O leitor escreve
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Trabalho infantil
A Folha de Londrina/Folha do Paraná está de parabéns por periodicamente trazer reportagens sobre o trabalho infantil, não se limitando a abordar este tema apenas em outubro, já consagrado às crianças. Nós brasileiros, que acreditamos na riqueza e pontencialidades de nosso País, mas também enxergamos a perversa distribuição de renda em nossa sociedade, não conseguimos deixar de nos sentir envergonhados com a divulgação na imprensa internacional de estatísticas como a apresentada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Entretanto, a luta e a tomada de medidas para erradicar a exploração do trabalho infantil não pode ser atribuída apenas ao governo. Devem participar também com ações específicas e dirigidas as entidades de representação patronal e de trabalhadores. Afinal, quem é que contrata (de forma irregular, pois é proibido) essas crianças? Devemos discutir mais, em todos os espaços possíveis os mitos sobre o ingresso precoce para o trabalho o trabalho enobrece, antes estar trabalhando do que cheirando cola e outros.
O Paraná, com sua característica agrícola, tem nesse setor um contingente invisível de crianças trabalhando. Para diagnosticar e propor medidas de intervenção para a erradicação do trabalho infantil e regularização do trabalho do adolescente, foi criado em meados de 1997 um fórum estadual que conta a participação de órgãos governamentais e não governamentais. O Conselho Regional de Serviço Social - 11ª Região, instalou em novembro passado um grupo de trabalho específico para acompanhar as políticas públicas na área da criança e adolescente, onde estaremos propondo estratégias de enfrentamento para a problemática da exploração do trabalho infantil.
- SUELI PREIDUM DE ALMEIDA COUTINHO, assistente social, Curitiba
Acidentes do trabalho
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná, junto com o Senai, o Sesi e o IEL continua sua Campanha para Prevenção de Acidentes do Trabalho. Graças aos esforços da sociedade o Paraná apresentou redução no número de acidentes do trabalho. Em 1997 houve 30.886 acidentes de trabalho e em 1998, 29.904, ou seja, redução de 3,2%, o que é motivo de otimismo, mas também de permanente alerta. O volume de benefícios pagos pelo INSS, em virtude de acidentes do trabalho, no Paraná, em 1998, foi R$ 76.361.672,19. Essa diferença se deve a vários fatores. O custo médio por acidente ficou em R$ 12.767,00, muito inferior ao da média nacional, de R$ 22.395,40. Essa diferença se deve a vários fatores: gravidade dos acidentes, tratamentos necessários, entre outros. O custo contabilizado é 4 a 5 vezes maior das consequências sociais.
Este ano a Campanha focaliza a construção civil, o setor mais fiscalizado no Paraná, em 1998, é a indústria metalúrgica. No Paraná, o início da Campanha foi em 13 de setembro de 1999 e terá continuidade até até julho de 2000. É necessário buscar continuamente o conhecimento do trabalhador e empresários e, consequentemente a redução drástica nos acidentes e condições insalubres nos vários ambientes de trabalho. Desta forma, teremos benefícios não só econômicos como na área social.
- JOÃO BATISTA CORREA, Curitiba
Educação
Achei de grande importância a reportagem Artesã retorma estudos na terceira idade, publicada na Folha Curitiba no dia 8. No meu trabalho, em cursos do Pronaf junto a agricultores familiares levo este exemplo para motivar agricultores de todas as faixas etária para não desistirem de lutar por um ideal. O País precisa de educação. Só quem está ao lado de pessoas de 14 a 90 anos (agricultores e agricultoras) e que possuem só até a 4ª série do primário sente o drama da falta de perspectiva num mundo onde o conhecimento é tudo.
- GUSTAVO SCHOLZ, União da Vitória
Saúde auditiva
Ontem foi comemorado o Dia do Fonoaudiólogo, ótima oportunidade para se refletir sobre como anda nossa saúde auditiva. Diariamente estamos expostos a uma série de agentes nocivos à nossa audição. Neste ambiente natural encontramos os agentes físicos (condições de temperatura, pressão sonora, vibrações etc.), químicos (poeira, fumo, gases, vapores), (bactérias e doenças infecto-contagiosas) e os fatores psicológicos e sociais, como o estresse, que interferem em nossa condição de vida.
Nos dois últimos anos, a industrialização e o crescimento do setor químico são dois fatores que contribuem ainda mais para o desenvolvimento de problemas auditivos na maioria da população, especialmente se não forem adotadas medidas preventivas. Assim como aumentaram os problemas auditivos, na mesma proporção cresceu o número de pesquisas sobre o assunto. Hoje encontramos estudos relacionados aos efeitos da exposição ao ruído em trabalhadores, estudantes, academias de ginástica, enfim, praticamente todos os setores são estudados e pesquisados. Atualmente, através da ISO-14000, a saúde ambiental tornou-se preocupação mundial, incluindo-se aí a prevenção da poluição, um dos fatores que agem diretamente sobre a saúde auditiva.
Neste contexto aparece o fonoaudiólogo, servindo como agente de prevenção nas alterações de origem auditiva. Além disso o fonoaudiólogo deve planejar, identificar e gerenciar problemas auditivos, implantando estratégias e ações que minimizem os problemas auditivos.
- NEYZA MARA CASAS PINTO, Curitiba
Crise
O povo brasileiro vive uma grave crise econômica e social. Nos centros urbanos, os trabalhadores estão sendo sistematicamente sacrificados pelo desemprego, fator que gera desestruturação familiar, fomenta a violência e desampara a população. Mais de 23 mil pequenas e médias empresas fecharam só no último ano. No campo, os trabalhadores rurais são excluídos do acesso à terra e os pequenos agricultores sofrem com a falta de política agrícola que inviabiliza a pequena propriedade. A agricultura familiar foi desmantelada e nos últimos 10 anos 942 mil estabelecimentos agrícolas desapareceram. Isto atinge em torno de 5 milhões de pessoas.
Há uma ausência de políticas públicas e o sucateamento dos serviços públicos que revelam a intenção de construir um Estado Mínimo. Na educação 10% das crianças entre 7 e 14 anos permanecem fora da escola; o analfabetismo atinge 16,6% da população e menos de 1% dos brasileiros têm acesso ao ensino superior; a assistência à saúde pública atinge a pouco mais da metade da população brasileira; o déficit de moradias populares é de 5,6 milhões de unidades e o desemprego atinge a mais de 11 milhões de pessoas.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
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