O leitor escreve
O leitor escreve
Balas de borracha (1)
Assistindo a um telejornal dia desses, observei numa manifestação popular na China (onde vigora uma ditadura), os policiais utilizando spray de hortelã para afastar os manifestantes. Na Inglaterra, nem revólver os policiais utilizam. No Brasil, ao invés de balas de borracha, os policiais estão usando balas de verdade.
Dizer o que disso? Que é absurdo? Grande parte dos crimes divulgados pela mídia dão conta de que os mandantes são policiais ou ex-policiais. Infelizmente nosso País está apodrecendo, não ligamos mais para as barbaridades que acometem a sociedade. Apenas torcemos para que não aconteça conosco. Já disse aqui neste espaço que nos falta Justiça. Queria ver um policial atirar num cidadão se ele soubesse que seria entregue a uma Justiça isenta, rigorosa, rápida e, julgado e condenado, cumprisse pena numa cadeia comum. Queria ver.
Mas ele conta com a impunidade, com o acobertamento dos colegas, com o esquecimento dos fatos e pior, com o acontecimento de outros piores, que desviem a atenção da mídia. Por falar em mídia, gostaria que fizessem uma enquete para saber da população até onde ela acha que a imprensa e os meios de comunicação têm responsabilidade pelo aumento da criminalidade, devido à farta divulgação de crimes. Que tal?
- HOMERO PAVAN FILHO, Jacarezinho
Balas de borracha (2)
É evidente que sempre que for necessário para a manutenção da ordem pública, a Polícia terá que fazer uso de todo aparato e recursos técnicos que dispõe. Agora, também é evidente que a Polícia terá que ser preparada e muito bem treinada, para fazer uso desses recursos disponíveis e se impor, tendo sua ação balizada entre o minimamente necessário e o máximo aceitável, para alcançar o seu objetivo. O erro não está na bala de borracha, ou no cassetete, ou no revólver ou em qualquer outro meio usado mas sim naquele que o usa. A polícia é uma instituição indispensável e precisa ser repensada, valorizada e profissionalizada. Só assim irá merecer o respeito da sociedade e quem sabe, não tenha necessidade de ser tão violenta.
- JOSÉ LUIZ COELHO GOMES, Astorga
Poluição sonora
Até quando, nós residentes da área central de Jataizinho seremos reféns auditivos dessa gente, que a qualquer pretexto resolve nos premiar com altos decibéis madrugada afora? Até quando? Entra prefeito e sai prefeito e o direito mais natural de nós simples cidadãos, que é o de podermos ter uma noite de tranquilo repouso, mesmo porque, a maioria de nós trabalhamos pela manhã, nos será negado? E as pessoas idosas que residem no centro de Jataizinho cujo repouso noturno é uma forma de terapia? Até quando essas pessoas terão seus direitos e cidadania vilipendiados? Só Deus sabe.
- SERGIO GIAVARINA, Jataizinho
A corda
O real sucedeu a um curto período o da URV de deliberada e gigantesca exacerbação dos preços em geral da nossa economia, vez que o propósito dos geniozinhos era assegurar à moeda nova e um longo período de tranquilidade, a cavaleiro de novas pressões naquela área tão sensível. Tão gigantesca foi a paulada da conversão, de quase novas pressões, com forte tendência, passou a ser cotado a cerca de R$ 0,70, com forte tendência,
A banda foi adotada para evitar que o dólar despencasse ainda mais. E os preços, no Brasil, cotados em dólar, passaram a ser consideravelmente superiores aos de Londres, Paris, Washington. Mas nos sentimos ricos porque, afinal, R$ 0,70 equivaliam a R$ 100 mil.
Após algum tempo de euforia programada, começou, lenta, gradual e segura, a pressão inversa. Certos preços, como os dos serviços e remédios, desembestaram. Após algum tempo foi, em verdade, o endividamento mais brutal, seguido da venda, a preço vil, do patrimônio nacional e do desemprego como forma de manter bem comportados os trabalhadores. Atingimos a desesperadora situação de o que arrecada não basta, sequer, para o pagamento dos juros da dívida, que cresce sem cessar, como uma corda que se aperta no pescoço.
- ALCINDO NOLÊTO RODRIGUES, Brasília
Woody Allen
Onde estão os filmes do Woody Allen? O último filme dele, que passou nos cinemas daqui de Londrina, foi Desconstruindo Harry, o que é um absurdo, pois este filme é de 1997 e pintou por aqui este ano. Sobre o último dele Celebrity (1998), nem se fala por aqui! Como pode acontecer isso hoje, quando os filmes saem do cinema e em menos de dois meses já estão na locadora? Já os de Allen, nem sequer passam no cinema! Será que seu público é tão desprezível assim?
- MARCUS VINÍCIUS, Londrina
Miniaturas
Achei impressionante a reportagem Fragmentos do cotidiano, publicada na Folha Dois do dia 6. A reportagem mostra um trabalho com miniaturas feito com talento e atenção pela estudante Silvia Maria Castro. Parabenizo a Folha de Londrina/Folha do Paraná por dar chances a verdadeiros artistas que normalmente ficam no anonimato.
- IVAN LOURO GOMES, Curitiba
Correção
- A foto publicada na capa da Folha de Londrina/Folha do Paraná de ontem, ilustrando a chamada da reportagem Menina cai em buraco e é salva em Arapongas foi creditada, por engano, a Josoé de Carvalho. O autor da foto é Odair Straliott.
- O motorista João Ferris Filho, 34 anos, de Nova Esperança, não morreu em acidente como foi noticiado pela Folha Cidades de sexta-feira. Ele sofreu ferimentos leves no acidente ocorrido na quarta-feira, entre o Rio Ivaí e Jussara. Ferris Filho conduzia uma carreta Volvo, placa de Cruzeiro do Sul, quando foi atingido por uma caminhonete. Ele sofreu ferimentos leves, foi atendido no Hospital Sagrado Coração de Jesus, em Cianorte, e liberado em seguida. As três vítimas, Mário Bego Neto, 37, Elias Silvatti, 36 e Valdemir Ungaro, 32, ocupavam a caminhonete.
- Na reportagem Fotos que Contam Histórias, publicada ontem na Folha, a informação correta sobre a data de inauguração da Concha Acústica de Londrina é 1º de maio de 1957. O projetista e construtor da obra foi José Augusto Queiroz, professor da Universidade Estadual de Londrina do curso de Engenharia Civil e assessor do curso de Arquitetura e Urbanismo.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





