O leitor escreve
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Assentamento
Em projeção otimista, a FAO (Organização de Fomento de Produção de Alimentos da ONU, das Nações Unidas) estima o custo de assentamentos para a reforma agrária em US$ 40 mil por lote, sem considerar os custos financeiros, das desapropriações e os custos judiciais. O governo Federal, sem mesmo fazer as contas, estabeleceu com meta, para este mandato, 1 milhão de assentamentos. Pelos cálculos da FAO, que não incluem o Custo Brasil, isso custaria R$ 80 bilhões, afora os demais custos da reforma agrária como: desapropriações de fazendas, correção monetária e juros das indenizações não pagas, perícias, honorários advocaticíos e, o mais grave, a perenização do assistencialismo.
O PPS, o PT, a CUT, a Pastoral etc., exigem 5 milhões de lotes. A continha inicial é fácil: 5 milhões vezes US$ 40 mil ou seja: a bagatela de R$ 400 bilhões. Todavia, consideramos os custos totais do processo de implantação da reforma agrária, a cifra verdadeira assusta, pois equivale a meio PIB do Japão! Como não existem os R$ 80 bilhões da promessa do governo, nem os R$ 400 bilhões exigidos pelos supostos socialistas e, menos ainda, os trilhões do PIB japonês, conclui-se que a sociedade está sendo traída por essa gente, que promete e exige o impossível. Na tentativa do absurdo, preciosos e escassos recursos da sociedade são desperdiçados pelo governo, que os subtrai da educação, da saúde e da segurança, apoiado contra o povo, pela falsa oposição, que ocupa ministérios e escalões federais.
Somente os números apontados pela FAO, apesar de conservadores e incompletos, já demonstram, irrefutavelmente, que a reforma agrária é economicamente inviável, mesmo que, atendendo ao ministro Jungmann, do PPS, FHC e o Congresso confisquem as propriedades rurais, previamente escolhidas pelo MST e pelo Incra, e dêem o calote nos cidadãos que já foram desapropriados.
Tudo isso fica mais absurdo e suspeito, se considerarmos que os 16 milhões de brasileiros abaixo da linha de pobreza podem ser resgatados da miséria absoluta, segundo o IBGE e o BNDES, com investimentos de R$ 20 bilhões. Por que, então, empenhar recursos públicos em um projeto de trilhões de dólares que estimula a cizânia no seio da Nação e compromete o abastecimento e as exportações de produtos agrícolas? É evidente, que o resgate da pobreza não é objetivo dos personagens desse minueto socialista!
É criminoso, abjeto e amoral que políticos desrespeitem a sociedade, saqueando o patrimônio de 170 milhões de brasileiros em projetos de poder pessoal. Infelizmente, a omissão dos órgãos fiscalizadores e da própria mídia, permite que os charlatães de plantão continuem a atirar com a pólvora do rei.
- ANTÔNIO JOSÉ RIBAS PAIVA, advogado, São Paulo
Omissão
Sobre a reportagem Igreja Universal é acusada de omissão publicada na Folha Curitiba no dia 11: é absurdo o que fazem no culto de algumas igrejas protestantes. As pessoas, em busca de algo espiritual, devem ser tratadas com mais respeito, como seres humanos e não como animais. Participo da dor da família de Luciane. Respeito todas as denominações religiosas, mas julgo que um pouco de seriedade naquilo que se faz faz bem a todo mundo, sobretudo quando se trata de algo sublime, como é a busca do espiritual, de um verdadeiro encontro com Deus e, mais ainda, ao se tratar com seres humanos.
- PADRE WAGNER ZACARIAS RUFINO, Orzinuovi, Itália
Morte
Não há necessidade alguma de se afirmar o óbvio: a morte é mesmo uma separação. Essa inadiável fatalidade, na sua interpretação literal e universal já determina que o afastamento do morto seja definitivo. Paralelamente a esta interpretação, foi também registrada na bíblia a impossibilidade do relacionamento entre vivos e mortos. Diz-se ainda que a inteligência e a memória do homem cessam na sepultura.
O desvirtuamento da compreensão do termo ocorre quando alguém, em desrespeito à inteligência racional e aos direitos convencionais, inverte o valor semântico da palavra, afirmando que a morte é vida em outras dimensões. Fazem isto numa tentativa inútil de confirmar a vida do morto. Mas a definição da morte no sentido literal, é convencionada em todo mundo como sendo o fim da existência. Quando a Bíblia fala que a alma morre, é de fato o fim dessa alma. Desde a antiguidade, já intencionados aprovar essa verdade, os profetas faziam menções a esta definição.
Muitos, inadvertidamente, afirmam que a morte eterna significa vida separada de Deus e que os pecadores não arrependidos se queimarão num inferno de fogo ardente, num tempo sem fim. Essa funesta heresia faz o céu silenciar para ouvir as acusações que põem Deus no banco dos réus, quando os religiosos o acusam de o futuro torturador da humanidade; como um ditador tirano que vai condenar os pecadores, sem um júri popular, sem nenhum padrão de justiça e sem legalidade alguma. É assim que pregam em seus sermões. Como pode queimar eternamente nas chamas infernais, um ser humano que viveu só 70 anos? Como alguém de sã consciência pode fazer tal julgamento, antecipando o juízo de Deus? Essa teologia além de deturpar as leis naturais e celestiais, fere profundamente a razão, a justiça e o bom-senso.
A afirmação absurda de que o pecador não morre tem origem diabólica. Porque foi ele quem disse: certamente não morrerás. Essa farsa, além de danificadora, antagoniza também o evangelho de Cristo, o qual diz que só Deus é imortal. A imortalidade para pecadores só podia ser mesmo invenção do pai da mentira. Ele mente desde o princípio. Dessa teologia mitológica surgiram as mais terríveis heresias do cristianismo: a comunicação com os mortos; as aparições a adoração dos santos; a vida eterna de sofrimento etc. Para os verdadeiros cristãos, nada disso existe. Jesus não aceitou ser uma alma sem corpo. O crente, depois de morto, ressuscita, retomando o corpo real, a exemplo de Jesus.
- NELSON ARAÚJO DE OLIVEIRA, Londrina
Reciclagem
Tenho manifestado minha opinião várias vezes neste assunto de lixo/reciclagem, pois trabalho nesta área, e fico indignado ao ver tanto descaso. A Autarquia do Meio Ambiente de Londrina (AMA) deve ter um programa definido e apoiar a comunidade prestando todos os esclarecimentos sobre o assunto. Todas as dificuldades encontradas são fáceis de resolver, desde que exista vontade de ambas as partes, e parece que a comunidade tem feito sua parte. Não esqueçam: Reciclar não é só separar e vender.
- WALTER LUZ, Cornélio Procópio
Correção Na notícia Iguaçu mina caso das jaquetas, publicada ontem na página 4, a CPI arquivada pela Assembléia Legislativa do Paraná, em maio deste ano, envolvia a Sercomtel, a Copel e o Banco FonteCindam, além da Prefeitura de Londrina e não Curitiba, como foi publicado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





