O leitor escreve
Relações sociais
A obra O Contrato Social, de autoria do democrata iluminista Jean Jacques Rousseau, exprime exatamente a influência do meio sobre as pessoas. Segundo o teórico, o homem assinaria uma espécie de acordo com a sociedade. O meio social imporia ao ser, daquela época, diversas normas convencionadas por ele. Para que alguém pudesse viver bem, teria que seguir rigidamente as regras de conduta ideal, ou seja, as cláusulas do contrato .
A visão rousseauniana das relações sociais ainda pode ser aplicada no presente. As pessoas, na maioria das vezes, estão mais preocupadas com a aparência perante a sociadade. Sendo assim, tornam-se manipuladas e esculpidas por esse meio, obedecendo as suas normas. Integrantes de uma mesma classe social precisam ter, necessariamente, idéias e hábitos comuns. O fator que determina a permanência do indivíduo, em determinado nível, ainda é expresso pelo poder econômico. Com isso, pode-se observar a formação de dois pólos extremamente distintos: a classe alta e a baixa.
Como essa situação é fruto do desenvolvimento da humanidade, não se pode esperar que ela desapareça. Os homens continuam nascendo naturalmente, bons e iguais, porém, a sociedade os modifica. O que poderia ser mudado, em todo caso, é a anexação, no contrato entre contratantes e contratados, de uma observação: Um dia, todos se tornarão pó
e, dessa forma, voltarão a ser iguais.
- EDISON SHIGUEAKI NOGIRI, Londrina
Correntes x IAPAR
Quando alguém afirma que no IAPAR há várias influências ou correntes políticas, eu diria certamente que esse fator acontece não somente no IAPAR, mas em qualquer organização, cidade, estado ou país, do mundo todo, onde existem aglomerados de pessoas. Podemos afirmar, contudo, que neste momento o movimento de alerta salarial dos funcionários de nível médio e operacional do IAPAR é firme e livre de quaisquer amarras político-partidárias ou, ainda, vínculo sindical. Não querendo dizer, com isso, que não precisamos dos políticos que hoje estão no poder. Entretanto, seria impossível viabilizar qualquer negociação dos funcionários junto ao Governo do Estado.
Os funcionários são livres de se posicionar politicamente, como norma da democracia - estas questões fluem livremente, nada deve ser impositivo, mas concordo que as correntes existem - correntes e pessoas tentando manobrar o nosso movimento, o qual é justo e digno. A nossa reivindicação objetiva não tão somente o salário, mas muito mais o restabelecimento, eu diria, ainda, o resgate das nossas posições funcionais, que deverá caminhar paralelamente a um salário que supra as nossas necessidades e faça jus às atividades por nós desenvolvidas.
- MARIA JOSÂINE DA SILVA, assistente administrativo do IAPAR, Londrina
Cultura
Em Londrina pouco se faz em termos culturais. Por que não há uma mobilização para que renasça o otimismo na cidade ao sabor do teatro, dança, pintura, artesanato, música, literatura e tantas coisas mais em projetos vivos resgatando a identidade cultural de cada cidadão? Londrina é portentosa, mundialmente conhecida, mas apática e desconhecida culturalmente. Parece que só Curitiba existe no Paraná, onde alguma coisa acontece. Cultura não é só teatro e música para a elite. Tem-se que sair da cultura de alguns e ser mais globalizante com promoções populares, como teatro nas escolas da periferia, dança, arte, literatura, música etc., desenvolvendo as pessoas artística, intelectual ou cientificamente, num intercâmbio encabeçado por profissionais dispostos e interessados em aprender, viver, relacionar e trocar experiencia.
A magia cultural torna o povo diferente, não se interessando somente por coisas corriqueiras de trabalho e família, ligando-se doentiamente em filmes, novelas ou futebol. Ela valoriza o ser em todos os sentidos. Efemérides importantes do calendário histórico são esquecidas. Nada é feito para reverenciar os heróicos antepassados. Isso é inadmissível. Comemoremos o que passou. Se não foi bom, façamos o possível para não repetir os erros. Se o passado foi exemplar, façamo-lo de modelo, pois só a memória dos sábios e dos justos é imortal porque suas ações são modelo dos que os sucedem.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina.





