o povo, contra os seus eleitores. Por estas e outras o leitor não acha que estas vaquinhas de presépio são necessárias? Com que cara se apresentarão para pedir os votos nas próximas eleições? Será que vão ter o desplante de se candidatar?
- TARCÍSIO MARTIN, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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