O leitor escreve
Terceira idade
As pessoas que chegam na faixa da terceira idade precisam enfatizar a sua auto-estima. Devem sair do isolamento, neutralizar a natural preguiça mental que chega com a idade, deixar o sofá, o vício da televisão, as idas diárias às padarias para comprar o pão nosso de cada dia e saco(s) de leite, além, é claro, de outros fatos que por amor a brevidades deixa-se de consignar.
Devem sem tardança procurar a revitalização de suas ações: retorno ao desejo de ler boas obras, principalmente romances, dedicação ao estudo, brincar, dançar, contar e ouvir piadas, bater papos prolongados, rir, ir ao cinema e ao teatro, assistir boas obras, especialmente aquelas que encantam a alma e fazem espairecer, de vez em quando um forrobodó (forró), participar da convivência com os membros da comunidade, para sentir a pureza da amizade e dos sentimentos intersubjetivos. Procurar, enfim, a cada dia, o enriquecimento do sentido e do destino da vida apesar do surgimento de adversidades e infortúnios que a própria vida impiedosamente a todos apresenta em escala oscilante, ou seja, mais dolorosa ou menos dolorosa.
O avanço da idade não significa que as pessoas que estão na faixa etária de que se trata, devem perder o entusiasmo pelo fluxo da vida, encantonando-se, quantas vezes, como acontece com os pássaros notívagos que não deixam seus ninhos para curtir a solidão da noite... Urge, portanto, o despertar, o revitalizar das forças físicas e espirituais, como meios que se impõem para uma vida de qualidade para os impropriamente chamados de idosos. Avante, humanos da terceira idade, antes ainda da chegada do próximo milênio.
- JOSÉ ALVARES DELFINO, Londrina
Natal de Londrina
Em respeito à carta do senhor Carlos Machado, publicada nesta seção na quinta-feira, gostaria de esclarecer alguns pontos fundamentais.
A campanha Londrinatal nasceu em 1994 dentro da Acil com a proposta de resgatar o lado espiritual do Natal. A escolha das luzes foi natural, já que o aniversariante da data, Jesus Cristo, veio ao mundo para, entre nós, trazer luz, símbolo de vida. A campanha teve, desde o seu início, a participação de várias entidades e órgãos. Portanto, nunca foi uma iniciativa só da Acil. Isso veio se evidenciando nos últimos anos. Hoje, Londrina já tem a cultura das luzes e todos os londrinenses vivem essa transformação interna quando chega dezembro. Todos querem se iluminar. A Londrinatal existe dentro de cada londrinense e será do tamanho e com a intensidade que o londrinense desejar.
A beleza que toma conta da cidade vai estar de volta este ano. Sobre o concurso, ele deixou de ser um real impulsionador das iluminações, já que a maioria está preocupada em ver sua casa, loja ou edifício belo e iluminado e não em competir. Percebemos isso principalmente nos últimos três anos. Sobre a Casa do Papai Noel, este é um capítulo muito próprio no Natal de Londrina. Trata-se de uma realização complexa, que envolve investimento alto e que, por conta do período que atravessamos, este ano a Acil está, a princípio, impossibilitada de concretizar. Estamos, ainda, em estudo sobre a Casa do Papai Noel.
Quanto a cuidar dos negócios de Londrina, a colocação do senhor Carlos Machado não poderia ser mais estranha. Afinal, a campanha de caráter comercial foi uma decisão exatamente dos empresários, que pediram uma promoção voltada diretamente ao varejo. Os empresários do setor comercial, devidamente representados na diretoria e quadro da associados da Acil, chegaram à conclusão de que, este ano, os esforços da entidade deveriam estar concentrados nesta meta. Como o senhor Machado deve saber muito bem, o comércio atravessa um período difícil, no qual qualquer perda pode ser fatal e qualquer ganho (de vendas) pode ser a diferença entre continuar funcionando ou encerrar as atividades. O que a campanha comercial quer é exatamente evitar que outras Mesblas fechem em Londrina.
A outra colocação estranha do autor é sobre cuidar só de política. Se pedir que o dinheiro público resultado dos impostos que nós pagamos seja honrado representa pensar em política, isso deveria ser, como é, obrigação de todos os cidadãos. Pedir que denúncias de irregularidades com dinheiro do londrinense sejam investigadas e que os autores dos desvios, se houver, sejam punidos é outra obrigação de cada um de nós. A Acil, como entidade, sempre exerceu o seu papel de cidadã, de participante direta das questões mais importantes da comunidade, exatamente como querem os nossos associados, que são empresários contribuintes, geradores de emprego e de riqueza e pessoas de senso crítico e consciência comunitária.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Acil, Londrina.
IPE
Em resposta à carta do leitor João Antonio Micena Machado, publicada pela Folha de Londrina/Folha do Paraná na sua edição de quarta-feira, 3 de novembro, temos a esclarecer que, em virtude de liminares conseguidas na Justiça por servidores públicos, a implantação do atendimento médico previsto na ParanaPrevidência foi suspensa. O governo do Estado estuda uma solução para que os servidores de todo o Paraná tenham atendidas suas necessidades de assistência médica e hospitalar, em substituição aos serviços do IPE, que atualmente conta com estrutura de atendimento apenas em Curitiba e Londrina.
- SECRETARIA DE ESTADO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
MST em Curitiba
Quando se trata de questões ligadas ao MST, fico pensando como é que pode um grande número de pessoas ficarem esperando que o governo faça alguma coisa por elas. Já faz mais de 150 dias que o MST está acampado em frente ao Palácio e não foram tomadas medidas realmente sérias para acabar com esse problema. Todos os dias quando vou para a faculdade passo por ali e fico pensando: eu levanto cedo e estou estudando para relizar-me profissionalmente e também para sobreviver. Dou um duro danado para poder estudar, pois é preciso muito esforço e dedicação para levar uma vida acadêmica.
Quando vejo o MST, queria saber como que eles lutam por seus direitos sem estar realmente fazendo algo no acampamento. Passam o dia se divertindo com cantigas nos barracos e jogos esportivos e, vêm exigir que o governo dê terra para eles trabalharem? Curitiba já tem tantos pontos turísticos e com o acampamento dos sem-terra é mais um. O MST quer terra ou agora quer ser também ponto turístico de Curitiba? É lamentável que isso aconteça, é necessário medidas que acabem com essa situação. Acredito que se todos os problemas forem transformados em pontos turísticos isso se tornará um vergonha para nós.
- NANCYARA LIMA, estudante, Curitiba
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





