O leitor escreve
O leitor escreve
Unicanto
Quem compareceu ao auditório do Teatro Marista, semana passada, foi brindado com bons espetáculos. O 6º Festival Unicanto de Corais, em Londrina, proporcionou momentos de encantamento e emoção. Fruto do trabalho abnegado dos membros do Coral Unicanto Imaculada Conceição e do seu regente, o festival já faz parte do calendário oficial da cidade. Eventos dessa natureza enriquecem a vida cultural do londrinense e propiciam ao público momentos de rara beleza. No último sábado, quando acompanhei as apresentações, a platéia também formava um grande coro de palmas.
Não poderia deixar de parabenizar os organizadores do evento por esses presentes para Londrina. É muito importante que Londrina tenha empreendedores como o maestro José Mário Tomal e sua esposa Marli, que contribuem para que a cidade se firme cada vez mais como grande centro disseminador de cultura, pólo da região Norte do Paraná. Bravo!
- ANGELA FARAH MARÇAL, secretária municipal da Cultura, Londrina
Identidade
É triste ver e ter que conviver com os menos maduros de nosso período. Refiro-me à atual juventude apática brasileira, que sem dúvida passa por uma de suas piores épocas. Essa é a nossa geração? Pagode ou tchan? A força do jovem, que realmente influi e inicia revoluções, é influenciada e de fácil manipulação. Indefinida e sem maiores objetivos, engole sem mastigar e digere sem pensar sobre o que a mídia lhe impõe. É desgostoso.
Enquanto a maioria desinteressada, egoísta e preconceituosa se preocupa em obter um status que a satisfaça, o País está indo à falência, com o maior desemprego, dívida externa e índice de criminalidade de todos os tempos. Somos o País dos conformados. E é pelo nosso comodismo que estamos sendo entregues aos interesses estrangeiros, tanto financeira como culturalmente. Necessitamos de uma identidade, um ideal, um objetivo de interesse nacional; não precisamos de partido político. Precisamos é de amor à Pátria.
- RICARDO MARQUES DE MELLO, Londrina
Pobreza
Estudo divulgado em 15 de setembro pelo Banco Mundial revelou que os países que entraram na onda neoliberal, abrindo mercados, com liberdade de entrada e saída de capitais e o desmonte do Estado, apresentaram aumento da pobreza. De acordo com o relatório, no período de 87 a 98, o número absoluto de pessoas que vivem com menos de US$ 1,00 por dia passou de 1,2 bilhão para 1,5 bilhão. Diante disso, o Banco Mundial alerta que se esta situação persistir, no ano 2015 este número pode subir para 1,9 bilhão de pessoas. A América Latina, a África subsahariana, a Europa e a Ásia Central são as regiões onde a pobreza mais aumentou, justamente por terem países que aderiram ao modelo neoliberal e agora amargam as consequências da abertura de seus mercados. O Brasil é citado neste Estudo, que considera o país próximo do caos, por ter promovido a descentralização fiscal e política dos Estados.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
Febem
É muito fácil para a sociedade exigir medidas do governo para conter a fuga dos marginais aqueles que vivem à margem da sociedade das Febens. A solução não é retê-los ou separar um grupo mais perigoso que outro, tampouco aparelhar a polícia para repreendê-los. Essas crianças refletem a sociedade que lhes privou de tudo, não lhes oferecendo escolas aparelhadas, pagando mal seus professores ao não repassar os tributos a ela destinados. Não asseguram aos pais dessas crianças o direito sagrado do trabalho (pão nosso de cada dia) e quando estes conseguem, são remunerados com salário (pão nosso de cada dia) de apenas R$ 136, não deduzindo ainda os R$ 8 do INSS.
Para piorar tudo para eles e para nós mesmos, eles crescem sem conhecer Deus, um pai que tanto os ama e a nós também. Por causa de todos esses atributos, nos veremos diante desse flagelo enquanto vivermos, a não ser que homens acordem e batem de frente com o problema. Sabe-se que se gasta R$ 700/mês para cada criança nas febens. Por que não introduzir em sua família o recurso pedido, pedindo em troca que ela frequente a escola. Quem sabe teremos uma criança que, ao invés de fazer coisas erradas, talvez em um futuro bem próximo não possa ser um cientista brasileiro a retribuir com a descoberta da cura do câncer ou da Aids.
- ALESSANDRO DONIZETE BARLATI, Londrina
Meninos de rua
Qual será a sabedoria dos homens? Qual será a sabedoria dos políticos? Crianças morrem de frio e de fome. Nossos políticos fecham os olhos e as portas do Palácio do Planalto, escondem-se atrás das mesas e se recusam a ver a vida como ela é. São os homens do poder, que comandam a sabedoria de uma nação e dizem que ela é racional. Não usam isso para melhorar, mas sim para aumentar seus salários.
Crianças, crianças carentes, crianças tristes, que o pai não sabe ou a mãe não quer. Crianças drogadas, esquecidas, que sonham com seu futuro, que sonham com sua vida. Mas onde encontrar esperança se os que comandam não usam a sabedoria para melhorar essas vidas? Diante de tanta tristeza, diante de tanta dor, ainda há esperança, ainda há amor. Temos que agir, temos que amar, nos unir e não mais chorar. Construir, mudar, não apenas sonhar. Vamos juntos mudar e a estas crianças também dar o direito de sonhar e se realizar.
- PRISCILA DIAYNE GALVÃO, estudante, 16 anos, Londrina
Acidente com ônibus
Nós, passageiros do ônibus 6.010, da Viação Garcia, da linha São PauloLondrina, denunciamos e repudiamos o precário atendimento de resgate na rodovia, no trecho CambaráLondrina. Vítimas de grave acidente, tivemos de esperar 35 minutos pela chegada do guincho. Posteriormente, a ambulância chegou, mas sem pessoal treinado e sem equipamentos necessários para resgate de pessoas em meio a ferragem. Somente após uma hora e 10 minutos as vítimas foram finalmente resgatadas do caminhão que colidira com nosso ônibus.
Destacamos a atitude do motorista Laércio Cogorne, que, com equilíbrio e serenidade, conduziu o veículo, evitando que o acidente tivesse repercussões piores. A ele nossa gratidão. Aos serviços oferecidos pela concessionária governamental, o nosso repúdio.
- MELVINA MENDES DE ARAUJO e assinaturas de 22 outros passageiros
CorreçãoLuis Alaor Morva Júnior, que foi sepultado ontem no Cemitério do Boqueirão, em Curitiba, depois de morrer em decorrência de um acidente rodoviário na BR-476, próximo à cidade da Lapa, era proprietário da empresa Lua Distribuidora de Jornais Ltda., contratada da Folha de Londrina/Folha do Paraná para a distribuição do jornal em Curitiba e na Região Metropolitana. O acidente fatal aconteceu no domingo à noite, quando Alaor Morva Júnior retornava de uma viagem ao Rio Grande do Sul. A moto que ele pilotava se chocou com um Escort, dirigido por Gerson Kutz Valachenski, que foi hospitalizado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





