O leitor escreve
Horário do comércio
Parabenizamos Antonio Sampaio Andrade pelo artigo publicado dia 21, cujo assunto vem ao encontro dos nossos anseios, conforme nossa carta publicada na seção O Leitor Escreve, dia 20. Há mais de sete anos lutamos pela flexibilização do horário comercial de Londrina, em especial, pela igualdade. Não há justificativa para tanta retaliação do comércio central. Desejamos tão-somente a abertura do comércio de segunda a sexta-feira, das 9 às 19 horas e aos sábados das 9 às 18 horas, já concedido há tempo às lojas de departamentos. Por que somente estas gozam de tal privilégio? Onde está o direito à isonomia?
No próximo mês será inaugurado o Shopping Royal Plaza. Como ficará nosso comércio central após essa abertura? Como poderão os lojistas concorrer com tanta disparidade, já que os shoppings são privilegiados com horário diferenciado de atendimento? Não podemos assistir passivamente ao fechamento urgente de mais lojas centrais e dispensa de empregados. Não podemos admitir que comerciantes tradicionais, que vêm investindo e acreditando em Londrina há mais de 40 anos estejam à margem da modernização, limitados no horário de atendimento, vetados por leis antigas e discriminatórias.
Portanto, quando deparamos com cidadãos como Sampaio Andrade, que pensam grande, com opinião esclarecida sobre a inevitável mudança do Código de Postura do Município, no que tange ao horário comercial, é que encontramos força e ânimo para continuarmos nossa luta.
- SINEZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Regional
Câmara
Os episódios que culminaram no adiamento da votação da criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar irregularidades ocorridas na Comurb e na AMA em Londrina são típicos de uma manobra política vergonhosa. É um exemplo clássico de manipulação de massas. Quem não deve não teme. Mostrem dignidade e prestem contas de onde o dinheiro do IPTU e de outras taxas municipais é aplicado em prol da comunidade londrinense. Quem será que lotou três ônibus para tumultuar a sessão na Câmara de Vereadores e provocar o adiamento da aludida votação? Será que é difícil descobrir? A quem servir a carapuça que a vista.
- MÁRCIO AUGUSTO NASCIMENTO, Londrina
Cinema
A venda daquele cinema não vai apagar a história de Maringá (Universal inaugura igreja no antigo Cine Maringá, reportagem publicada dia 21). A verdadeira história fica dentro de cada um de nós. Um prédio precisa cuidados e muito investimento, ainda mais se tratando de um patrimônio histórico. Estando sob os cuidados de alguma entidade, empresa ou igreja, vai estar bem cuidado, pelo menos estará conservado, proporcionando utilidade para a comunidade. Como a venda do cinema é para uma igreja evangélica, nota-se que há preconceitos quanto a religião, principalmente quanto aos evangélicos. Existem pessoas que querem enganar os outros, sem dúvida, mas isso não nos dá o direito de julgar uns aos outros. Cabe a cada pessoa ver o que é bom para si, pois o que é bom para mim, pode não ser para outros. É como um remédio que serve para mim mas não serve para você.
O que uma edificação pode fazer por você? O que uma igreja que fala de Jesus para as pessoas pode fazer por você? Um prédio vai nos trazer lembranças do passado, às vezes tristezas vividas e muitas vezes muitas alegrias, mas não deixam de ser lembranças e passado. Enquanto uma igreja neste prédio, ao mesmo tempo que traz essas lembranças, pode oferecer um novo estilo de vida, onde você não vai viver de lembranças, mas sim de coisas novas e alegres, você terá a oportunidade de conhecer alguém que um dia em um lugar muito distante daqui, não se importava com prédios, mas se importava e ainda se importa com a sua vida. Essa pessoa se importa tanto com você que morreu por você e ama você, portanto ao invés de criticar, agradeça.
Você já imaginou se ao invés de ser uma igreja que irá cuidar desse prédio fosse uma boate onde haveria bagunça e destruição? Não quero mudar a sua opinião, mas mostrar a você que é possível manter um patrimônio histórico. Sou cristão, e louvo a Deus porque um dia Ele me amou, primeiro entregando seu filho único para que todo aquele que nEle crê não morra, mas tenha a vida eterna.
- CARLOS ROBERTO CARRARO, Londrina
Emergentes
Diversas colunas sociais publicaram na semana passada notas sobre a festa de aniversário do cão da emergente carioca Vera Loyola. É um absurdo. Não dá para imaginar que fatos assim continuem acontecendo neste País e ainda, ganhando espaço na mídia. Esta senhora é uma prova viva de que vivemos num país sem limites, totalmente surrealista e desumano.
Como pode alguém, em sã consciência, promover uma festa pra cachorro com tal nível de requinte, quando vivemos em um país e num mundo, onde grande parte da população passa e morre de fome, além de outras mazelas deploráveis?
Ela é considerada emergente em que ou no quê? Só se for em incapacidade de ser gente, de ser cidadã. A atitude dessa senhora indigna qualquer um que tenha um mínimo de visão de mundo. E não só a dela, mas de todos os que compactuem com esse tipo de mentalidade medíocre, desumana e hipócrita.
É uma total inversão de valores o que percebemos neste fato e em tantos outros que ocorrem diariamente no Brasil e em muitos outros lugares do mundo. Emergente! Talvez, seja exatamente isso. Tornar-se desprovido de sensibilidade, de civilidade e de humanidade. Pobres seres humanos. Pobres cachorros ricos e pobres.
- VERÔNICA MACEDO, jornalista, Curitiba
Direitos da criança
No começo deste mês foi realizada em Curitiba a 2ª Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente. Chegou-se à conclusão que é necessária uma divulgação mais ampla do Estatuto da Criança e do Adolescente. Uma das formas mais eficazes para implantação desta proposta é incluir o Estatuto como disciplina para os alunos do 1º ao 3º graus na rede de ensino. Objetivando a conscientização e o interesse da população sobre os direitos da criança e do adolescente, o melhor meio para atingir o objetivo é iniciar isso através da escola, tendo em vista ser a base da formação do cidadão. A conferência também debateu o estatuto, sua aplicação no Estado e apontou a importância de fiscalizar seu cumprimento para garantir os direitos da criança e do adolescente.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
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