O leitor escreve





Aniversário (1)
Na passagem do 51º aniversário deste jornal, diretores e funcionários do Instituto Agronômico do Paraná vêm cumprimentar cada um dos membros desta valorosa equipe da Folha de Londrina/Folha do Paraná. Somos testemunhas do jornalismo sério e dedicado aos mais altos interesses econômicos e sociais da nossa cidade e do nosso Estado, praticado diariamente pela Folha ao longo de sua história. Desejamos que a Folha continue a trilhar este caminho a partir do próximo século, registrando as mudanças e lutando por conquistas e avanços da nossa gente. Parabéns!
- FLORINDO DALBERTO, diretor-presidente do IAPAR em Londrina
Aniversário (2)
Acompanhamos a trajetória da Folha de Londrina, desce o nascedouro, motivo pelo qual entendemos a alta significação do seu 51º aniversário. Jornal moderno, imparcial e noticioso, ajustou-se aos avanços da tecnologia e da informação dinâmica.
- TÚLIO VARGAS, presidente da Academia Paranaense de Letras
Pinhão
Assinante e leitor assíduo da Folha de Londrina/Folha do Paraná, agradeço a restauração da verdade, feita em reportagem publicada em 24 de outubro. Por outro lado, gostaria de cobrar esclarecimento da jornalista Luciana Pombo, de Curitiba, e que fez reportagem sobre o número de homicídios e violência em Pinhão, publicada dia 20, com base em levantamento feito pelo Ministério da Saúde e SUS, para que ela (a repórter), que inseriu na reportagem que ‘‘os problemas de terra e os filhos de fazendeiros são considerados os maiores fatores da proliferação da violência em Pinhão’’, indique a fonte ou fontes da sua pesquisa, e quem a induziu em lamentável equívoco, erro ou injustiça.
Pois do jeito que as coisas foram colocadas ficou até uma forte impressão de ‘‘armação’’ contra o delegado em exercício, a verdade dos fatos, os legítimos interesses e o bem comum de Pinhão, pois é ponto pacífico, público até junto às criancinhas das creches de Pinhão, que os maiores fatores e causas mais próximas/imediatas de homicídios e violência em nosso meio, são o uso imoderado do álcool e o maldito hábito que muitas pessoas ainda têm de andar armadas; e apesar da existência de problemas fundiários e dificuldades para titulação de terras no município e comarca, definitiva e seguramente não são esses os maiores fatores do homicídios e violência em nosso meio, e muito menos filhos de fazendeiros ou de proprietários e produtores rurais, que são gente de bem, de bom caráter e dignas do maior respeito.
Quanto ao número de homicídios e ranking de violência em Pinhão, deve ter ocorrido algum equívoco e exagero no levantamento do SUS em atribuir o índice de 60,3 homicídios por grupo de 100 mil habitantes, pois a média de homicídios dolosos nos últimos 11 anos em Pinhão, é de 9,63 por ano. Elevado, preocupante e digno de ações e medidas preventivas, mas que não reflete o clima de paz e tranquilidade que vivemos apesar dos problemas sociais que nos afligem, e Pinhão é um município de bom presente e de futuro, digno de ser visitado para empreendimentos por terras férteis e matérias-primas, e onde em um de seus distritos se situa a Universidade do Professor, num local também muito propício para lazer, por ser extensa a região alagada do reservatório da Usina Bento Munhoz da Rocha, de Foz do Areia, e de e de 1.674 megawatts.
- FRANCISCO CARLOS CALDAS, advogado e vereador em Pinhão
NRAs afirmações que embasaram a reportagem sobre a violência em Pinhão foram publicadas a partir de informações prestadas em entrevista concedida pela autoridade policial do município. Não houve intenção da Folha em generalizar, quando a reportagem tratou de apurar as principais causas dos homicídios registrados em pesquisa do SUS. Os números apresentados pela pesquisa (a partir de dados de 97) decorrem de ações e reações de apenas uma parcela da população em disputas de terra e uma série de outros fatores que, na proporção, dado o número de habitantes do município, crescem em dimensão estatística. Quanto à veracidade da pesquisa do SUS propriamente dita, o questionamento do método é válido e um direito do cidadão.
Violência
Acadêmico do sexto ano de Medicina efetuou aproximadamente 70 disparos, com uma submetralhadora, em sala de cinema em São Paulo, ferindo cinco e matando três. Estes números são muito significativos, pois quase 50% dos presentes não sairam ilesos. Muitas perguntas podem ser feitas: em primeiro lugar é necessário que haja um controle absoluto sobre a utilização e a aquisição de armas. Se para entregarmos um carro na mão de alguém são necessários treinamento e habilitação, o mesmo deveria acontecer com o caso de armas de fogo. É assunto muito sério.
Em segundo lugar, é necessário se preocupar com a programação de televisão e filmes que se assiste, pois a preferência acentuada por filmes que exploram a violência é um bom indicador de que algo pode não estar bem. Se há uma neurose em curso, cada filme violento assistido pode estar atrapalhando a visão da realidade e possibilitando a evolução para uma psicose. Em terceiro lugar, é extremamente necessária a participação dos pais, que podem dar a visão da realidade a seus filhos com relação às drogas e seus efeitos.
O mais interessante é notar que para estes três aspectos há quase sempre a cumplicidade dos pais, que em nome do amor não estabelecem limites e não apresentam alternativas de atividades para os filhos, que poderiam ser encontradas no lazer, no esporte, no estudo e no trabalho valorizado pelos jovens.
- JOÃO GARCIA DE CAMPOS, psicólogo em Porecatu
Usineiros
Trabalho no setor de álcool há dez anos, e conheço profundamente a problemática da cadeia do combustível (‘‘Usineiros não temem ameaça do governo’’, notícia publicada na última sexta-feira). E sei que o governo federal, como em outras desastradas intervenções, veio a prejudicar todo o setor sucroalcooleiro de novo, ao atingir o segmento errado. O custo de produção do litro de álcool hidratado é de R$ 0,35: nada mais justo as usinas venderem a R$ 0,40/litro, como era em 96 e 97. Portanto, houve, sim, uma recuperação dos preços, pois o cartel das distribuidoras chegou a pagar até R$ 0,15, causando uma quebradeira geral.
E o governo havia sido alertado que a liberação do preço do álcool sem isonomia com os derivados de petróleo iria tumultuar a produção e a distribuição e quebrar o equilíbrio econômico e financeiro do setor. Entretanto, nessa altura ele tomou atitudes demagógicas e no sentido de reduzir a atividade produtiva. Hoje, cada vez que ligo a TV, vejo a Globo acusando as usinas pela alta, conquistando a simpatia do público consumidor, porém com reportagens incompletas e meias-verdades. Uma pergunta ao consumidor: por que as distribuidoras estão mudas, acompanhando em silêncio o problema? A resposta é óbvia: elas pegam o álcool na destilaria a R$ 0,39. E na bomba, na cara do consumidor, a tabela mostra R$ 0,81. Então, o governo e a Globo estão atirando para o lado errado.
- CARLOS ALBERTO LARCHER, Rondon
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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