O leitor escreve
Reajuste salarial
Vimos registrar nossa surpresa e descontentamento em relação à notícia veiculada pela Folha de Londrina, dia 29 de novembro, segundo a qual o governo do Paraná (através de entrevista com o secretário da Casa Civil, Giovani Gionédis) pretende enviar mensagem à Assembléia Legislativa, nesta semana, concedendo reajuste salarial de 80% apenas aos funcionários públicos estaduais de nível superior.
Não somos contra o referido reajuste. Estes servidores, bem como todo o funcionalismo estadual, tiveram grandes perdas salariais nos últimos anos, que necessitam de reposição. O que criticamos é a maneira discriminatória do governo Lerner que, mais uma vez (a exemplo dos reajustes a secretários estaduais, professores da APP e integrantes da Polícia Militar, no ano passado) concede reajuste salarial somente a pequena parcela do funcionalismo.
Reivindicamos que o reajuste de 80% seja extensivo a todos os funcionários estaduais, aí incluídos os docentes das instituições de ensino superior, cinco universidades e onze faculdades estaduais, também portadores, como se sabe, de formação de nível superior.
- COMITÊ EM DEFESA DO ENSINO SUPERIOR PÚBLICO DO PARANÁ
Inimigo secreto
No dia 11 de novembro, a Ordem dos Advogados do Brasil, pela sua Subseção Curitiba, presidente dr. Dálio Zippin Filho, levou a efeito solenidade pública de desagravo ao dr. Marco Antonio Vieira agredido, segundo o ato oficial, pelo Juiz da Segunda Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, convidando advogados para o ato. Assim, como presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas, fiz questão de comparecer e me solidarizar com o colega desagravado. Entre os presentes, incontáveis advogados da Capital e presidente do Conselho Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil.
Todos, com roupinhas domingueiras, fixamos atenção ao chamamento do presidente da OAB-PR, secundado pelo presidente da Seccional Curitiba:...Pediria minuto de atenção... estamos aqui reunidos... O advogado beneficiário do desagravo pediu que o esperassem trajar sua veste talar, verberando:...com minha beca fui ofendido, com ela quero ser desagravado.... Circundavam o cenário inúmeros veículos de comunicação com seus ávidos repórteres.
Feita a leitura do desagravo pelo presidente da OAB, cada qual dos presentes retomou suas atividades habituais. E, quando chegamos em nosso escritório, um comunicado do presidente da Subseção Curitiba transmitia-nos, via fac-simile, um inusitado contra-desagravo da lavra do juiz João Kopytowski, que teria distribuído para toda a imprensa, contendo colocações ofensivas para advogados presentes ao ato para o próprio órgão de classe. Para a minha pessoa sobraram algumas insinuações que provei serem mendazes (por certidões negativas). E, após esclarecimentos e requerimentos nossos dirigidos à OAB, Corregedoria Geral da Justiça, Presidência do Tribunal, etc., protestando e pedindo providências pelo infausto périplo daquele polêmico magistrado, sobreveio uma nova cena inusitada, partida de um advogado (não sabendo do incidente por não ser da área criminal) que telefonou-nos sugerindo uma festa de confraternização de final de ano (amigo secreto), inclusive convidando, entre outros, aquele juiz... Brincamos arrematando que tal evento somente justificaria, no atual quadro, se fosse denominado Festa do inimigo secreto. Já imaginaram os presentinhos?!
- ELIAS MATTAR ASSAD, presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas
Queime um brasileiro
Há 14 anos, pelo menos, o leitor desta coluna sabe que sou modesto estudioso de temas amazônicos, julgando-me leitor voraz de tudo que se refere à região. Nunca vi, ao longo dos últimos 30 anos, tamanha onda de internacionalização da Amazônia como agora. Faz-se de tudo para espalhar a idéia de que o Brasil é incapaz de gerir a região e que, mercê desta incompetência, a ONU e quejandos poderíamos assumi-la em defesa da humanidade. Outro dia soube, em Brasília, de adesivo contra o Brasil, em que se lia: Fight the forest, burn a brazilian (lute pela floresta, queime um brasileiro) Disse-me um estudioso da Amazônia, alta patente da reserva, que esse tipo de adesivo está circulando há mais de um ano em Londres. Nossa embaixada tem vários deles. FHC deve saber disso!
Não faz muito, em círculo de estudos de que inteligentemente não tomei parte, com o nome de Amazônia - ameaça de perdas territoriais, ocupação e desenvolvimento, o estrategista Gélio Augusto Fregapani chegou a falar que em caso de invasão da região poderemos nos defender com a guerra de guerrilha. Felizmente, pelo que sinto, mais brasileiros estão interessados em estudar a Amazônia, vendo que paira no ar uma ameaça à região, não pelo amor aos índios, como alguns ingênuos imaginam, mas pelo que ela tem de minérios nobres, de essências de potencial curativo, através da flora medicinal, do seu potencial hídrico e da área gigantesca que é.
A programação da Rádio da Amazônia está sendo ampliada para, cada vez mais, despertar o sentimento de brasilidade das populações ribeirinhas e do meio da floresta. Oxalá, logo sejam criados os estudos do Rio Negro e do Alto Solimões, levando àquelas áreas distantes gente e a presença do poder público. Soldados à Amazônia. A Amazônia não é assunto apenas militar, sim de todo brasileiro. Está em jogo a soberania nacional. A defesa da Amazônia é causa de todos nós e nós, nacionalistas convictos, devemos apoiar os militares que debatem os problemas estratégicos nos 12 mil quilômetros de fronteiras (secas e por rios) que une a Amazônia Brasileira aos países vizinhos.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão.
Prêmio Aberje
Gostaríamos de cumprimentá-los pelo merecido destaque à Folha de Londrina na conquista do Prêmio Aberje Regional Sul/Paraná-Santa Catarina, na categoria Inovação/Qualidade, através do reconhecimento pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.
Nos congratulamos com toda a equipe da Folha de Londrina por esta premiação que nada mais é do que a valorização de atitudes empreendedoras em busca do desenvolvimento através do profissionalismo moderno, diante do momento econômico e político que o País atravessa atualmente, e da necessidade de atravessar fronteiras em busca da globalização, o que, acreditamos, só é possível com a união, o espírito de equipe, empenho e sólidas parcerias.
- GERSON FOGOLIN FILHO, gerente de marketing da Paraná Clínicas - Curitiba
Correção
Ao contrário do publicado ontem na primeira página e página 4 da Folha de Londrina, o sr. Duílio Luiz Bento é coordenador geral do Tribunal de Contas do Estado do Paraná e seu presidente é o conselheiro Artagão de Mattos Leão.





