O leitor escreve
Aborto
Nos tempos modernos, mentalidades existem que pugnam pelo desaparecimento das noções religiosas do coração dos homens, trabalhadas por idéias excêntricas, sem perceberem as graves responsabilidades dos seus labores intelectuais, porquanto hão de colher o fruto amargo das sementes amargas que plantam nas almas jovens e indecisas. São mentalidades como a do bispo Edir Macedo, ao defender a legalização do aborto no País, conclamando através dos bispos ao público (184.276 presentes) a comprar o jornal e conhecer a sua opinião sobre o aborto.
Defendendo o aborto o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus? Bispo? Igreja? Não nos esqueçamos que nos primitivos movimentos de propaganda da nova fé, não possuiam nenhuma supremacia os bispos romanos, entre os seus companheiros de episcopado e a igreja era pura e simples. Igreja? As igrejas são sempre santas em seus fundamentos e o sacerdócio será sempre divino quando cuide essencialmente da Verdade de Deus, mas o sacerdócio político jamais atenderá a sede espiritual da civilização.
Sem o sopro divino, as personalidades religiosas poderão inspirar respeito e admiração, menos a fé e a confiança. Fica o questionamento sobre a posição do bispo, será a Verdade de Deus, que nos ensina Não Matarás, ou será uma oposição a restrição do aborto defendida pela Igreja Católica? Um bispo que diz defender o aborto se a mãe não tiver condições, não pode inspirar fé e confiança pois, se Maria de Nazaré assim tivesse pensado, o nosso Mestre Jesus não teria nascido num estábulo e, não poderia ter-nos mostrado a luz da humildade e do amor através de sua mensagem. Onde está a fé nas palavras bíblicas confia no Senhor e o mais Ele fará?
- DOROTÉIA CRISTINA ZIEL SILVEIRA, nutricionista, Londrina
Dia da Juventude
O Dia Nacional da Juventude é um dia criado pela Pastoral da Juventude do Brasil (Dia da Juventude reúne 800 pessoas em Londrina notícia publicada dia 1º). Este evento é feito com objetivo de anunciar uma proposta libertadora para a juventude bem como denunciar as injustiças cometidas contra ela, como o caso da Febem, por exemplo. De acordo com a realidade de cada região, a PJB se organiza através de quatro pastorais juvenis específicas: Pastoral da Juventude (PJ), Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude Rural (PJR) e Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP).
Cada uma destas tem uma forma particular de tratar de assuntos relacionados com espiritualidade, mística, missão e ação. Como participante de uma destas específicas, a PJMP, vejo que é de suma importância que os jovens tomem consciência da existência destas pastorais, pois através de sua realidade poderão assumir um trabalho transformador na sociedade. A PJMP está diretamente ligada a tal transformação, por ser uma específica situada concretamente na periferia dos grandes centros.
- EDUARDO TOLOMEOTTI, Londrina
Bingos
A tênue linha que separa a inocente e divertida fezinha do vício destrutivo que, em alguns casos, draga patrimônios inteiros, torna o jogo algo particularmente perigoso. Portanto, merece atenção da parte pensante da sociedade, especialmente seu representante maior, isto é, o governo. O jogo institucionalizado, de responsabilidade da Caixa Econômica Federal e órgãos estaduais tem uma maior imunização a sonegação, ilegalidades etc. Esses órgãos podem efetivamente destinar parte de sua receita para a sociedade, mas o mesmo não se pode dizer da jogatina em mãos privadas.
Basta ver o caso dos bicheiros espalhados pelo País, além de inúmeros exemplos no exterior, para se constatar que o jogo anda de mãos dadas com a lavagem de dinheiro, o tráfico de drogas, a exploração da prostituição, homicídios e coisas do gênero. A natureza do jogo atrai todas essas outras atividades como um ímã, especialmente se estiver em mãos de particulares. Vem em boa hora, portanto, esse cerco aos bingos por parte do governo federal para brecar esse incipiente processo de mafialização. Resta torcer para que toda essa investigação seja efetivamente séria. Se for, merecerá aplausos o governo, pois estará atendendo, de fato, o interesse social, razão pelo qual, em última análise, ele existe.
- TÉRCIO TOKANO, Rolândia
IPE
Somos profissionais corretos, pagamos nossos impostos em dia, cumprimos com nosso dever de educadores, pagamos nossas contribuições para a previdência e a saúde dentro da lei, e na hora que precisamos de atendimento hospitalar, não sabemos onde procurar. O que o governo do Estado do Paraná está fazendo conosco é vergonhoso. Com o salário que ganhamos não podemos pagar um plano de saúde particular. Senhor governador, o problema é grave; pelo amor de Deus, resolva esse problema do IPE. Não temos nenhuma segurança no dia-a-dia, quando precisamos de assistência médica e não temos dinheiro suficiente para cobrir os custos. Venho contribuindo há 28 anos. Já paguei a conta. Cadê o dinheiro?
- JOÃO ANTONIO MICENA MACHADO, professor, Campina da Lagoa
O Peixinho
A escola O Peixinho completou, faz pouco, trinta anos de atividade. Uma eficiente e carinhosa educação de crianças. Sem dúvida, uma complementação ideal da educação familiar que, como afirmam, deve ser a primeira escola dos filhos. Muitas vezes, em força das atuais circunstâncias, escola estilo O Peixinho substitui, com vantagem, o trabalho primordial dos pais. Que o digam todos os que, à dedicação de Márcia e de suas seletas auxiliares, entregam confiantes seus pupilos.
E com inteira admiração e sincero e rasgado agradecimento. Por isso mesmo senti-me na estrita e gostosa obrigação de lhe tributar a merecida homenagem. Afinal, uma fadiga persistente e amorosa de trinta anos, não se paga com cifra de reais nem com escolhidos presentes. Paga-se com reconhecimento e aplauso. Nem com muitas e sonoras palavras. Paga-se com o coração. Fazemo-lo, acredito eu, representando pais e mães que hoje abençoam as sementes fortes e suaves lançadas na terra virgem por mãos benfazejas. Lá de cima chovam sobre a Escola O Peixinho torrentes de conforto e de estímulo. Importa, sim, persistir e crescer para alegria de todos nós.
- EDUARDO AFONSO, professor, Londrina
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