O leitor escreve
O leitor escreve
Folha Rural
A Empresa Paranaense de Assistência Técnica (Emater), em nome de seus diretores e funcionários, tem a satisfação de parabenizá-los pela passagem dos 30 anos do suplemento Folha Rural. Esta é a ocasião para destacarmos a importância desse veículo de comunicação que, ao longo de três décadas, tem sabido mostrar em suas páginas o trabalho e empenho do produtor paranaense. Nesta oportunidade, parabenizamos o editor Jota Oliveira e equipe pela seriedade para que os produtores do Paraná se mantenham informados com os avanços tecnológicos do setor.
Temos certeza de que a Folha Rural contribui, sobremaneira, para que os produtores do Paraná se mantenham informados e atualizados com os avanços tecnológicos do setor agropecuário. Também renovamos nosso compromisso de estar sempre dispostos a colaborar com este trabalho, mantendo a Emater-PR aberta a qualquer consulta que venha a ser necessária no desenvolvimento do trabalho dos repórteres da Folha do Paraná e Folha Rural.
- RUBENS ERNESTO NIEDERHEITMANN, diretor-presidente da Emater-PR
Redes assassinas
Quem não gosta de entrar num hipermercado, numa loja limpa, com visual atraente, com produtos e marcas diversos? Quem não se sente atraído por preços supostamente inferiores aos de pequenas lojas? Entretanto, as aparências às vezes enganam. Como informou esta Folha em reportagem no dia 10, as grandes redes de hipermercados se constituíram em verdadeiras assassinas de pequenas indústrias locais. Os problemas não se restringem às pequenas indústrias. Produtores de hortifrutigranjeiros e pequenos comerciantes também são aterrorizados pelos sonaes da vida.
O poder de compra que a oligopolização no setor de varejo concede às grandes redes é algo que merece a atenção da sociedade, pois os efeitos sociais têm sido extremamente perversos, com efeitos arrasadores sobre os pequenos fornecedores, industriais ou agrícolas, levando ao desespero centenas de empreendedores. Sobre o varejo de pequeno porte os mercadinhos, padarias, açougues e outros os efeitos não são menos negativos: falências, desemprego, desesperança, aprofundamento da crise social.
Não bastasse isso, há ainda a superexploração do trabalho imposta pelos grupos controladores das grandes redes. A prática de longas jornadas de trabalho e baixos salários é a regra. Em suma, as grandes redes pouco contribuem para o desenvolvimento econômico e social, seja local, estadual ou nacional. Em sua maioria controladas por grupos estrangeiros, os investimentos realizados se converterão no curto e médio prazo em ônus para a já debilitada balança de pagamentos brasileira, através do repatriamento de lucros.
Se não aportam tecnologia de ponta (não há grandes inovações na área do varejo), se comprometem a sobrevivência dos pequenos produtores e comerciantes, se provocam desemprego e exploram os trabalhadores, por que essas redes encontram tantas facilidades para se instalarem no País? Por que os governos, em especial os municipais, não exigem relatórios de impactos econômicos e sociais desses grupos, a exemplo do que vem fazendo a Prefeitura de Porto Alegre? Lá, diferentemente daqui, a Rede Carrefour teve que assumir uma série de compromissos junto ao poder público, evitando reflexos negativos na economia local. Também ficaram acordadas cotas de contratação de trabalhadores(as) negros(as) e por faixa de idade. Exemplos como esse precisam ser seguidos. O mercado não pode estar acima dos interesses da sociedade.
- GERALDO APARECIDO DA SILVA, Curitiba
IPVA (1)
Este governo em exercício jamais será eleito novamente. Ele não está exagerando já exagerou. Não bastasse a cobrança do pedágio, agora a do IPVA antecipado. Ele não considera que somos trabalhadores assalariados e que em Londrina nós já temos que pagar em janeiro o IPTU. Isso sem contar que em dezembro se gasta muito com festas de final de ano. Arrependo-me profundamente de ter votado neste governo. Peço a este jornal que publique a lista dos deputados que foram a favor deste ato absurdo.
- JULIANA AVELAR BURANELLO, Londrina
NR. A sugestão da leitora foi encaminhada.
IPVA (2)
Como podemos ficar satisfeitos com a antecipação do IPVA? Isso está caracterizando uma total falta de respeito ao trabalhador, com as pessoas que lutam por ter um veículo para poder ter um pequeno conforto a mais. Vejo que estamos voltando no tempo, pois quando foi lançado o automóvel no Brasil, as pessoas que tinham eram somente as mais privilegiadas.
Só falta agora, além de cobrar o imposto em janeiro, também colocar em pauta um aumento do IPVA. Pois 2000 é ano de eleição... Estou começando a pagar o IPVA, pois o número final da placa do meu carro é zero. Saio de férias no início do ano, e estão querendo me privar disso também. Será que os nossos governantes tiram férias uma vez por ano ou um ano por vez?
- CARLOS ROBERTO CARRARO, Londrina
Transporte coletivo
Aqueles que fazem uso do transporte coletivo em Londrina sabem das dificuldades encontradas para utilizá-lo. Os problemas são vários: existem poucos ônibus (pode ser que eles estão mal distribuídos) e seus horários nem sempre atendem às necessidades dos usuários, deixando assim uma boa parte destes usuários descontentes com o serviço prestado.
Particularmente, um fato que me deixa indignado, é o descaso da empresa Grande Londrina com os usuários da linha 305 Campus Universitário. Esta semana ocorreu um fato que acontece sazonalmente: assim que se inicia o período de férias escolares ocorre um radical corte dos horários dos ônibus que atendem ao câmpus. Aqueles que ainda sobram, acabam saindo do terminal central superlotados.
É evidente que não espero que sejam mantidos todos os horários diários da linha, já que durante o período de férias a demanda de passageiros não é a mesma. Porém, gostaria de lembrar aos responsáveis, que além dos alunos, existem também funcionários da UEL, pessoas que frequentam o Hospital de Clínicas, entre outros, que também se utilizam dessa linha e precisam cumprir seus horários e, além de tudo, são dignos e merecem de respeito.
- ALLAN MISAEL FLAUSINO, funcionário público, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





