O leitor escreve
Classe média
Nesta terra chamada Brasil, temos vivido vários contrastes. Observando o cenário atual é possível ver o deterioramento das classes média, pobre e paupérrima. A classe média luta para conseguir seu patrimônio honestamente e está ameaçada, por diversos movimentos, a exemplo das greves de transporte prejudicando o funcionamento das empresas e indústrias que ainda dão emprego, fazendo todos sofrerem. O desemprego desenfreado deixa sem alternativa o pai de família.
A competição mercadológica e financeira das grandes instituições tenta banir de vez a micro e a pequena empresa. Sou brasileiro, cristão, e o que se apresenta neste quadro é que estamos vivendo uma transferência de responsabilidade. As classes estão entrando em choque e estamos participando sem nada fazer. As classes estão reféns do sistema que não tem poder de resolver os problemas e produz a desestabilização. Será que isso é justo? Quanto isso poderá custar a todos nós? Será que a classe média vai desaparecer? E as demais onde estarão? Seremos os sem-classe, sem-empresa e sem-país?
Temos que nos unir para que todos saibam cobrar os nossos direitos de cidadania, pois não chegaremos a lugar nenhum se não aplicarmos o nosso direito. Todos poderão perder e esse País se dividirá em duas classes: os muito ricos, que serão a minoria, e os pobres, que dependerão dessa minoria. É onde ficaremos, com a mão estendida pedindo auxílio para resolver os nossos direitos.
- JOSÉ ANTONIO BERNARDI, empresário, Londrina
Golfinhos
Manifesto minha indignação com a crueldade praticada por japoneses para com indefesos e amigos golfinhos. Li numa reportagem que é tradição japonesa castigar os golfinhos, porém penso que isso não é tradição, e sim maldade. Tradição é algo que construímos com coisas boas e bonitas, mas castigar golfinhos é repugnante e deveria ser enquadrado como crime hediondo e os assassinos ser presos sem ter direito à fiança.
Se isso for mesmo tradição sinto vergonha de ser descendente de japoneses. Isso não é coisa normal. Manter uma tradição dessa é ridículo, horrendo. Japoneses dizem que castigam os golfinhos porque estes comem muitas lulas, mas acho que é um ato de sobrevivência deles. Não há como castigá-los. Os homens é que estão invadindo o território deles e isso eles não vêem. Nesta hora, as sociedades protetoras dos animais deveriam tomar providências, punindo e impedindo a prática de tal crueldade e violência com os animais indefesos, que nada fizeram de errado. Os golfinhos são amigos dos homens.
- EMILIA KAMEO, Londrina
Bingo
Enquanto políticos de todas as facções brigam pelo controle de atividades que geram receitas, o ministro Rafael Greca abre mão do controle do jogo (bingos) em prol de uma entidade que a meu ver é qualificada para controlá-lo. Para os bingos honestos acredito que será mais produtivo tratar com a Caixa Econômica do que com o governo do Estado. O jogo pode ser um grande gerador de receitas e empregos desde que seja regulamentado e não usado ilegalmente na periferia servindo de isca para as pessoas de baixa renda. É gratificante observar atitudes como estas partindo de um político paranaense.
- EDUY DE AZEVEDO, Arapongas
Ônibus para a Câmara
Ônibus de graça para a Câmara de Vereadores pessoal. Quem vai? Estou desempregado mesmo! Vou dar uma voltinha. Eis aí uma clara demonstração do uso da desinformação alheia aliado ao oportunismo de certos espertalhões. Tão claramente visto nas mais importantes tomadas de decisões em nosso País, já é de praxe lotar ônibus de pessoas desinformadas para que se faça pressão sobre nossos dirigentes, quando a saída mais lógica seria um diálogo menos agressivo. Acabam estas pessoas virando escudos para uma promoção futura ou até mesmo para satisfazer o ego tumultuado dos oportunistas de plantão. Como sempre visto por meios de comunicação, estes incidentes geralmente acontecem sem mesmo que a pessoa, arrastada até ali, saiba do que se trata. O estádio lotado não dá a certeza de vitória ao Tubarão, assim como as galerias do nosso Legislativo.
Claro que não podemos, em momento algum, deixar passar o calote dado à população, pois dela provém o sustento das administrações públicas. Devemos sim, dar crédito à Justiça. Contestar, protestar, reivindicar nossos direitos de cidadãos, mas de forma ordenada. Nos colocarmos de frente ao debate, mostrando nossa ciência perante os fatos, mas sem inflamar pessoas já tão sofridas e fazê-los passar por mais uma humilhação, é certeza de que todo o processo correrá claro e de melhor satisfação a toda a população.
- RAFAEL NUNES PISTORI, Londrina
Renovação da frota
Recentemente, as montadoras romperam acordo com o governo e aumentaram os preços. Neste momento, elas estão recusando acordo com os metalúrgicos para tornar menos chocante a diversidade salarial (mais de 150%) entre o Sul e o Norte. Mas foi publicado dia 17 que a Anfavea está pressionando o governo para que aprove, sem mais tardança, o acordo de renovação das frotas de veículos automotores, graças aos quais as montadoras poderão vender sempre pelos preços acrescidos mais 400 mil carros por ano, pelo menos.
Esse negócio de renovação antecipada e total das frotas de carros implica grandes e desnecessários dispêndios dos cofres públicos e renúncia fiscal que estimule os particulares a fazer o mesmo. Donde se conclui que essas multinacionais são insaciáveis e o governo brasileiro, mais uma vez, as atenderá.
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília
Cumprimento
Parabéns à jornalista Érika Pelegrino pela reportagem Fé, música e causas sociais, publicada dia 21. Padre Roque realmente é um homem abençoado por Deus e que está levando muitos jovens, adolescentes e casais ao encontro de Jesus Cristo.
- CARLOS EDUARDO PELEGRINI, Londrina
Correção Na reportagem sobre combustíveis publicada ontem na Folha Economia, na página 3, houve um erro de digitação. O litro da gasolina no Posto Corujão, que custava R$ 1,35, baixou para R$ 1,07 porque, segundo o dono do posto, Antonio Carlos de Camargo, a Distribuidora Shell também reduziu o preço do litro de R$ 1,12 para R$ 1,00 e não R$ 1,07 como foi publicado.
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