O leitor escreve





Desconhecimento ou leviandade
A Associação Médica de Londrina vem através desta repudiar as acusações feitas pela advogada Cláudia Prochet através da publicação no jornal Folha de Londrina do dia 1º. Demonstrando ser inconsequente e irresponsável, essa pessoa, que deveria ser, por sua profissão, a primeira a respeitar as leis, levianamente faz acusações a toda classe médica, que merece e exige ser respeitada, inclusive chamando os médicos de criminosos e corruptores.
Não sabemos se os fatos relatados ocorreram daquela maneira, mas se o foram, a ilustre advogada deveria procurar o Conselho de Medicina e fazer uma denúncia concreta e não agredir toda uma classe que faz de tudo para proporcionar o melhor para esta população sofrida, mesmo recebendo do SUS uma quantia deprimente. Será que a advogada Cláudia Prochet aceitaria ficar de plantão pelo menos um dia por semana em seu escritório para dar atendimento, recebendo por eles a importância de R$ 2,50, pagos após 45 ou 60 dias?
Seria justo acusar toda a classe dos advogados de levianos e inconsequentes pela atitude da advogada Cláudia Prochet? É óbvio que não! E por isso a assessoria jurídica da AML está analisando o caso para definir de que maneira interpelaremos a pessoa de Cláudia Prochet e não todos os advogados! Nunca se deve fazer uma acusação se não se conhece a matéria. Se a referida advogada acompanhasse os jornais, veria que todos os profissionais ligados à saúde estão preocupados com a situação atual da saúde do Brasil.
Aqui em Londrina, o atendimento é considerado dos melhores do País e só não é melhor por acusações como esta, relatadas pela advogada, sem nenhuma comprovação. Estamos fazendo uma campanha, inclusive com a colaboração da Promotoria Pública, no sentido de orientar os usuários do sistema que só utilizem os hospitais terciários em casos de urgência, procurando antes o Posto de Saúde mais próximo e se necessário os hospitais de nível secundário. Isto evitaria que pacientes realmente graves tenham que ficar aguardando enquanto o médico está ocupado atendendo casos que não são de atendimento em pronto-socorro. Provavelmente seu caso seria um desses que poderia ser atendido no posto, e não nos surpreenderia se essa senhora tivesse tentado utilizar-se de sua profissão para exigir atendimento em detrimento de outros pacientes que, infelizmente, não estavam acompanhados de pessoa tão ilustre e que realmente estavam graves.
Talvez sua denúncia tenha ocorrido em virtude de o profissional de plantão ter seguido a ética médica e atendido aqueles que realmente estavam precisando, independente de cor, condição econômica ou profissão. Advogada Cláudia Prochet: faça algo construtivo pela saúde de Londrina. Participe de nossa campanha junto à população e de nossa luta junto aos órgãos governamentais e assim cada vez mais poderemos prestar um atendimento digno e humano aos carentes (e não carentes) que necessitam do SUS!
- PEDRO GARCIA LOPES, presidente da Associação Médica de Londrina
Coitado do comércio
Parece brincadeira de mau gosto, mas o comércio só tem 17 dias para vender tudo o que não vendeu o ano todo. Acredita-se que o balanço final da empresa possa ser positivo com as esperadas vendas de Natal. Mas vale lembrar que dezembro acaba no dia 24. Temos uma semana perdida de vendas, do Natal ao Ano Novo. Segundo a última pesquisa realizada pela Associação Comercial do Paraná, 41,66% da População Economicamente Ativa (PEA), 80% do 13º das pessoas já estão comprometidas com o pagamento de dívidas contraídas durante o ano; o restante será guardado para pagamento do IPVA.
Não se pode esperar com estes números que a população faça de dezembro o ‘‘mês das compras’’. O comércio, que tanto esperou pelas vendas natalinas, certamente amargará este ano índices inexpressivos de vendas. Um dado preocupante no levantamento da ACP é que uma das maiores quedas de vendas foi o setor de supermercados, que oferece gêneros de primeira necessidade. O setor comercializou, em novembro, 31,7% a menos. Já as financeiras aumentaram em 27,32% os empréstimos.
Com a população deixando de comprar comida, como o comerciante pode esperar que ela compre seus produtos? Dezembro não será a solução para o problema do comércio. Quem sai declarando que dezembro terá aumento de vendas, certamente não está vivendo no Brasil. Talvez o excesso de viagens ao exterior esteja influenciando a visão sobre a realidade brasileira. Aqui, no balanço final, não teremos o que comemorar.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Dia da Bíblia
Neste segundo domingo de dezembro comemora-se o Dia da Bíblia. A leitura da Bíblia é apreciada nos quatro cantos da terra. Todas as raças e níveis sociais poderão preencher o vazio da alma humana, saciando de suas bênçãos, fazendo renascer nas pessoas os mais puros sentimentos de amor e fraternidade. Isto nos faz entender que seus escritos tiveram inspiração divina. De outra forma, como poderiam vários autores, em tempos alternados, compor um livro tão harmonioso, consistente e com poder transformador, se não fosse direcionado por Deus?
A Bíblia é o livro mais divulgado e de maior circulação em toda a história. Nenhum outro foi traduzido para tantas línguas e não houve ainda um similar tão admirado e elogiado por pessoas simples e eruditas de todas as nacionalidades. Quem a ridicularizou teve decepções e arrependimentos. Voltaire, céptico francês, disse certa vez: ‘‘Antes de cem anos, o cristianismo terá apenas fatos históricos e a Bíblia servirá tão-somente de peça de museu.’’ Para decepção desse nefasto legado, ele próprio viu o progresso da Bíblia. E por ironia, depois de sua morte, a Associação Bíblica de Genebra comprou dos herdeiros as propriedades daquele herege, onde se localizar hoje o Centro de Distribuição das Sagradas Escrituras. E o cristianismo por ele menosprezado cresce progressivamente no mundo. Quem ainda não ouviu dizer do apoio que a Bíblia vem recebendo em todos os países?
A leitura da Bíblia inspira uma vida de pureza e direciona o homem num caminho reto e pode proporcionar-lhe a almejada paz. Não existe outro cuja leitura possa fazer interagir o homem e Deus.
- NELSON ARAUJO DE OLIVEIRA, Londrina
IPVA
Engraçadinhos esses políticos. Para resolverem seus problemas de obras e caixa não pensam que os cidadãos também têm problemas, por sinal idênticos (‘‘Governo faz pesquisa para decidir IPVA’’, notícia publicada na última sexta-feira). É fácil querer fazer alguma coisa tomando de alguém. É quase como roubo, furto. Você não tem, dá um jeito de tirar de alguém. Se eu fizer isso, no mínimo serei preso. O mais impressionante é que estas pessoas só tomam tais medidas quando estão no governo. Um dia vai ter de mudar.
- ALBERTO ROMEU PEREIRA, Cuiabá (MT)
Correção A foto publicada na primeira página da Folha Gente de hoje é do jornalista Reinaldo Bessa, que assina a coluna da página 2 daquele caderno, todos os domingos.
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