O leitor escreve





Gratidão a Londrina
Londrina completa 65 anos de vida e quanta vida durante esse tempo de rica existência. Londrina é a cidade dos perobais de antes, do chão fertilíssimo, de calor ardente que fez nascer, crescer e frutificar o ‘‘ouro verde’’, transformando verdes matas na metrópole de hoje, orgulho do Paraná e do Brasil. Londrina me evoca gratíssimas recordações, emoções e gratidão. Em Londrina busquei a minha companheira de jornada na vida de família, onde também casamos e vimos nascer nossa primeira filha londrinense, que veio a constituir o seu lar com o consorte cujas raízes de família são de Londrina, o mesmo se dando com dois outros filhos.
Em Londrina dei os primeiros passos na magistratura. Fiz amigos e convivi com pessoas muito especiais, colegas diletos e também outros irmãos na fé em Cristo Jesus da querida Igreja Presbiteriana. Londrina é testemunha viva, que fala por si só, do quanto foram capazes de realizar aqueles que, deixando suas terras, rompendo distâncias, enfrentando intempéries e obstáculos de toda ordem, pioneiramente, com espírito de aventura, acreditando na força transformadora do ser dotado de inteligência e possuidor de fé indomável, foram capazes de ‘‘ver o invisível’’ na expressão bíblica.
Londrina agora ao ingressar na maturidade, dotada de experiência em todos os sentidos, muito tem a ensinar sobre: lições de vida, convivência fraterna e de progresso decorrente do trabalho diuturno incansável. Os pés dos pioneiros, coloridos com a tinta roxa da poeira ou da lama dos tempos idos, lançaram os alicerces da cidade que se ergueu e na verticalidade aponta aos céus em gratidão a Deus, acenando para vôos mais altos.
Londrina, o seu sol é forte e brilha intensamente, despontando no horizonte como sendo banhado a ouro, porém mais forte, ainda, é o calor humano da sua gente forjada pelo caldeamento dos povos que constituem o seu povo. Londrina, a você, que adentra ao ano 2000 com toda a sua magia e expectativas, as nossas merecidas homenagens em seu aniversário.
- JOEL PUGSLEY, ex-juiz de Londrina, membro do Centro de Letras do Paraná, Curitiba
Colégio Anjos Custódios
Faço uma reflexão sobre a notícia ‘‘Faltam salas de aula em Marialva’’ publicada dia 1º no caderno Cidades. A jornalista que esteve em nossa escola se contradiz claramente no seguinte: ‘‘A direção da escola não quis falar sobre o assunto’’ e a seguir: ‘‘Elas só disseram que não têm interesse na municipalização e que não podem arcar com o ensino dos alunos que não têm condições de pagar mensalidade’’. Se não quis falar sobre o assunto (como efetivamente não falou), como fizemos a declaração mencionada? Ela não está lembrada de quem deu essa informação?
Verifique outra irracionalidade da publicação se refere ao título da notícia e ao lado uma esplêndida fotografia de nossa escola, na qual, justamente este ano deve sobrar alguma sala de aula, graças à teimosia de nossos poderes por discriminar cada vez mais o cidadão brasileiro (marialvense em nosso caso).
Agora, que interesse pode ter a imprensa e os políticos de publicar uma fotografia do Colégio Anjos Custódios? Saibam todos que esse cartão-postal de Marialva foi construído tijolo a tijolo durante 15 anos pelo povo marialvense, de todas as categorias sociais, com a orientação e ajuda incondicional da Congregação Anjos Custódios.
Ainda mais: quem disse à repórter que a escola não vai mais atender carentes? Tanto assim ela conhece o povo de Marialva, sua solidariedade, sua coragem, e a determinação dos Anjos Custódios de Marialva, que justamente este ano estão completando 35 de serviço à comunidade local, principalmente aos mais carentes?
É necessário ao se aprender uma profissão, não esquecer a ética que lhe é própria. A verdade é uma matéria escassa, ainda mais quando corre dinheiro, pressão política ou interesses particulares.
Finalizando: com a cabeça erguida, junto com os nossos excluídos, enfrentamos as dificuldades de onde queira que venham, só porque o nosso Mestre Soberano nos garantiu: ‘‘A verdade vos fará livres’’, e também: ‘‘O que fizerdes por um destes pequeninos, por mim fizestes’’.
- IRMÃ MARGARITA SASTRE, diretora, Marialva
NR. Quando a reportagem procurou a direção do Colégio Anjos Custódios, em Marialva, no dia 30 de novembro, uma funcionária da instituição nos encaminhou (a repórter Lucinéia Parra e o fotógrafo Marcos Negrini) até a sala da irmã diretora, Margarita Sastre. Lá chegando, a irmã estava em companhia da diretora do colégio. Como está claro na reportagem, as duas se mostraram irredutíveis em não falar com a reportagem sobre o assunto. Por insistência da reportagem, que explicou sobre a importância do depoimento da direção da escola, a irmã acabou declarando que não tinha interesse na municipalização do colégio. A irmã também citou a recente lei que concede às escolas particulares o direito de não efetuarem a matrícula dos estudantes inadimplentes. Ela citou a lei numa tentativa de justificar que o colégio estava no direito de recusar as matrículas de quem não pudessem pagar as mensalidades. A própria irmã disse que a prefeitura tinha cancelado o repasse de verbas para a manutenção dos alunos carentes e que por isso não atenderia mais os alunos. Prova disso é a própria carta enviada pela irmã ao questionar o uso da foto da fachada do colégio e afirmar ‘‘este ano deve sobrar alguma sala de aula...’’ Quando a repórter afirma que o colégio não vai atender alunos carentes, quis dizer, e isso fica claro no texto, que a ‘‘caridade’’ é no sentido de realizar as matrículas daqueles que não têm condições de pagar as mensalidades. Outros tipos de ‘‘caridades’’ podem até ser mantidas pelo colégio, mas o assunto não foi explorado durante a reportagem e nem foi esse o objetivo da matéria.
Agrotóxico
Na edição de 7 de novembro, a Folha publicou reportagem sobre a inauguração de mais uma unidade do ‘‘Terra Limpa’’. Não há o que discutir sobre o inteligente programa de governo, pois, como médico há mais de 35 anos aqui, no município, sou testemunha dos danos causados aos usuários de agrotóxico. Fiz questão de ir a Cascavel conhecer a unidade recém-inaugurada e, para nosso descontentamento, ficamos surpresos com o valor atribuído a cada unidade construída que, segundo a reportagem, é de R$ 300 mil.
Temos grande conhecimento do custo na construção de barracões e prensas, e por maior que fossem os nossos esforços, não conseguimos deduzir onde se aplicou tanto dinheiro. Como paranaense sujeito a uma carga tributária insuportável, achamos ter o direito de saber onde nosso dinheiro é aplicado, embora a causa seja nobre. Portanto, solicito à secretaria os seguintes dados: 1 – Houve licitação para a obra e aquisição de materiais? 2 – Quais as firmas vencedoras? Valores discriminados do galpão; valores discriminados da parte elétrica, prensa e motores; e qual a potência de esmagamento da prensa.
- JOÃO BAPTISTA GUIMARÃES COSTA, Ubiratã
NR. A carta é cópia da encaminhada à Secretaria da Agricultura
Correção - Por falha editorial, a notícia ‘‘Michael Jackson anima a festa em Sydney e no Hava풒, publicada na página 7 da Folha Turismo do dia 13 foi ilustrada com uma foto de Machu Picchu em vez da Opera House de Sydney.
- Foto atribuída ao compositor Ary Barroso na notícia ‘‘Música Brasileira no Ar’’, publicada na página 5 da Folha2 de ontem, é do também compositor Lamartine Babo.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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