O leitor escreve
Violência
Precisamos sacudir as consciências. Assim, apresentamos nosso total apoio à campanha deflagrada pelos veículos de comunicação de Londrina, a Acil, o Conselho Comunitário de Segurança, e outros, numa iniciativa ímpar. Londrina exige o fim da violência, movimento que vem ao encontro das necessidades básicas da população, enquadrando-se perfeitamente com a ideologia da nossa Ordem, tem apoio irrestrito. A população londrinense coloca-se, desde agora, em estado de alerta permanente. A insegurança e o medo precisam dar lugar à esperança. Londrina, conte conosco!
- JORGE ZEVE COIMBRA, presidente da Loja Maçônica Regeneração 3 ª, Londrina
Polêmica (1)
Em nota publicada na Folha de Londrina, datada do dia 20, no caderno Londrina, o presidente da Câmara de Vereadores, Renato Araújo, classificou de levianos e irresponsáveis os dirigentes das entidades organizadas, que foram ao Fórum verificar o andamento das investigações sobre supostas irregularidades cometidas pelo Poder Público. Acho uma temeridade um homem eleito pela comunidade como seu representante, fazer essa classificação de pessoas e entidades organizadas e idôneas, inclusive do senhor arcebispo metropolitano. Senhor Renato: quando os responsáveis não tomam nenhuma atitude contra propalados desmandos na administração pública, os irresponsáveis terão de fazê-lo.
- SILAS CAPELO, Londrina
Polêmica (2)
A Câmara Municipal de Londrina não está omissa e nem com os olhos fechados aos alardeantes e espalhafatosos comentários envolvendo a administração municipal (AMA-Comurb-Sercomtel). A Câmara Municipal está de sentinela, mas não participa de forma leviana e irresponsável. A Câmara, os Vereadores devem observar as normas legais. Vejamos os dispositivos legais que regem a matéria referente às comissões de inquérito.
1º) A Constituição Federal, no seu artigo 58, inciso VI, 3º, diz que a comissão de inquérito é formada para apuração de fato determinado com prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que este promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
2º) A Lei Orgânica do Município, em seu artigo 24, inciso VI, º 3º, diz que as Comissões Especiais de Inquéritos serão criadas para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público para que este promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
3º) O Regimento Interno da Câmara Municipal diz em seu artigo 79 que a Comissão Especial de Inquérito, após suas investigações, concluirá pelo encaminhamento ao Ministério Público para que este promova a responsabilidade civil e criminal dos infratores ou pelo arquivamento da CEI.
Note-se que tanto a Constituição Federal, a Lei Orgânica do Município e o Regimento Interno da Câmara dizem a mesma coisa, ou seja, o encaminhamento das suas conclusões ao Ministério Público para responsabilizar os infratores. A Câmara Municipal não tem nada que fazer, pois o Ministério Público já instaurou o processo competente para responsabilizar civil e criminalmente os infratores.
A abertura e formação de uma CEI no atual momento são desnecessárias, inoportunas e fora de propósito, e com despesas desnecessárias, pois pelo fato de o Ministério Público ter se antecipado e instaurado os processos administrativos civis e criminais, o objetivo da formação da CEI esvaziou-se e perdeu o objeto.
O Poder Legislativo Municipal aguarda com ansiedade a conclusão do inquérito público e que o Ministério Público encaminhe à Câmara o nome dos envolvidos, desde que seja prefeito ou o vereador, para que este Poder tome as providências cabíveis contra o prefeito ou o vereador envolvido, pois a Câmara não tem poder para afastar secretário, diretores de autarquias, de fundações ou de sociedades de economia mista, pois, contra estes, quem tem poder para responsabilizá-los é o Judiciário.
Dessa forma, a Câmara está de sentinela, vigilante, sem entrar no círculo da politicalha e do sensacionalismo. A Câmara Municipal de Londrina é instituição séria e um dos Poderes constituídos pelo povo e tem que ser respeitada, e as agressões orquestradas contra este Poder são autoritarismo e banalidade.
- RENATO SILVESTRE DE ARAUJO, presidente da Câmara de Vereadores de Londrina
Beethoven
Quero parabenizar a Copel no ensejo dos seus 45 anos de existência. Como comemoração, a empresa levou ao público de diversas cidades o concerto Fantasia de Beethoven para Piano, Coro e Orquestra. A receptividade foi tanta que, em todas as cidades, superlotaram as salas. Em Londrina, tiveram que repetir o concerto no dia seguinte, lotanto novamente o Teatro Ouro Verde. Deixa-nos felizes saber que as pessoas gostam de música clássica. O que falta é iniciativa, como esta da Copel, para que o público possa ter acesso.
Parabéns também à Vivarte, ao ator Remir Trautwein, que tão bem encarnou Beethoven, ao regente Norton Morozowicz e à Orquestra da UEL, aos coros de todas as cidades participantes, e principalmente à brilhante apresentação do pianista Marco Antonio Almeida, um dos mentores de tudo. Fico orgulhosa em ter participado deste grande coro de vozes.
- VILDA DE OLIVEIRA VIEIRA, Londrina
Tucanos
Os governos tucanos não conseguem gastar só o que arrecadam nem cumprir suas obrigações mínimas de garantia do emprego e da segurança. A dívida pública virou bola de neve. As tarifas não param de aumentar e todo dia inventam novos impostos e taxas. Enganaram o povo com a CPMF provisória: virou permanente e o dinheiro sumiu. Mário Covas criou a taxa de R$ 5,00 nas contas de luz (onde já cobra 33% ilegais de ICMS) para tapar o déficit da TV Cultura, emissora sem audiência; não deu certo; o governador propõe agora a taxa pela metade para custear a segurança que já pagamos e nunca nos deu.
- PAOLO MARANCA, São Paulo (SP)
Aeroportos
Não resta a menor dúvida que o Paraná necessita de melhor infra-estrutura aeroportuária (Aeroportos preparam desenvolvimento, reportagem publicada ontem no caderno Cidades). Mas não basta gastar dinheiro nos aeroportos das chamadas cidades-pólo do Anel de Integração, que no final só irão beneficiar políticos e outros privilegiados. Se não me engano quando falava em Anel de Integração (assunto esquecido) tratava-se de interligar as mesmas cidades-pólo através de estradas de Primeiro Mundo. Alguém precisa relembrar o governo que não só os caminhoneiros, mas a grande maioria se desloca entre tais cidades em veículos e não de avião.
- ALVARO JOSÉ MANCHINI, Londrina
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