O leitor escreve
Lixão
Tenho a honra e o privilégio de ter nascido nesta bela cidade. Bela e pujante como sempre foi. Apesar de momentaneamente estar trabalhando no Rio de Janeiro, em função de oportunidades profissionais como vendedor, minha mulher e filhos continuam morando aqui. Prefiro sofrer um pouco com a distância, e vê-los quinzenalmente, do que os levar comigo e submetê-los ao sacrifício de viver nas péssimas condições dos grandes centros urbanos.
Mas o que desejo esclarecer, é que cada vez que volto a Londrina, além da sensação de bem-estar do retorno aos braços da família, sinto-me feliz em ver esta grande e progressista cidade, com seus enormes prédios que se espalham pelos bairros a partir do centro, vários clubes, o maravilhoso Igapó, universidades. Enfim, a imagem ideal para se viver e criar pacificamente os filhos.
No entanto, desejo ressaltar que esta jovem cidade pela qual tanto sou apaixonado, já dá algumas mostras preocupantes do progresso desordenado. Conforme o avião vai se aproximando e se preparando para pousar, verifico um lixão, que as autoridades sanitárias costumam denominar de aterro sanitário, a menos de 1.500 metros da cabeceira do aeroporto. Pior, sobre o lixão, como não poderia deixar de ser, sobrevoam tranquilamente inúmeros urubus, pondo em risco as aeronaves que se aproximam para pouso e decolagem no aeroporto.
Aliás, este não é o único risco que o lixão provoca para a comunidade. Pois, como se sabe, e já ficou comprovado, sua capacidade está esgotada, correndo o risco de vazar a lagoa de chorume (líquido decorrente da composição do lixo), com a contaminação de toda a água que serve a população.
Como londrinense apaixonado que sou, não posso ficar calado diante de tamanha omissão. Não posso cantar minha aldeia, como diria o poeta, sabendo que a qualquer momento poderemos ser objeto de vergonhoso noticiário nacional e até mesmo internacional com escandalosas manchetes decorrentes do vazamento tóxico da lagoa de chorume, um verdadeiro desastre ecológico.
- EDENIS ANTONIO DIAS, Londrina
Natal
Tenho acompanhado a evolução do Natal em nossa cidade com muito orgulho, recebo parentes de fora, e todo ano tenho uma nova visão de Londrina. Recebi, com certa tristeza, notícia de que este ano só vão incentivar prêmios. É pena! Além de política, o senhor Valter Orsi, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), deveria cuidar dos negócios de Londrina, pois as luzes atraem muita gente para a cidade. Cadê as alunas da UEL e seus projetos? Cadê a competição? Será que veremos outras Mesblas fecharem? Senhor Orsi, não cuide só de política. Cuide também do comércio e o incentive, trazendo visitantes a Londrina, Natal do Lago, Casa do Papai Noel.
- CARLOS MACHADO, Londrina
Gritos de socorro
É humanamente cruel fechar os olhos, cruzar os braços, tapar os ouvidos, negarmo-nos aos gritos de socorro daqueles infratores enjaulados nas diversas instituições da Febem espalhadas pelo País. Eles foram transformados em monstros: causa e consequência de uma parcela da sociedade totalmente descompromissada e desinteressada em cobrar uma política de governo que possa gerar caminhos que dê qualidade de uma vida digna para a maioria dos brasileiros que se encontram em condições miseráveis.
Esta pequena sociedade detentora do poder e de riquezas, que muitas vezes se alia aos desmandos do governo que não se preocupa em atender as necessidades básicas e fundamentais de cada cidadão, que viola direitos humanos, que não investe em educação, em saúde, em políticas que possam garantir a geração de empregos. Sim, esta pequena sociedade hoje entra em pânico e pede por segurança pública. O feitiço virou contra o feiticeiro. Esta sociedade, ao dar as costas ao grande problema a tamanha desigualdade social que ela mesma criou, que declara que a parcela da população que hoje vive em condições subumanas, já nasceram delinquentes e que por conta disso acabam praticando crimes, dando a impressão de que é da pobreza que sai tudo que não presta e da riqueza nasce tudo que é bom. Pergunto: um governo que desvia milhões em corrupção não é tão maior ou mais criminoso, quando faz milhões de vítimas se comparado aos meninos da Febem?
Hoje esta mesma sociedade que julga, condena, tortura e mata não faz menção em divulgar que violência é não ter escola pra formar cidadãos, casa pra morar, pão pra comer, remédio pra sanar a dor, chão pra plantar, lã pra esquentar o frio, água pra matar a sede, trabalho para alegrar o Homem e justiça pra combater desigualdades. Que Deus tenha piedade daqueles que silenciam diante de tamanha crueldade.
- LUCIA IRENE REALI LEMOS, do Centro de Direitos Humanos de Londrina
Recanto Maranata
Agradecemos a Deus e à Folha de Londrina/Folha do Paraná por todo o apoio que recebemos e ajuda que nos veio através das reportagens que tornaram conhecido o Recanto Maranata, pois estamos atravessando um grande deserto e nestas circunstâncias podemos ver que em Londrina há pessoas muito humanas, prontas para servir e ajudar, alguns empresários, outros não. A cada um que estendeu a mão e nos ajudou deixamos nosso agradecimento, pois não imaginam o quanto precisamos dessa ajuda. Em cada mês temos aluguel, água, luz, telefone e despesas da casa e não podemos fazer este trabalho sozinha.
Agradecemos a Deus por aquelas pessoas, pois vemos as mãos de Deus em cada ajuda. Vemos resposta às nossas orações. As portas do Recanto Maranata estão abertas para Londrina e região. Agradecemos também o apoio que o Conselho Tutelar nos tem dado. Ao Projeto Amigo também. Que Deus nos ajude a fazer um bom trabalho. Obrigada.
- ISABEL ESCUDEIRO BENTO, Recanto Maranata, Londrina
Jornada Médica
Agradecemos imensamente a valiosa participação deste jornal na 2ª Jornada Médica, de 6 a 9 de outubro. Os objetivos do evento foram plenamente atingidos, com significativa troca de experiências e atualização entre os participantes. Enfatizamos que o apoio da Folha de Londrina foi fundamental para o sucesso da iniciativa.
- OMAR GEMHA TAHA, coordenador da 2ª Jornada Médica, Londrina
Correção
Notícia É grave o estado de ciclista atropelado (página 1 do Caderno Londrina de terça-feira) contém equívoco sobre atitude do motorista envolvido. O motorista do Fiat Uno, Maurício Rodrigues Ferreira, prestou socorro à vítima e permaneceu no local do acidente até a chegada da viatura do Siate. A informação de que ele teria se evadido foi repassada à reportagem por fonte do Corpo de Bombeiros.
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