O leitor escreve
O leitor escreve
Descontentamento
Com tantos absurdos, desmandos e falcatruas de autoridades públicas, juízes, parlamentares, advogados, empresários, médicos e muitos outros profissionais do mais alto gabarito, como pode a massa social permanecer calada, omissa e alienada, como se conformasse com essa situação? Quando essa maioria vai manifestar o seu descontentamento? De que adianta reclamar se não se mobilizam para mudar? Então reajamos, lutemos por um país melhor.
- SÉRGIO FAJARDO, estudante, Mandaguari
Saúde
Li com tristeza as notícias sobre a proposta de descredenciamento dos serviços de Pronto Socorro do Hospital Evangélico do SUS. Acho que os moradores de Londrina devem ficar atentos. Atualmente, as preocupações em Londrina estão mais voltadas para as questões de segurança. Tão importante quanto a segurança e o combate à violência é a necessidade de proteção às pessoas em seus problemas de saúde.
O debate que também precisa ser incentivado é o referente à obtenção de recursos para melhor estruturar nosso sistema de saúde, principalmente no que se refere à disponibilização de leitos públicos à população, que não tem como pagar planos de saúde. Estas pessoas encontram sérias dificuldades nas internações eletivas, devendo aguardar meses para ter seu problema encaminhado. A demora no atendimento frequentemente agrava o estado do cidadão, que se transforma em paciente a ser atendido pelo sistema de emergência nos prontos-socorros da cidade. Este sistema também tem apresentado problemas de superlotação e de atendimento.
O município de Londrina, pólo regional em saúde, tem hoje 1.349 leitos ofertados no sistema público, representando um índice de 3,12 leitos para cada 1.000 habitantes. A média nacional é de 2,99. Estudos anteriores já concluíram que Londrina está bem servida de leitos hospitalares, mas a realidade na porta dos hospitais parece ser diferente. Ela mostra a angústia das pessoas que dependem do SUS para obter assistência médica. Talvez seja o momento de os especialistas em saúde reestudarem o sistema e a capacidade de atendimento atual.
- AYLTON PAULUS JÚNIOR, economista, Londrina
Solidariedade
Inicia-se hoje, oficialmente, em Londrina, a campanha Natal da Solidariedade, organizada pela Agência de Desenvolvimento de Recursos Assistenciais (Adra). Espera-se arrecadar, neste fim de semana, 20 toneladas de alimentos, roupas e brinquedos. Paralelamente, serão estudados os desafios do Terceiro Milênio, com o pastor Alejandro Bullón, apresentador nacional do programa Está Escrito e autor do livro Terceiro Milênio.
O Projeto Natal da Solidariedade e Terceiro Milênio acontece hoje, às 9 horas e 19h30 e domingo às 19h30min no Ginásio Moringão. Os interessados em colaborar com a campanha podem levar 1 kg de alimentos não perecíveis, roupas e brinquedos, que serão revertidos para o Natal da Solidariedade de Londrina. Esse projeto é realizado pela Adra, da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
- SONIR BRUM DE OLIVEIRA, Londrina
Polícia
Daqui a pouco o deputado Padre Roque vai dizer que o presidente John Kennedy foi assassinado, em 1963, a mando do crime organizado do Paraná, dada a sua leviandade com que faz afirmações sem se importar com os danos que isso causa a familiares que tentam se recuperar do trauma da morte de um ente querido, como no caso da morte dos dois delegados e do escrivão de Umuarama. Que se investigue o caso, mas é prova cabal de incompetência daquele que investiga ter um comportamento de artista global.
Outro deputado, Ângelo Vanhoni, pergunta o que a Polícia Civil está fazendo. Respondo: está fazendo o que sempre fez. Investigando crimes, superando deficiências, lutando como pode para proteger o cidadão, passando dificuldades por falta de efetivo, cuidando de presos, que não é a sua atribuição, e sofrendo com a população, que perece por falta de emprego e oportunidades, problemas estes gerados na maioria por falta de iniciativa de políticos incompetentes e corruptos que nos fazem lembrar o deputado Justo Veríssimo com sua tradicional frase Eu quero é me arrumar. Tenho horror a pobre.
Hoje, alguns deputados do Paraná, movidos pelo animus aparecendis, posam como se soubessem tudo a respeito do crime organizado, para pegar carona nos holofotes da CPI. E qual deles em data anterior encaminhou pedido de providência ou alguma informação a respeito?
Se quiser conhecer a realidade do povo, acompanhe a Polícia nas favelas e becos da vida, vá ouvir o lamento desesperado de uma mãe que chora pelo filho dependente de droga ou pela filha atraída e engodada pelo lucro fácil da prostituição, vá conhecer o que é um lar destruído pelo vício, sentir o que sente o policial quando, no cumprimento do seu dever, vê-se obrigado a efetuar a prisão de um pai de família responsável pelo sustento de cinco ou seis filhos menores. Ou você pensa que pais e filhos, por serem pobres, não sentem amor uns pelos outros, ou que policiais, por serem policiais, são desprovidos de sentimentos? A Polícia vem fazendo tudo isso e não está atrás de votos ou preocupado com a próxima campanha, porque a nossa campanha é uma vida inteira, de sangue, suor e lágrima. E é por esses desafios que eu amo minha profissão.
- CLÁUDIO MARQUES DA SILVA, delegado titular da 27ª DRP, Paranacity
Férias
É preciso que seja feita alguma coisa para o Litoral do Paraná, pois ele só é lembrado nas férias. O maior movimento e época de arrecadação são na temporada, e isto todos nós sabemos. A partir do momento que são antecipadas as aulas, tende a cair o fluxo de pessoas e em consequência baixa a arrecadação para que o município possa sobreviver no decorrer do ano. Seria uma excelente forma que o ano letivo começasse somente em março, pois as aulas acabam em novembro para alguns e em dezembro para outros. E um mês de férias é muito pouco para quem já ficou quase dez meses estudando.
O Litoral do Paraná está passando por uma terrível crise financeira e é através do turismo que pode aos poucos se reerguer. Com as férias mais curtas torna-se ainda mais difícil. A proposta de férias mais longas deve ser adotada para todo o Paraná, pois muitos estudantes moram em outras cidades para poder estudar e é nas férias que podem ficar com sua família e descansar. Com um mês não se pode fazer quase nada.
- NANCYARA LIMA, estudante, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





