O leitor escreve
O leitor escreve
IPVA
Tenho acompanhado a discussão em torno da antecipação do pagamento do IPVA e notei que a maioria dos descontentes são proprietários de veículos com placas de final zero. Acho que nenhum dos missivistas que se manifestaram é proprietário de veículo com placa de final 1, pois estes sempre pagam o IPVA de forma antecipada.
Sem entrar no mérito da questão da antecipação, a verdade é que o atual sistema de escalonamento dos pagamento por final de placa é um absurdo, pois trata os contribuintes de forma desigual. Enquanto uns são obrigados a pagar logo no início do ano, outros somente o fazem no final. No tempo da inflação não havia problema, já que os valores eram corrigidos mensalmente, de forma que tanto fazia pagar antes como no final. Hoje, porém, os valores são expressos em UFIR, cuja correção é anual, de maneira que os valores do IPVA permanecem inalterados ao longo do ano. Porém, se o dinheiro for aplicado no início do ano em caderneta de poupança, por exemplo, no final terá um acréscimo em torno de 10%. É fácil perceber que leva vantagem quem paga por último.
O pior é que o sistema favoreceu a criação de um abuso que todos conhecem e até hoje não vi nenhum comentário da imprensa a respeito. Trata-se da taxa extra para se conseguir as placas com final zero. Qualquer pessoa que já comprou carro novo sabe que na hora de fazer o licenciamento vem a clássica pergunta por parte do despachante: Quer escolher o número da placa (entenda-se final zero)? Basta pagar uma taxa extra. Muitos pagam, visando a postergação do IPVA.
Absurdo maior é que quem deixa de pagar, inevitavelmente recebe a placa com final 1 ou 2. E será quem alguém acredita que essa taxa vai para os cofres públicos? Penso que o IPVA deveria ser como o IPTU, que todos pagam nos mesmos prazos, sem diferenciação. Vai daí que o vencimento antecipado, recém aprovado, ao menos tem o mérito de estabelecer direitos (e deveres) iguais para todos, além de acabar com a mamata das taxas extras.
- ANTÔNIO FERREIRA DOS SANTOS, advogado, Londrina
Corte de árvores
A respeito de notícia publicada na Folha dia 14, sob o título Físico não aceita corte de árvore na área central, endossamos, irrestritamente, a opinião (revolta) do leitor Jair Scarmínio, por entendermos que a sua insurgência deve encontrar inteira receptividade em todos quantos batalham pela preservação do meio ambiente em Londrina.
Parece-nos existir no fato algo que não se compatibiliza com a lógica da natureza das coisas. De fato, como afirma o diretor de manutenção e serviço da Companhia Municipal de Urbanização, as árvores foram cortadas porque estavam infestadas de cupins. Ora, se a causa para se efetivar o corte havia sido detectada, com base, naturalmente, no laudo respectivo, é de se perguntar porque não matar os cupins antes de se sacrificar as árvores.
Houve, pois, uma inversão de valores. Deu-se mais importância ao valor cupim, do que ao valor árvore. Com fundamento na bipolaridade dos valores, o inseto cupim é o ser que deveria ter sido sacrificado com aplicação de veneno eficaz, e não as árvores que foram deitadas, posto que elas possuiam desdobramento de valores, como o sombreamento, as lindas flores amarelas, a estirpe e sua linhagem. Acrescente-se o entendimento de Scarmínio: as árvores pareciam saudáveis e bonitas. Que pena, mas a sentença já tinha sido lançada e transitada em julgado.
Adeus sibipirunas, espécie que pulula pelas ruas de Londrina e de outras cidades, resistindo ao tempo e às tempestades, sem deixar de expressar seus valores para o bem comum de todos os que amam a natureza.
- JOSÉ ÁLVARES DELFINO, advogado em Londrina
Sérgio Naya
Apesar de demorada, a justiça foi feita neste caso do Naya. O grande problema da Justiça brasileira é dar continuidade ao trabalho, já que esse tipo de elemento pode facilmente pagar por sua liberdade, e como neste País o que manda é a corrupção, não seria de se espantar que a própria Justiça, com seus juízes (que por sinal já ganham muito e aprovam mesmo assim aumento nos seus salários) se deixasse corromper. Tenho fé e torço para que nosso País mude para que pelo menos meus netos consigam viver bem.
- ALESSANDRO LUIS BOSCOLO PACHECO, Cambé
Diretos Humanos
Recentemente, o Fórum Paranaense de Direitos Humanos e Cidadania do Paraná protestou e mostrou números que demonstram a suposta violência contra os invasores de terras no Paraná. Será que não seria útil aos membros deste fórum pelo menos demonstrar alguma imparcialidade, e que realmente se importam com os direitos humanos? Explico: onde estão os números que demonstram quantas pessoas foram ameaçadas pelas foices e armas do MST? Tivemos o caso de um fazendeiro do Norte do Paraná que apareceu em rede nacional de TV, amarrado e espancado pelo MST.
Tivemos o caso Django, assassinado na região de Londrina. Também a situação não muito bem explicada e rapidamente abafada, dos assassinatos cometidos em um assalto no Sul do Estado, que vitimou inclusive uma criança, e cujos autores se abrigavam em assentamento do MST? Sem contar inúmeras fazendas invadidas, o roubo de gado, cercas arrancadas, propriedades e sonhos destruídos, familias ameaçadas. Temos o caso dos funcionários da Fazenda Mitacoré, expulsos de suas casas pelo invasores.
Nesta semana, a Folha noticiou um possível sequestro de um dos líderes de um assentamento pelos próprios membros do MST, por este se recusar a repassar parte do dinheiro recebido pelos assentados para custeio de suas lavouras à diretoria do MST (aliás, esse repasse ao MST é legal? O MST recolhe impostos sobre esses repasses?). E, enquanto tudo isso acontece, onde está o tal fórum? Por que as pessoas agredidas e ameaçadas pelo MST não têm o mesmo direito as graças deste fórum? Ou será que apenas movimentos políticos de extrema esquerda são merecedores do respeito e das garantias dos seus direitos humanos? Será a promoção dos direitos humanos, tão necessária, turvada por uma visão política pessoal dos componentes deste Fórum Paranaense de Direitos Humanos e Cidadania do Paraná? Por isso a pergunta: direitos humanos e cidadania: para quem?
- HWIDGER LOURENÇO FERREIRA, Ibiporã
Balas de borracha
Acredito que a Polícia é bem preparada, e não precisaria usar balas de borracha (para dissolver manifestações, como ocorreu em Londrina). Um soldado tem que ser um guerreiro sem armas. Será que é medo? Bota, capacete, colete, algemas, canivete... será que não basta? As balas de borracha foram desenvolvidas para um distância de tiro de 20 metros e o policial não pode mirar na cabeça (de alguém). Assim é covardia!
- EDUARDO SILVA MENDONÇA, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





