O LEITOR ESCREVE
Prestação de serviço
Tive satisfação ao ler matéria, publicada domingo, na seção Espaço aberto, de autoria do promotor de Justiça José Ricardo Alvares Vianna, sobre a validade da aplicação da pena de prestação de serviços à comunidade, como alternativa ao encarceramento. Faço minhas suas palavras quanto a reservar o cárcere somente a pessoas que cometeram crimes mais graves. A pena de prestação de serviços pode ser uma saída para o grande número de pequenos delitos que em geral ficam impunes e acabam por estimular a reincidência.
As dificuldades apontadas pelo Promotor são reais e, preocupados em dar melhor respaldo ao Judiciário na aplicação dessa modalidade de pena alternativa, o Programa Pró-Egresso de Londrina (vinculado à UEL e à Secretaria Estadual de Justiça, responsável pelo acompanhamento às penas de prestação de serviço à comunidade, entre outras) vem buscando estimular a aplicação dela junto à comunidade.
Atualmente, somente na comarca de Londrina prestam serviço à comunidade, aproximadamente, 40 pessoas em instituições como Hospital Universitário e Hospital Veterinário, ambos da UEL, Casa do Caminho, Lar Anália Franco, Asilo São Vicente de Paula, Secretaria de Ação Social da Prefeitura, Secretaria de Ação Social de Tamarana, entre outras.
Temos realizado um árduo trabalho de convencimento de instituições públicas e filantrópicas para que compreendam e colaborem com nosso trabalho, que entendemos de alto valor social, trabalho esse que teria muito mais frutos se contasse com o apoio de pessoas como o senhor Promotor. Para tanto o convidamos para que visite o Programa, uma vez que não pôde fazê-lo no breve período em que trabalhou em Londrina, sua cidade natal.
- SILVIA ALAPANIAN COLMÁN, professora da Universidade de Londrina
Prestação de contas
Com referência às associações e entidades sem fins lucrativos, foi aprovada, pela Assembléia Legislativa de São Paulo, lei que obriga as entidades a apresentar anualmente balanços e relatórios das receitas e despesas, isso para poder receber as verbas destinadas pelos poderes públicos. Na França, em 1977, foi criada uma lei idêntica a essa. Dessa forma o povo poderia ter conhecimento e fazer uma avaliação da administração dos recursos. Algumas instituições não prestam conta à sua diretoria e muito menos publicam relatórios e balanços, tornando-se impossível ao poder público avaliar cada uma delas. Por esse motivo deixam de receber os valores e elas destinados. Algumas, que recebem ajuda da população, ficam em situação difícil, porque o povo, a indústria e comércio e até particulares estão deixando de colaborar. Ocorre que os colaboradores ajudam, mas querem ver resultados. Aquelas instituições, que têm diretores há décadas, já não merecem a confiança do povo. Assim torna-se difícil e praticamente impossível manter qualquer tipo de atendimento aos pobres, que não dispõem dos mínimos recursos para sua sobrevivência. A área mais afetada é a da Saúde, que ninguém atende, a não ser o Hospital Universitário. O órgão do Governo Federal, conhecido como Sistema Único de Saúde ‘SUS’, paga um valor muito baixo. Os outros convênios o povo de baixa renda não pode pagar as mensalidades, porque são caras. A falta de conhecimento e competência de diretores de hospitais leva entidades à falência, ou queixam para seu sucessor uma divida absurda e sem condições de poder ser administrada. Os menos favorecidos pela sorte é que sofrem com essa situação. Quem são os responsáveis?
- BENJAMIN GIL, Londrina
Ciência e tecnologia
Mais uma vez a ‘‘Folha de Londrina’’, através da Folha Ciência, está de parabéns. O retorno da Folha Ciência a seu espaço próprio representa uma reafirmação do compromisso da Folha de Londrina com a divulgação de C & T, contribuindo assim para a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento científico e tecnológico de Londrina e do Paraná. Essa retomada de espaço é realmente um adequado presente de aniversário neste mês de maio, quando a Folha Ciência completou seu terceiro ano de vida. Parabéns, Célia Musilli.
- PAULO VARELA SENDIN, engenheiro agrônomo, Londrina

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