O Leitor Escreve
Violência
Nas últimas semanas a sociedade brasileira foi bombardeada por uma série de denúncias de violência contra os cidadãos, quer seja por parte de maus policiais militares que mataram e/ou espancaram, de jovens classe média brasilienses que condenaram à morte pelo fogo um índio pataxó que dormia em um ponto de ônibus, ou de sem-terra que condenaram à morte e fuzilaram friamente um segurança da Fazenda Borborema, em Tamarana. A princípio mostrou-se a violência produzida por PMs e tão repudiada por todos nós. No entanto, fato mais recente, tão execrável como aquele, surge da sociedade civil, envolvendo jovens classe média, presumivelmente pertencentes a famílias possuidoras de condições de bem educar os filhos.
Se somados, os fatos mostram que a violência não está inseminada tão somente na PM, mas, de forma geral, no próprio seio da sociedade, levando-nos à conclusão de que os comportamentos e valores sociais do povo brasileiro estão necessitando de mudanças. Uma sociedade democrática e civilizada não admite cidadãos dirigindo embriagados, avançando sinais vermelhos, atropelando, matando e ficando impunes, queimando índios como se procedia na Inquisição, e permitindo que velhos, crianças e doentes morram na porta dos hospitais e aposentados torturados nas filas do INSS e do SUS. Como podemos exigir uma polícia perfeita em meio a tantas imperfeições?
A melhoria de uma sociedade só é possível pelo caminho da mudança cultural. Talvez a imprensa nacional esteja precisando dirigir suas câmeras, flashes e canetas para as notícias e os programas instrutivos e enaltecedores da moral e dos bons costumes.
- ADALBERTO PEREIRA, presidente da Câmara de Vereadores de Londrina
Buracos na 376
Manifesto minha indignação a respeito das péssimas condições da rodovia 376, principal ligação entre Curitiba e o Norte do Paraná. Usuária dela algumas vezes, tive quebradas as quatro rodas, pneus furados, transtornos por exigência de horário de curso na Capital, além de prejuízos financeiros não ressarcidos, em função de uma cratera no asfalto, a aproximadamente 5 quilômetros do Posto Imbaú, impossível de ser contornada. Acidentes ali ocorrem seguidamente. Sugiro que os que preferem discutir a paternidade da rodovia preocupem-se em discutir a manutenção, pois aquela cratera, como outras que observei, pode causar acidentes mais graves do que o meu. Além da possibilidade de o veículo ficar desgovernado, provocando batida em outros, ou despencar num riacho embaixo de uma ponte, a 30 metros dali. Quem vai ressarcir dos meus prejuízos?
- SAFIRA HERMES DE OLIVEIRA, Londrina
Chupa-cabra
Em 1990, quando me dirigia de bicicleta ao trabalho, pela Rodovia Celso Garcia Cid, por volta das 5 horas da manhã, deparei com uma criatura anormal, igual a relatada pelo tratorista Alaor, citado na matéria de 11 de maio. O estranho animal perseguiu-me num percurso de cerca de mil metros e desapareceu instantaneamente.
- ANDRÉ BARROS AGUIAR, Londrina
Lerner no PSDB
Como um dos articuladores contrários à entrada de Jaime Lerner no PSDB e membro do Diretório Estadual do partido, achei que noticiaram o episódio com imparcialidade e de forma fiel aos fatos. Só lamento que a Folha de Londrina não tenha tido esse cuidado durante o processo, desde o seu início até aquela reunião histórica. Mas a Folha é patrimônio do povo paranaense e assim devemos respeitá-la.
- CARLOS ALBERTO DE SOUZA, Londrina
N.R.- Não concordamos com a crítica do leitor. Nossa imparcialidade e fidelidade aos fatos ocorreram durante todo o processo, desde o seu início até a reunião histórica.
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