O leitor escreve
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Feriado (1)
Considerada pela diretoria do Sindicato do Comério Varejista de Londrina como termômetro da realidade, as notícias publicadas na Folha de Londrina no dia 2, em relação à abertura do comércio, desencadearam número sem-fim de chamadas telefônicas em nosso sindicato. Após a publicação e a declaração de que o comércio não abriria, nossos funcionários passaram a atender dezenas de ligações de comerciantes inconformados com a medida, uma vez que a abertura do comércio, dia 8 (feriado), era necessidade, face as dificuldades que o comércio vem passando. Por tudo, o Sindicato do Comércio Varejista de Londrina esclarece que essas discussões, indecisões e o próprio fechamento ocorreram pela posição indefinida do prefeito Antonio Belinati.
Esclarecemos ao público e ao comércio em geral que, em razão do feriado do dia 8 de dezembro, o Sindicato nomeou uma comissão para fazer contato com as autoridades municipais e eclesiásticas com o objetivo de proporcionar a abertura do comércio naquele dia. A primeira visita foi ao prefeito Antonio Belinati, de quem recebeu sugestão de que ela conversasse primeiro com o arcebispo D. Albano Cavallin, por se tratar de feriado religioso. Dessa maneira, se não houvesse nenhuma objeção por parte deles, não haveria oposição do poder municipal.
Ao arcebispo Albano Cavallin a comissão apresentou abaixo-assinado com 115 adesões, representando 160 lojas. Após analisar o documento o arcebispo sugeriu que o grupo conversasse com monsenhor Gafá. Este pediu um tempo para que pudesse contatar com o arcebispo. No mesmo dia ele confirmou ao presidente do Sindicato que não haveria nenhuma oposição da Igreja. Mas o prefeito que, condicionara a permissão à concordância da Igreja, não decidiu, até o momento, pela liberação do comércio no dia 8 de dezembro. Assim, o sindicato não tem como responder às consultas, pois depende exclusivamente da boa vontade do prefeito de Londrina.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região
Feriado (2)
Tenho acompanhado (desde dezembro de 1998) o impasse que se cria com relação ao feriado do dia 8 de dezembro e pareceu-me bem não ficar à parte da discussão. A criação de um feriado municipal é atribuição do prefeito (conforme decreto municipal 689, de 3 de dezembro de 1998), mas me parece que decretar um feriado religioso católico como o de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, ou budista, como o aniversário de Buda, ou judeu, como o ano novo judeu, ou qualquer outro ligado a qualquer religião (apesar de ser um direito do Executivo, segundo lei federal) é uma violação dos direitos individuais, pois a Constituição garante o direito à liberdade de crença e exercício de culto (artigo 5º, VI). Decreto como este obriga os munícipes a interromper suas atividades no dia decretado, independente de eles professarem determinado credo.
Considerando-se que Londrina tem uma diversidade imensa de crenças, se tivéssemos um feriado decretado para atender a cada um, seguramente não apenas o comércio, mas todos os segmentos seriam prejudicados. Conclui-se que seria muito bom haver um único dia para atender a todos, preservando o que reza a Constituição. Esse dia existe: 7 de janeiro é o Dia da Liberdade de Cultos (conforme consulta ao calendário oficial de eventos do Paraná - http://celepar6.pr.gov.br/eventos/comemora.html).
Deixo uma sugestão ao prefeito de Londrina, no tocante a se utilizar este dia para um eventual feriado municipal religioso, haja vista, inclusive, que a cidade deixa de ter, por conta do dia da padroeira, um feriado relacionado ao dia da emancipação política, a saber, 10 de dezembro, o qual, sem dúvida deveria ser melhor observado.
- NORBERTO ALVES FILHO, Londrina
IPVA (1)
A polêmica causada pelo governo do Estado, com o projeto de antecipação do pagamento do IPVA para o início de cada ano, demonstra de forma muito clara a calamitosa situação financeira que atravessa o Paraná. Não se pode ignorar que, há muito tempo, o governo estadual vem tentando antecipar recursos de toda ordem, sejam de convênios assinados com o governo federal, sejam provenientes de impostos estaduais como o IPVA ou como os royalties de Itaipu.
Os técnicos da administração, no afã de tentar diminuir o desequilíbrio das contas estaduais, partem outra vez para o caminho mais simples e primário, próprio dos governos sem rumo e sem comando. O caminho é sempre o mesmo: aumentam impostos, tomam empréstimos no exterior, antecipam verbas futuras, transferem recursos entre secretárias e mudam o destino das parcas receitas que, num primeiro momento, serviriam para custear programas importantes como de meio ambiente, educação, saúde e ação social, transferindo-os para as áreas deficitárias do governo.
Juntos, os governos estadual e federal penalizam o contribuinte, socializando os rombos causados por inteira falta de responsabilidade. Mas, enfim, para os governantes nada parece importar. Os tecnicistas de plantão tomaram conta do Paraná e, para eles, o que importa são números e não as consequências de suas idéias geniais junto à sociedade. Resta à oposição, comandada pelo deputado Edgar Bueno (também líder do PDT), denunciar mais esta manobra desse governo que, hoje, mais parece um navio à deriva, sem rumo em meio à tempestade, e, o que é pior, sendo conduzido por marujos de primeira viagem.
- LUIZ CARLOS ZUK, deputado estadual e vice-presidente do PDT-PR
IPVA (2)
Acredito que muitos paranaenses como eu sentiram, indignados, quando tomaram conhecimento da nota inserida na Folha, dia 25/11, quinta-feira. Governador do Paraná quer antecipação do IPVA para janeiro Quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra? (Até quando abusarás, governador, de nossa paciência?), a célebre frase de Cícero, eminente orador romano, referindo-se ao ditador Catilina, que explorava o seu povo, ainda é válida nos dias de hoje, referindo-se ao governador Lerner; que, insensível, pensa que seus súditos paranaenses vivem na opulência de primeiro mundo.
Já não basta vender e privatizar o que resta do Estado, pedágios (para onde vai tanto dinheiro?) além de comprometer os futuros governos do Paraná com a antecipação dos royalties de Itaipu, e benesses oferecidas às montadoras, agora quer assaltar os nossos bolsos mais uma vez, enviando à Assembléia pedido de antecipação de pagamento do IPVA do próximo exercício já para janeiro? (E ainda alega que este assunto não é polêmico!).
Isto é absurdo! Gostaria que fosse um engano dos meios de comunicação, um lapso talvez. Não é possível tamanha insensatez. Só pode partir de alguém que só lembra do povão na hora de gastar milhões em época de campanha (e também fora dela) com propaganda, depois quer esfolar os pobres coitados durante o mandato, recolhido em seu oásis palaciano maquiado de Primeiro Mundo.
- FERDINANDO CARNEIRO MUNHOZ, professor, Nova Santa Bárbara
Correção - Guarapuava está comemorando 180 anos de fundação e não de emancipação, como aponta o título da reportagem publicada ontem no Folha Cidades. O município foi emancipado em 1871.
- A exposição de obras inspiradas nas músicas de Chico Buarque de Hollanda está no Rio de Janeiro e não em Curitiba como foi afirmado ontem em notícia na primeira página da Folha2.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





