O leitor escreve
O leitor escreve
Golfe
A atual diretoria do Londrina Golf Club dá mais uma prova de competência e de arrojo ao promover o 5º Open de Golf Aniversário de Londrina. Esse clube, muito bem presidido pelo respeitado médico Luiz Carlos Miguita, já está consagrado pelos inúmeros e sucessivos eventos que tem realizado, ocupando lugar de destaque dentre os melhores e mais atuantes do País. Nossa carinhosa saudação a todos os participantes dessa já tradicional competição, desejando, em especial aos visitantes, uma agradável estada em nosso convívio, com a certeza de que aqui terão sempre muito calor humano. Muito obrigado a todos vocês que, através deste esporte, vêm dar brilho aos festejos que marcam os 65 anos de Londrina.
- ANTONIO BELINATI, prefeito municipal de Londrina
Modernidade
Dia destes deparei com fatos que me levaram a meditar sobre a propalada modernidade (ou seria globalização?) e suas graves consequências. Antes de fazer o relato dos fatos e emitir conceitos, deixo claro que me considero um conservador de carteirinha e só para ilustrar esta afirmativa, confesso que aceitei substituir a velha Olivetti manual pelo micro não faz seis meses, mesmo dispondo dele há vários anos. Sempre o olhava de soslaio, até que fui conquistado pelas suas vantagens.
Passando nas proximidades do terminal de passageiros, ouvi de duas pessoas à minha frente observações sobre a implantação de catracas eletrônicas nos ônibus. A princípio elas discordaram sobre a operacionalização do sistema, mas concordaram que a medida colocou em risco o emprego de quase duas centenas de cobradores. Mais adiante vi uma orientadora dando instruções a transeuntes de como operar o parquímetro. Um senhor que acabara de ouvir as instruções de como utilizar a modernidade nos estacionamentos públicos que a passos largos passou por mim e comentou: Isso é mais uma roubalheira para encher o bolso de alguém. Agora a meninada carente da Zona Verde, com certeza, vai ser despedida. Prossegui meu roteiro e entrei na agência dos Correios para enviar uma correspondência. A fila era grande e fui orientado a utilizar a máquina que, ao receber as moedas correspondentes ao valor da postagem, entregou-me o selo e o troco, sem necessidade dos serviços de algum funcionário. De volta para casa passei pelo banco, efetuei depósito de um cheque e saquei alguns trocados. Fiz tudo sem precisar dos serviços de funcionário.
Confesso que sai dali pensativo e inconformado, pois constatei o quanto o trabalhador é substituido pela máquina. A substituição em si pode ser vista como natural. Mas como obter o sustento do trabalhador e sua família? Conforta-me pensar que talvez minha preocupação é devida ao meu empedernido conservadorismo e tudo se resolverá com a modernidade. É mesmo?
- MOISÉS ANTONIO AGOSTINHO, Maringá
Trânsito
Bons tempos aqueles em que podíamos tranquilamente trafegar, criando nossos próprios caminhos entre pessoas igualmente civilizadas e conscientes. O caos no trânsito reflete o comportamento dos seus usuários. As revoluções tecnológicas, o crescimento populacional, o avanço da ciência, a era da informação e do conhecimento, a produção de máquinas mais potentes e velozes incitam e inconscientemente nos impulsionam para a velocidade, com o objetivo de liderar sempre, encurtar as distâncias. E, nessa corrida desenfreada, atropela-se quem estiver na frente ou quem não der lugar.
A personalidade de cada condutor está estampada na forma como ele se utiliza de seu veículo, da via, e na forma como ele se relaciona com os demais motoristas e pedestres. O egoísmo, a ambição, o exibicionismo, a impulsividade, a agressividade, a ânsia pelo poder aquisitivo, a busca pela ascensão social, status, frustrações, desavenças familiares, insatisfação no trabalho são nas vias projetadas, criando-se os códigos de valores e os símbolos de poder, cujas consequências desencadeiam e geram violência no trânsito.
O amor à vida e em deixar que se viva é visível nos motoristas que respeitam e guiam seus comportamentos em favor de todos os condutores. As distâncias a ser diariamente vencidas devem percorrer o caminho do autoconhecimento, o aprimoramento dos relacionamentos interpessoais, o investimento no conhecimento sobre as normas de direção segura, na capacidade e habilidades para rejeitar os riscos e perigos, atenção, percepção e cautela diante das mais diversas situações, equilíbrio físico, psíquico e emocional e valorização da vida humana.
Um trânsito tranquilo, sem violência, sem mortes, não é dever apenas dos policiais rodoviários nem dos engenheiros de tráfego nem dos psicólogos que atuam diretamente nas Ciretrans e, sim, de todos os seus usuários. Apropriar-se desse princípio, oferecendo e servindo-se da segurança através de comportamentos saudáveis e civililzados é um exercício de cidadania.
- FERNANDO ANTONIO DA SILVA FILHO, Curitiba
Armas
Acredito que qualquer brasileiro, por mais humilde que seja, já percebeu que nossos governantes perderam o controle do País. Isso me deixa desesperado pois estamos indefesos diante da violência que cresce a cada dia e não temos a proteção merecida e tão necessária, e que deveria ser um dever da parte daqueles que detêm o poder; é lícito e justo que procuremos nos armar para que, pelo menos, tenhamos a sensação de que estamos protegidos.
Proibir o acesso às armas não irá acabar com a violência, só irá aumentar a revolta e privar a todos do direito democrático de decidir como organizar a defesa. E, além do mais, qualquer cidadão pode perceber que aqueles que estão matando não adquirem suas armas por meios legais. Quero deixar claro que estou falando aqui em nome da democracia e da justiça e que eu nunca em minha vida usei uma arma e tampouco pretendo usar algum dia.
- VANDERLEI PEDRO R. GUIMARÃES, Ibiporã
Missa
Os colaboradores e o público em geral são convidados para assistir à missa solene, comemorativa dos 20 anos de fundação da Associação das Senhoras Voluntárias do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná, de Londrina. A cerimônia terá início às 18h30, no dia 25, e será celebrada pelo arcebispo D. Albano Cavalin, na Paróquia Sagrados Corações, na esquina da Rua Mato Grosso com a Av. Juscelino Kubitschek. Manifestamos nossa gratidão a todos que, direta ou indiretamente, têm tornado possível o cumprimento dos nossos objetivos sociais, um dos quais é oferecer aos menos favorecidos oportunidades iguais para o engrandecimento da dignidade humana.
- ANA CÉLIA SIQUEIRA, presidente da ASVHU, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





