O leitor escreve
O leitor escreve
Provão
Foi com imensa alegria que nós, acadêmicos do curso de Medicina da UEL, recebemos a conceituação da UEL no Provão. Dos 10 cursos avaliados, sete têm nota A, inclusive Medicina, que está sendo avaliado pela primeira vez, e três têm nota B. Todo o trabalho dos corpos discente e docente da UEL reflete-se nestas notas e nós, alunos, sentimo-nos mais motivados a estudar cada vez mais para manter a UEL neste nível, pois colheremos os louros destas notas no futuro.
No caso específico do curso de Medicina, tivemos no ano passado uma mudança curricular radical, quando as novas turmas passaram a usar uma nova forma de aprender. Apesar disso, nossos colegas formandos (que não se aproveitaram da mudança curricular) provaram que o currículo atual é tão bom e, por que não dizer, melhor que o novo. A turma à qual pertenço é a última a se utilizar do currículo tradicional e este resultado positivo nos conforta deveras, mantendo-nos com fé na qualidade da nossa Universidade, mais pública do que nunca.
- LUIZ JORGE MOREIRA NETO, Londrina
Quem paga a conta?
Quando o governo gasta ou investe, os recursos empregados nisso provêm de todos nós, contribuintes. Isso é o óbvio ululante, como dizia Nelson Rodrigues. O que não é óbvio, porém, é como se distribui a carga tributária sobre os diferentes segmentos sociais e quem são os beneficiados pelos gastos e investimentos feitos pelo governo. Esse trabalho compete a pesquisadores, políticos e profissionais preocupados com a (in)justiça social e a (má) distribuição de renda em nosso País.
Não obstante, qualquer cidadão pode realizar uma análise bem simples, como proponho a seguir: primeiro, vá a um supermercado da periferia da cidade, ou a uma farmácia, e observe atentamente a compra de alguém que pela sua aparência revela ser extremamente pobre e carente; depois, visite uma instituição qualquer que presta serviço público gratuito e procure identificar um beneficiado que, também por sua aparência, demonstre ser abastado.
Feito isso, imagine o minguado imposto pago pelo miserável na compra de alimento ou remédio passando para o bolso do rico beneficiado pelo serviço público gratuito. Isto posto, é de estarrecer o contido no artigo do professor Ângelo Priori (Autonomia para as Universidades Folha de Londrina de 23 de novembro) em que ele relata as conclusões do 1º Encontro Estadual de Ensino Superior Público do Estado do Paraná. As 16 instituições mantidas pelo erário querem somente 14,8% da receita estadual, ou seja, aproximadamente, a bagatela de R$ 335 milhões por ano.
E mais, isso tudo em defesa da universidade pública, democrática, gratuita e de qualidade visando combater as desigualdades sociais. A esta altura, lembro-me que segundo contam colegas do engenheiro Paulo Salim Maluf, ele costumava ir às aulas na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, também pública e gratuita, de automóvel dirigido por chofer particular. É de se reconhecer que também alguns pobres lutadores conseguem frequentar universidades gratuitas. Nesses casos, a solução mais justa socialmente seria o empréstimo, já que após se formarem passam a ter rendas maiores. E os abastados, pelo amor de Deus, paguem já suas anuidades.
- EDUARDO J. DAROS, São Paulo
Dia de luto
A declaração do senhor Antonio Sampaio de Andrade, gerente da Riachuelo, de que nós só participamos de atos que digam respeito estritamente às questões do comércio (notícia do dia 10 em caderno Cidades, página 3), para justificar o não-fechamento da loja durante o manifesto no Calçadão, revela a que ele e sua empresa fazem em Londrina: só para sugar o que a população pode lhes render em termos econômicos. É bem isto que a obsessão capitalista faz: torna as pessoas incapazes de se solidarizar e de se indignar contra atos que atentem contra a ética, a moral e a usurpação dos bens públicos. Certamente ouviremos falar de novo neste senhor gerente quando estivermos próximos do feriado de 8 de dezembro de 2000.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
Mercosul
Embora suscite críticas contundentes da parte dos negociadores brasileiros, a posição defendida pelo presidente FHC poderá ser de significativa importância a médio e longo prazo se entendida como uma manifestação de boa vontade para um novo governo com um novo enfoque que está sendo inaugurado na Argentina. Esta mão estendida sinaliza a vontade política acima da vontade técnica para que venhamos a promover a integração do Mercosul por afinidade de propósitos e não apenas por necessidade econômica ou técnica segundo os ditames da globalização e enfocadas pela OMC.
Pode residir aí a diferença entre o estadista e o presidente. Como brasileiro ciente do papel do meu País no contexto latino-americano digo que já é passada a hora do catastrofismo e chegada a hora de conversarmos abertamente com nossos irmãos latinos de forma diferenciada, sem rusgas, sem medos, sem anteriorismos, e com a coragem necessária para criar o novo tempo que interessa aos nossos povos.
- FRANK SALERNO, Curitiba
Café
Sobre a reportagem Café do Paraná entre os melhores, publicada na última Folha Rural: gostaria de parabenziar a cafeicultora Rosa Angelieri Quagilato, o senhor Otacílio Scannapieco e o senhor Joaquim de Souza Pereira pela conquista, neste quesito, que considero o mais importante para a cafeicultura paranaense. Aproveito ainda para informar que estamos tratando deste assunto junto ao secretário da Agricultura Antônio Poloni, para a atuação conjunta.
- EDUARDO REALE CARSTENS, engenheiro agrônomo, Santo Antônio da Platina
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