O leitor escreve
O leitor escreve
FGTS
A respeito da reportagem FGTS pode virar salário após quatro anos, publicada no domingo: o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço necessita de reformas sim, mas deve manter o objetivo para o qual foi criado que é a proteção do trabalhador. Essa proposta de caráter extremamente neoliberal é uma afronta a todos nós assalariados.
- JOSEPH HENRICK SONIGO, Londrina
Aposentadoria
Sobre a reportagem Cálculo da aposentadoria vai mudar, publicada ontem, gostaria de comentar o assunto com uma pergunta: se as novas leis de aposentadoria serão aplicadas a todos os cidadãos brasileiros ou essas medidas não incluem os digníssimos políticos? Outra questão: se todo cidadão é igual perante a lei, como reza a Constituição, por que os nossos parlamentares gozam do benefício da chamada imunidade parlamentar? Não vejo lógica para isto, pois teoricamente todo político deveria ter um caráter e comportamento irrepreensíveis.
- GLAUCO GARCIA DA SILVA, Lisboa, Portugal
Escola Oficina
O surgimento da Escola Oficina foi para nós londrinenses motivo de festa, já que chegou em um momento que se debatia a implantação do Estatuto da Criança e do Adolescente. A proposta pedagógica contemplava as reais demandas das crianças e adolescentes abandonados pelas ruas de nossa cidade. A estrutura implantada na região Norte de Londrina é das melhores e fica num lugar onde residem cerca de 100.000 pessoas, a maioria trabalhadores.
Como é do conhecimento geral, essas crianças e adolescentes ali atendidos são filhos de trabalhadores desempregados e/ou com renda familiar insuficiente e vivendo em condições de risco permanente. O processo a que estão submetidos tem uma lógica bárbara e que deveria ser interrompido. Comumente iniciam complementando a renda familiar pedindo esmolas pelas ruas e sinaleiros, quando crescem e as dificuldades de se obter as esmolas se evidenciam, a marginalidade surge como uma das únicas alternativas de renda já que a escolaridade fora abandonada. Efetuar pequenos furtos, servir de entregador de drogas (avião) é o início da carreira que todos sabemos onde vai dar. Projetos como a Escola Oficina visam interromper isso e está encontrando sérias dificuldades de manter-se pela insensibilidade dos nossos governantes.
Nesse momento em que os indicadores sociais preocupam a nação inteira, desemprego, violência, fome, fruto da insensibilidade e incompetência das diversas esferas de governo, deveríamos aumentar as políticas de proteção de nossas crianças e adolescentes ao contrário de fechar um estabelecimento dessa importância. É impossível não se indignar com essa situação.
- ANDRÉ VARGAS, Londrina
Fazenda intocável
O Ministro Extraordinário da Política Fundiária, Raul Jungmann, brindou a todos com esta afirmação: toda nação que acompanha pelos jornais e noticiários do que se desenrola na porteira da fazenda Córrego da Ponte, do presidente Fernando Henrique Cardoso, já pode respirar aliviada. O estado de direito se mantém no Brasil. Continuamos a ser uma nação governada pela lei e através dela.
Resta-nos inquirir se isto é válido apenas para o cidadão Fernando Henrique Cardoso, que ora ocupa o cargo de presidente da República, ou também é válido para todos os outros cidadãos brasileiros. As fazendas de milhares de outras pessoas sofreram agressões ainda maiores. Foram efetivamente invadidas, saqueadas, furtadas e depredadas, sem que o Ministro ficasse tão indignado. São cidadãos que trabalham na terra, são produtores rurais que, ao contrário do presidente, sobrevivem, na maioria das vezes, apenas dos frutos que colhem da terra.
O povo fica indignado com o que acontece na fazenda do presidente Fernando Henrique, mas também com o que vem acontecendo com milhares de vítimas anônimas de semelhantes atos criminosos. Deve por dever de ofício, se indignar quando qualquer área é invadida. Compreendemos também que Raul Jungmann deve este cargo ao sr. FHC e, por isso, pelo menos, no caso da Fazenda Córrego da Ponte, deva emitir declarações indignadas e firmes. Entendemos que este caso que não é só um ataque ao cidadão Fernando Henrique Cardoso, mas também à instituição da presidência da República. Não podemos esquecer que também é sagrado o direito à segurança, ao trabalho e à propriedade.
- HORÁCIO PAGANO, Londrina
Violência
Ao ler que houve denúncia, junto ao Conselho de Regulamentação Publicitária, tentando tirar da mídia a campanha belíssima contra a violência, me pego perguntando quem é ou serão os mocinhos e os bandidos. Caso o Connar aceite esta denúncia de um londrinense, pois quem é daqui de verdade ou por adoção não aceita o que ocorre aqui. Quem a ama (não confundir AMA/Comurb) é totalmente favorável a este exemplo lançado na mídia, contra a violência em nossa bandeira, perfurada por outros interesses.
Quem violenta a cidade? Quem deu os tiros na bandeira de Londrina? Os londrinenses através da campanha em curso? A Administração Municipal está causando alguma violência à cidade com o desvio de verbas? O governo do Estado, o denunciante, os vereadores, que tentam impedir as CEIs, a Administração Municipal, que está denunciada no Ministério Público e a mídia que tem que rever o código ético e postural quando divulga, em horário nobre, a podridão daqueles que só conseguem realizar seus sonhos de atores ou atrizes quando são divulgados em rede nacional como autores das chacinas.
- LUIZ EDGARD BUENO, Londrina
Cumprimento
Gostaríamos de cumprimentar o sr. João Milanez pelos 51 anos de atividade, completados pela Folha de Londrina/Folha do Paraná, dia 13 de novembro. É gratificante presenciar a evolução, o crescimento e o sucesso de empresas jornalísticas fiéis aos princípios da honestidade, dignidade e justiça e cujo objetivo sempre foi a dedicação à comunidade, manifestada na transparência, coerência e correição na busca à verdade e divulgação de notícias de interesse e utilidade públicos. Reafirmando nossos cumprimentos, manifestamos elevado apreço e consideração e colocamo-nos à disposição para o que se fizer necessário.
- ELZA CORREIA, vereadora em Londrina
Correção
Por problemas técnicos, a coluna de Luiz Claudio Oliveira deixou de ser publicada ontem no Caderno Folha Esportes. Ela retorna normalmente na próxima segunda-feira.
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