O leitor escreve
O leitor escreve
Alternativas educacionais
A educação está na pauta das discussões mundiais. Em diferentes lugares do mundo discute-se o papel essencial que a educação desempenha no desenvolvimento de pessoas e sociedades. O homem, ao longo do tempo, foi estimulado à competição e realização através do sucesso pessoal, o que desencadeou uma impressionante insensibilidade solidária e a lógica da exclusão. No limiar do novo século, busca-se alternativas para socorrer uma humanidade marcada pela violência física e moral, pela devastação do ambiente natural, pelo desrespeito étnico e cultural da minoria, ou pela exclusão de milhares, deficiente pobres deste mundo caótico.
De repente, o homem desperta do sono/pesadelo e percebe, não por ser bom, mas para sua sobrevivência, que existe alguém (seres humanos) do seu lado, na família, vizinhança, nação, no planeta com quem deverá partilhar, e se correlacionar de forma harmônica e desinteressada.
Num contexto atual, marcado pela interdependência crescente entre os povos, aumenta a necessidade e importância de aprendermos a viver juntos. A educação surge, então, como a detentora de parâmetros necessários para esta sobrevivência, mais do que nunca desejada. A educação inicia-se antes do período obrigatório para a escolarização, no seio da família, e percorre toda a vida. É permanente. Passa pelo ensino fundamental, o qual deve dar a base, o alicerce para que continue aprendendo por toda a vida. Em seguida, o ensino secundário, que deve ser alternado entre escola e empresa, a fim de que os alunos possam aprender com os erros, conhecer a realidade industrial/empresarial, enfim, por em prática a teoria, e como última instância do ensino formal.
A educação não deve ser encarada como despesa social. Ela gera desenvolvimento econômico através do capital humano que prepara. Hoje os países emergentes foram os que no passado mais investiram em educação. É preciso vontade política e envolvimento da sociedade como um todo, a fim de resgatar do fundo do mar este tesouro educação há muito esquecido por alguns, hoje promessa de salvação e única herança positiva aos que vieram.
- ANA CÁSSIA JORGE CESTARI, Londrina
Fundo de Garantia
Estou vendo um grande esforço em mexer no nosso FGTS. É para ajudar o trabalhador? Ora, se é verdade que estão com tanta pena do trabalhador, isso é muito fácil. Liberem o FGTS, que está inativo e que a cada seis meses o trabalhador vá ao banco e saque todo o seu saldo. Outra maneira de ajudar o trabalhador é liberar para ele o PIS. Liberem-lhe o PIS, que está parado nos bancos ou na Caixa Econômica.
- LUIZ DE SOUZA ROLIM, Jaguapitã
Cumprimento
Assíduo leitor das opiniões de Walmor Macarini na Folha, tenho sido vencido, a cada vez, pela preguiça no dever de enviar-lhe congratulações. Isso é ruim. A consciência política que cada um de nós, brasileiros, deve ter, ou deveria, é alimentada, cevada, gratificada pelo reconhecimento dos menos afortunados na arte da escrita, mas não menos avivados nos aspectos de consciência cidadã.
Hoje, contudo, minha preguiça foi torpedeada pela bucaneira força da arte de escrever que ele domina. Não pude me furtar ao dever de reconhecer a magistral simplicidade que toca fundo na compreensão de nossos problemas sociais e políticos e que se configura no artigo As violências não previstas em lei. O saco e haja saco é saber que somos um país de não-leitores. Ou de poucos, e os poucos às vezes de discernimento pouco permeável e assimilativo. Saber dizer e expor de maneira tão clara as coisas que vemos, mas entendemos que isso é arte que privilegia a poucos. Esta arte, contudo, lhe confere a responsabilidade e continuar lutando, embora alguns, como eu, se bem que limitado, já cansei. Deus o proteja e continue permitindo espalhar um pouco de luzes neste mal apagado país.
- RENATO ANTÔNIO FONTANA, Londrina
Ônibus especial
A empresa de transportes coletivos Francovig e o Executivo apresentaram à população da região sul de Londrina o primeiro ônibus adaptado para portadores de necessidades especiais, erroneamente chamados de deficientes, na linha 202, em Londrina (Piza/Roseira). A iniciativa (o ônibus tem plataforma para acesso de cadeiras de rodas), merece o aplauso não só da região sul. Há muito tempo, a diretoria da empresa auxilia através do seu departamento social a comunidade da região, gerando empregos e mostrando que é possível crescer com respeito à dignidade humana e fazendo cidadania.
A adaptação de ônibus para portadores de necessidades especiais sempre foi uma reivindicação e uma conquista no Consul e da Central de Movimentos Populares. Infelizmente, vivemos em uma sociedade que faz da exclusão social a sua marca. Exemplos como o da Francovig fazem com que os movimentos populares continuem na luta por melhorias da qualidade de vida: reivindicando, cobrando, concordando, discordando e elogiando.
- NELSON CARDOSO, presidente do Conselho de Saúde da Região Sul, Londrina
Aborto
O choro de um recém-nascido, ao aspirar o oxigênio (Sopro Divino) pela primeira vez, é o sinal característico de que o seu organismo começou a funcionar por conta própria pois; até aqui, era tão-somente uma extensão do corpo de sua mãe, totalmente dependente dela, isto é, da vida da mãe dependia a vida da criança. Quando Deus sopra, a matéria aspira: Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra, soprou-lhe nas narinas o sopro da vida e o homem se tornou ser vivo.
Nesse momento, o espírito toma definitivamente a posse desse corpo e vai, a princípio, comandá-lo para o resto da vida. Porém, por ser, enquanto em gestação, apenas uma extensão do corpo da mãe e não um ser independente (ainda), de maneira alguma isso nos dá o direito da prática do aborto.
Essa criança não pertence à sua mãe, tampouco pertence a algum segmento religioso; muito menos a essa sociedade suja em que vivemos e que está, por todos os meios, tentando descobrir uma maneira (desculpa) para ceifar o seu direito à vida. Este corpo em formação é propriedade do seu espírito que ao lado da mãe, mas em outra dimensão acompanha e gerencia o seu desenvolvimento, pois este será sua morada durante a presente peregrinação por este mundo.
E mais: o nascimento desta criança foi determinado por uma lei maior (Lei Divina), ceifar essa vida significa infringir essa lei. Nenhuma lei de homem é maior que a Lei Divina. Ninguém está autorizado a praticar o aborto! O quinto mandamento da Lei de Deus é taxativo: Não matar! Não existe, nessa lei, nenhum parágrafo sugerindo qualquer exceção, e o homem não está autorizado a fazer nela nenhuma emenda. Para a pena de morte também devemos seguir o mesmo raciocínio.
- VANDERLEI PEDRO R. GUIMARÃES, bancário, Ibiporã
Correção O depoimento do médico-legista Badan Palhares à CPI do Narcotráfico, na noite de quinta-feira, terminou por volta da meia-noite, e não como informou texto da nota complementar à notícia de ontem (Torgan fala em quebra de sigilo), publicada na página 8 (Política).
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