O leitor escreve
Servidor público
A situação geral dos servidores públicos no Brasil apresenta as mesmas dificuldades e problemas, independente da categoria destes trabalhadores. No Paraná, a situação é a mais diversa possível, mudando de categoria para categoria. Quando se trata dos Três Poderes, o quadro é ainda mais variado. No âmbito do Poder Executivo, no Quadro Geral do Estado estão os salários mais baixos, destacando-se os níveis operacional e médio, cujos valores variam de R$ 141,00 a R$ 494,00. Amargam quatro anos e dois meses sem qualquer reajuste salarial. No âmbito do Poder Judiciário a realidade não é melhor. Predominam a desvalorização dos serviços públicos e o desprezo pela situação dos servidores.
Há muito tempo que o quadro é esse. O Sindi/Seab e demais sindicatos não cansam de denunciar tal realidade. Só o governo do Estado não vê ou finge inexistir problemas a resolver. Centenas de milhares de servidores fazem incansável ginástica todos os meses para completar o orçamento doméstico. Enquanto a situação piora a cada dia, o governo do Estado diz que não pode conceder reajuste para não aumentar as despesas com folha de pagamento.
Ontem foi o Dia do Servidor Público. Os funcionários públicos estaduais tiveram poucos motivos para comemorar. O único, talvez, seja o emprego que possuem, ao contrário do 10 milhões de brasileiros desempregados. Muitos são os problemas: implementação do ajuste neoliberal via desmonte dos serviços públicos (privatizações, cortes de verbas de custeio, terceirizações etc.), congelamento de salários, precarização e piora das condições de trabalho, perdas de direitos, férias vencidas em janeiro e até agora não pagas, impossibilidade de ascensão e aperfeiçoamento profissional, IPE-saúde inviabilizado pelas dívidas com os prestadores, vencidas desde janeiro, e outros. Na outra ponta estão os cidadãos, amargando dificuldades permanentes de acesso aos serviços públicos, por causa da queda da qualidade e da quantidade de serviços prestados.
- ROBERTO DE ANDRADE SILVA, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais da Agricultura, Meio Ambiente, Fundepar e Afins, Curitiba
Salário
Estamos na era da informática. Modelos arcaicos, nos mais variados segmentos da sociedade, devem ser repensados e modernizados. Cabe aos legisladores, àqueles que tenham competência para o cargo que ocupam, modernizar e proporcionar o bem-estar ao povo. Cito, como exemplo, uma injustiça que todos acatam passivamente, como cordeiros: o trabalhador brasileiro labuta 30 dias para só então receber míseros reais. Não é justo! Adotando-se o pagamento semanal ou no máximo a cada dez dias, o trabalhador será beneficiado, circulará a economia e o empresário patrão não sofrerá consequências.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Rei dos pobres
Em atual pesquisa realizada no País chegou-se à conclusão de que 50% da população brasileira está incluída na classe dos pobres e miseráveis. Diante dessa situação, nossos políticos estão se preocupando, pois como os pobres são quase a maioria, o essencial será passar para o lado dessa classe. Está sendo almejado por alguns de nossos políticos o cargo de rei dos pobres, aquele que vai ser o encarregado de combater a miséria, o defensor dos fracos e oprimidos, pois a miséria gera fome, que gera cesta básica, que por consequência gera o voto. Para este cargo utópico, dois nomes já estão em ascensão: Lula e ACM, que em recente seminário em São Paulo apresentaram idéias de erradicação da pobreza.
Suas idéias no papel são como um passe de mágica para o fim dos pobres, mas a realidade não é esta. Sabemos que para acabar com ela é necessário acabar com os problemas sociais, políticos e econômicos que o País atravessa. Mas os nossos candidatos a rei dos pobres não podem lançar idéias a longo prazo, pois eleições são frequentes em nosso país, e o povo está precisando ser conquistado urgentemente. Por isso está aberta a temporada de caça aos pobres. Aquele que conseguir conquistar a confiança deles será aclamado como rei, mas uma espécie de rei que representa, mas não governa. Além do mais, a classe não pode ser extinta a preço de banana. O que o representante dará a seus súditos é apenas a esperança de que um dia poderão deixar de ser pobres, e como a esperança é a última que morre, enquanto esta não morrer os votos continuarão a ser trocados por promessas.
- FRANCISCO ANTONIO BONI, Santa Cruz do Monte Castelo
Combustíveis
O argumento dos donos de postos de gasolina de que a culpa pelos aumentos dos combustíveis é das distribuidoras é de partir o coração. Comovido com esta situação, gostaria de ajudá-los dando uma dica: levando-se em conta o preço dos combustíveis praticados nas cidades vizinhas a Londrina, poderiam fazer como muitos consumidores daqui estão fazendo, importando gasolina de lá. Com um pouco de sorte, talvez até descubram de qual planeta provêm as distribuidoras que abastecem essas cidades.
- JORGISNEI FERREIRA DE REZENDE, Londrina
Futebol
É necessário que toda a atenção do Brasil esportivo esteja direcionada para a CBF. É que depois do fracasso em trazer ilegalmente o Fluminense/RJ para a Primeira Divisão, a entidade sabe-se impotente para tentar o mesmo pelo Botafogo/RJ. Por isso, daqui por diante ela vai centrar todos os esforços para impedir que o Botafogo/RJ caia para a Segunda Divisão. Os artifícios ilegais serão os mesmos de sempre: efeitos-suspensivos, perda do mando de campo dos futuros adversários do Botafogo/RJ e por último a escalação de juízes favoráveis ao Botafogo/RJ nos jogos de seus interesses.
Para felicidade geral do País, a CBF está tentando atropelar agora o São Paulo, campeão mundial e um dos maiores representantes do maior e mais importante Estado do Brasil, São Paulo. A CBF não vai conseguir, é claro. Mas amanhã, a tentativa de armação pode ser contra o Vitória, ou o Cruzeiro, o Sport, ou o Grêmio. E contra nós, a CBF pode. Afinal, a entidade deu há pouco tempo ao time do Vasco da Gama o que ele não conseguiu em campo contra o Paraná.
O Brasil esportivo tem que tirar a CBF das mãos dos cariocas, sediá-la em Brasília e elaborar regras para que a composição do seu corpo de juízes e de advogados seja equanimemente representativa de todas as regiões do Brasil.
- LUIS GABRIEL ANDRADE BRANDÃO, Salvador
Correção - Diferentemente do que foi informado na página 4 da Folha Economia de ontem, o 1º Leilão Mulheres de gado de corte será realizado no próximo dia 8 de novembro.
- Na página 9 da edição de hoje da Folha da Sexta, a data do show do Rappa está incorreta; o show acontece amanhã no Cinema Café.
- Número de vilas rurais inauguradas pelo governo do Paraná é 420 e não 720 como constou ontem da notícia Lerner inaugura obras no Norte Pioneiro (Geral, página 7 do primeiro caderno).
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





