O leitor escreve
Proibido para menores (1)
A respeito do artigo Proibido para menores da presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região em Curitiba, Adriana Nucci Paes Cruz: é lamentável constatar que uma representante da Justiça do Trabalho não partilhe da luta pelos direitos das crianças e adolescentes do nosso Brasil. Não podemos justificar a exploração do trabalho infantil com as condições de pobreza do nosso povo; devemos unir esforços para alcançar uma melhor distribuição de riquezas. No Paraná, segundo dados da PEA-97 (População Economicamente Ativa), em torno de 3,5% das crianças entre 10 e 14 anos estão no mercado de trabalho (informal, é claro), muitas em atividades de risco como a agricultura, expostos precocemente a intoxicação por agrotóxicos.
Se o menino em questão conseguia frequentar a escola, podemos dizer que ele é um resistente. Mas sabemos que seu rendimento escolar está comprometido, comprometendo ainda mais as chances de colocação no mercado de trabalho quando tiver idade para isso, e consequentemente as chances de conseguir por seus esforços comprar uma casa onde tenha um quarto só para si.
Para todos os que pensam como a ilustre presidente do Tribunal Regional do Trabalho, sugiro para reflexão: Seus filhos irão trabalhar antes dos 16 anos?; Foi ingressando precocemente no mercado de trabalho que conseguiram conquistar uma escolaridade mais elevada, concluindo um curso superior e tendo uma profissão?
Ainda quanto ao relato do programa de TV assistido, porque este não ofereceu um emprego para a mãe do menino? Podiam ter viabilizado uma creche para o pequeno e garantido a exclusividade de frequência escolar ao menino de 10 anos. Vamos todos nos indignar, sim, com as condições de pobreza que vive o nosso povo e exigir das autoridades competentes (poderes Executivo, Legislativo e Judiciário) as medidas necessárias para a melhoria da qualidade de vida de todos os brasileiros, tais como políticas que aumentem os postos de trabalho para os pais dessas crianças, escola, creches e saúde pública de qualidade.
- SUELY DE ALMEIDA COUTINHO, assistente social, Curitiba
Proibido para menores (2)
Certamente o pensamento da articulista não expressa o seu desejo quanto às atividades a ser desenvolvidas pelos seus ou pelas suas filhas, se os tiver, nem mesmo para os afortunados parentes próximos! O que leva um ser humano a tergiversar sobre a situação de vida, imposta à maioria da população do planeta pelo capitalismo, é a ausência de conhecimento sobre a realidade. E no caso em questão, fica difícil justificar na medida em que o cargo que ocupa deveria manter um cotidiano repleto de estudos e momentos de reflexão acerca da origem dos acontecimentos que estão levando a humanidade a um processo acelerado de barbarização, excluindo milhões de pessoas do sistema social de produção, do acesso à saúde, à educação, da habitação, para exemplicar resumidamente.
Ela deveria, sim, estar preocupada em participar ativamente das lutas que visam transformar este estado de coisas, ao invés de contribuir para aumentar as diferenças existentes entre a sua condição de vida e a daquela família que lhe proporcionou momentos de deleite. A existência dos miseráveis justifica a permanência da concentração da riqueza. A bem da verdade sugiro que sejam publicadas mais matérias a respeito do assunto, a fim de contribuir para que a população possa continuar tendo esperança na Justiça.
- OLGA ESTEFANIA, Curitiba
Falta de segurança
Na semana passada, uma carta de minha autoria foi publicada nesta seção. A mensagem se referia a um assalto em minha residência, localizada no Conjunto João Paz (Londrina), de onde levaram vários objetos. Porém, outro roubo aconteceu. Hoje (25) flagrei um marginal dentro da despensa da casa pronto para iniciar o roubo. O que revolta é a falta de segurança. O número de furtos neste conjunto habitacional que faz fundos com a Quadra Norte é incrível. A polícia faz poucas rondas nesta área. Esta área ainda é escura e possui poucas moradias. É necessário aumentar a patrulha, principalmente no período noturno.
- JAIR SIENA, Londrina
Promessas
Leitor assíduo da Folha há muitos anos, não poderia deixar de comentar sobre a polêmica discussão entre o prefeito Jocelito Canto, de Ponta Grossa, e o governador Jaime Lerner (Canto e Lerner trocam ofensas notícia publicada dia 20). Na minha opinião, o prefeito Jocelito Canto foi muito macho, isso porque ele é um cidadão simples, sem cartucho de bacharel, penso eu, mas muito inteligente e para a classe mais humilde da sociedade, ele deve ser um bom prefeito. Senhor governador, Vossa Excelência, quando for reivindicado pelos representantes legítimos do povo sobre remessas, eleitorais ou não, o dever do chefe maior do Estado é atender a todos sem distinção e o principal é estar bem preparado nas ocasiões das reivindicações do povo do Paraná. A sociedade paranaense, da qual faço parte há 30 anos, com 29 anos de magistério público estadual, está cheia de tantas promessas e pouco de concreto como resposta.
- JOÃO ANTONIO MICENA MACHADO, professor, Campina da Lagoa
Mau cheiro
Essa conversa de (solução ao mau cheiro) já rola desde 1996 quando a Estação de Tratamento de Esgoto da Sanepar no Conjunto Eucaliptos (em Londrina) entrou em funcionamento (Mau cheiro ainda é problema, reportagem publicada ontem no Caderno Londrina). Promessas já foram feitas a nós, moradores, e não acredito nessa desculpa. Tempo tiveram até demais, como se só conversa bastasse. A Sanepar é um órgão estadual de economia mista que recebe para servir o contribuinte, o que deveria acontecer neste País. Chega de papo furado. Quero ver soluções. Chega de impunidade. Que seja cumprido o que está na lei contra o meio ambiente.
- FRANSNY C. MARCELINO, Londrina
Correção - A brasileira que morreu nos Estados Unidos, no mês passado, Gislaine Molinari da Costa, não era faxineira como foi divulgado pela Folha no dia 15. Ela tinha uma empresa de prestação de serviços. Segundo a irmã de Gislaine, Josiane Lima, a data da morte foi 27 de setembro e o corpo chegou ao Brasil dia 30, sendo sepultado em Ponta Grossa, dia 1º de outubro. Josiane também informou que o médico que fez a curetagem em Gislaine era de confiança dela, sendo o responsável pelo parto de seus dois outros filhos. Gislaine morreu por causa de uma perfuração no intestino, ocorrida durante a curetagem realizada no Hospital Saint-James.
- Primeira página da Folha do Paraná de ontem inverteu indicação de ordem de personagens do título-legenda Vencer ou vencer. O atacante Márcio, do Paraná, está à esquerda, e o atacante Basílio, do Coritiba, está à direita.
- Motorista Antonio Fernandes de Souza, que conduzia carreta-tanque que tombou na BR-376, não morreu no acidente, como foi publicado incorretamente na primeira página de ontem.
- Por erro de informação da Polícia Rodoviária, consultada pelo telefone, o nome de motorista de carreta envolvida em outro acidente, também na BR-376, com um Gol, foi publicado em Folha Cidades de ontem como vítima fatal. A vítima fatal é o representante comercial José Aparecido Albergoni, de Jandaia do Sul.
- No título principal da página 3 da Folha Dois de ontem, o correto é Festival começa com música.
- No subtítulo do título principal da página 1 da Folha Economia de ontem, o correto é Categorias profissionais começam a obter, através de negociação ou julgamento, reajustes que recompõem o valor dos salários.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





